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Especial Mulheres da Cachaça: como elas veem o futuro do nosso destilado

O Devotos deseja a todos aqueles que amam, exaltam e/ou trabalham pelo nosso destilado um Feliz Dia Nacional da Cachaça. E hoje a homenagem, o espaço e a voz será das mulheres da cachaça. Convidamos 15 profissionais e/ou devotas da cachaça que trabalham em várias atividades ligadas ao universo da cachaça – do alambique ao ponto de venda, passando pela Academia – para responderem a uma pergunta: o que você espera do futuro da cachaça?

Por Dirley Fernandes

Temos um post clássico sobre a origem do Dia Nacional da Cachaça – a data é um equívoco histórico, aliás, mas é um equívoco consagrado e seguiremos brindando o destilado certo, ainda que no dia errado. Leia sobre isso aqui.

Mas, voltemos às mulheres da cachaça.

A pergunta a elas dirigida tem um quê de ambiguidade, já que permite respostas em que podem estar presentes tanto uma previsão sobre o que pode vir a acontecer quanto o que se deseja que venha a acontecer.

É proposital que assim seja. Mulheres não são seres condicionados a recalcar as emoções, abraçam a complexidade e conseguem abarcar em seu pensamento razão e coração. E é disso que se trata a cachaça, não à toa substantivo feminino que mantém esse gênero em quase toda a sua sinonímia: branquinha, purinha, pinga, aguardente, boazinha, birita, jeribita, abrideira, saideira, marvada…

As moças responderam por áudio, texto longo, frases curtas e cortantes e até por vídeo – era como quisessem e cada uma fez a seu jeito. Elas são assim mesmo, só homem bobo acha que mulher é tudo igual…

O Devotos, ao longo de sua história de quatro anos como site, assistiu e comprovou o crescimento do interesse e da presença feminina no universo da cachaça. Em 2006, elas representaram 36% da audiência do site. Hoje, são 44% – um aumento bem expressivo que produtores e profissionais precisam levar em conta.

De resto, hoje é dia de celebrar. E vamos ouvir as vozes do acolhimento, as vozes de quem cuida do mundo e da cachaça e a voz de grandes profissionais que estão liderando a evolução do setor, a voz das mulheres da cachaça.

Mulheres da Cachaça: diversidade e respeito

 

Andréia Gerk, auditora fiscal agropecuária do Mapa e integrante da Cúpula da Cachaça

Ao receber esta pergunta do meu amigo Dirley Fernandes, a primeira palavra que me veio à cabeça foi RESPEITO! E por que respeito? Porque é isso que merece nosso maravilhoso destilado nacional e os produtores devidamente registrados no Mapa que, a despeito da imensa carga tributária labutam para oferecer produtos de qualidade, com preços acessíveis, a consumidores cada vez mais sedentos por inovação e diversidade, seja de madeiras, de tempos de envelhecimento, de blends, de diferentes terroirs, mas antes de tudo com qualidade!

A cachaça merece estar presente desde os botequins copo sujo até os restaurantes com estrela Michelin, cruzar oceanos e conquistar o mercado internacional.

Para isso, é preciso sim seguir regras, registrar-se no Mapa, pagar impostos, remunerar adequadamente responsáveis técnicos, estabelecer arranjos produtivos locais, num jogo de ganha-ganha, porque assim se cresce com responsabilidade e equidade.

Nós fiscais federais, estaduais, municipais também merecemos respeito, porque somos servidores públicos e agimos como os olhos do consumidor, resguardando a saúde de todos.

Não importa se a cachaça é de coluna ou de alambique, todas seguem as mesmas regras e, por isso, seus produtores e produtos merecem ser respeitados. É o consumidor que decide o que vai consumir. Cachaça boa é a cachaça que escolhemos para degustar e nos proporcionar prazer.
Hoje as redes sociais dão voz para todos e o que mais percebo é a falta de respeito: às instituições e aos produtores sérios. Será que a causa da informalidade na produção de cachaça (mais de 90%) são as “regras rígidas do Mapa”? Não acredito nisso. Para mim, a falta de informação e de conhecimento e o desrespeito às instituições, às legislações, ao trabalhador, e, principalmente, àqueles produtores que se esforçam para se regularizar, contribuem para esta situação.
Vamos respeitar a história e trajetória do nosso destilado, vamos valorizá-lo, divulgá-lo, bebê-lo, presenteá-lo. Um brinde à cachaça no seu dia e aos produtores que nos fazem ter experiências únicas e insubstituíveis!

Maria Izabel Gibrail Costa, produtora da Cachaça Maria Izabel

Na atual conjuntura qualquer futuro é provável ou improvável…Vivo um dia por vez e o futuro será consequência do nosso presente.

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Ana Marta Sátyro, produtora da Cachaça Mineiriana e responsável técnica (RT)

Eu espero um futuro de abertura de oportunidades, de diversidade de produtos e de pessoas envolvidas com cachaça. A cachaça merece se libertar dos estigmas, dos preconceitos… Eu espero um futuro de muitas mulheres trabalhando para a cachaça. Juntas, elas se libertarão das amarras.
Se me pedisse que resumisse o futuro que espero pra cachaça eu diria: misturas, boas e em todos os sentidos!

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Ariane Guimarães Costa, da Cachaçaria Trilha Real (Belo Horizonte e Nova Lima, MG)

Minha perspectiva para a cachaça é boa demais. Eu comecei a tomar cachaça quando conheci Enaldo (Lopes, marido de Ariane). E hoje é só o que eu bebo. O trabalho que vem sendo feito para valorizar a cachaça tem gerado resultados e eu vejo isso diariamente no contato com os clientes que entram nas lojas. Eu tenho uma vivência grande com o público. Os jovens estão chegando; a informação está aumentando. O pessoal não busca mais apenas preço, eles questionam o sensorial, querem detalhes. Os produtores estão respondendo a esse movimento apresentando produtos cada vez mais atrativos. Por fim, estamos quebrando o preconceito e vendo cada vez mais mulheres bebendo cachaça. Temos desafios – carga tributária, informalidade… – mas o lado bom vai vencer.

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Cecília Helena Silva, especialista em embalagens e YouTuber

Há ainda uma evolução a atingirmos que é a mais importante. Eu espero que a cachaça seja entendida. Enquanto não tivermos mais brasileiros compreendendo a cachaça como um patrimônio cultural e histórico e uma bebida saborosa, prazerosa, a cachaça não será respeitada e admirada como a gente deseja. Falta entender tudo o que ela representa. Quando isso acontecer, ela vai ser consumida com elegância, com amor. Esse é o meu sonho e a minha visão de futuro: ver a cachaça respeitada pelos brasileiros como os franceses respeitam seu conhaque e sendo degustada com orgulho, pura ou em coquetéis… fazendo parte dos bons momentos da vida de muitos brasileiros.

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Cilene Werneck, da Cachaça Werneck (Rio das Flores, RJ)

Espero e acredito que através do esforço dos produtores em elevar o nível de qualidade da Cachaça, que os consumidores no Brasil e no mundo inteiro descubram a riqueza de sabores e aromas da cachaça de qualidade. E também o reconhecimento das amplas possibilidades que ela oferece na coquetelaria e em todas as áreas da gastronomia.

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Beatriz Said, da consultoria Cachaçarias Nobres (Ouro Preto, MG)

Eu desejo que nossa cachaça seja reconhecida e respeitada, pois quem degusta descobre que se trata do melhor destilado do mundo.

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Rosana Romano, da Cachaça Bem Me Quer

Acredito que a cachaça vai ser uma bebida cada dia mais reconhecida pela sua qualidade e excelência, graças a todos os produtores que, em parceria com muitos profissionais, estão lutando pela valorização do nosso destilado. São chefs, barmen, garçons, cachaciers, jornalistas, influenciadores, mixologistas, apreciadores.… A Cachaça é O destilado brasileiro e em pouco tempo vai ser reconhecida com a grandiosidade que merece.

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Ana Carolina Corrêa, pesquisadora da Esalq/USP

Eu espero que continuemos na busca constante por conhecimento e evolução da ciência da cachaça, prezando sempre pela sua qualidade. Eu espero um futuro com valorização local e o sentimento de orgulho, em nível nacional, do nosso destilado.

Lívia Teixeira, gerente de Marketing da Naqtique Osborne

Espero que a cachaça chegue, em um futuro próximo, ao lugar de destaque que merece. Espero que esse produto, que é tão especial, seja devidamente reconhecido, respeitado e valorizado, primeiro no Brasil, mas também no mundo. Um brinde à nossa amada branquinha!

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Luisa Saliba, do Restaurante Rota do Acarajé (maior carta de cachaças do país)

Desejo ardentemente e em letras garrafais o RECONHECIMENTO do nosso produto. Falta a gente conseguir transmitir ao povo brasileiro o sentimento de orgulho pelo seu destilado. Quero que entre nas veias de todo o brasileiro esse orgulho de dizer bem alto e forte: a Cachaça é do Brasil.

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Ornella Boulhossa, da Boutique da Cachaça (São Paulo, SP)

Espero um setor unido em que os ganhos e os deveres sejam semelhantes para todos. E espero um pouco mais de conhecimento da nossa história. O brasileiro precisa ter conhecimento do que representa a cachaça. Que a cachaça seja um veículo de conhecimento e uma bebida para todas as classes. Que seja bonito uma mulher falar que trabalhe com a cachaça, não cause estranhamento como vejo aqui no bar algumas vezes. E que as mulheres consigam se posicionar no setor, porqque temos mulheres muito fodas trabalhando pela cachaça, grandes especialistas.

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Adeylsa Matos, da Cachaça Paramirim (BA)

Espero que a união dos produtores seja a chave para alcançar uma valorização maior da nossa cachaça. Tem brasileiro que gasta com bebidas de outros países, mas não quer pagar por uma boa cachaça. E espero a quebra do preconceito. As mulheres são as maiores vítimas disso. Se vamos a um bar e pedimos uma cachaça, o garçom entrega para o marido porque cachaça ‘não é bebida para mulher’. E cachaça é bebida para mulher, sim! Mulher bebe o que ela quiser. E espero que produtores e apoiadores da cachaça consigam trazer os produtores para a informalidade e reduzir a concorrência desleal. Unidos, nós podemos.

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Rosane Ferreira, presidente da Confraria de Cachaça Copo Furado

Eu espero que a cachaça seja, finalmente, reconhecida como um símbolo da nossa identidade cultural, sem estigmas ou preconceitos e que se multipliquem os apreciadores. E a saída que eu enxergo é a disseminação positiva da cultura cachaceira, aliada à busca incessante da qualidade.

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Cris Amin, da Cachaça Tiê

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4 Comentários

  1. Rubim A. Gonczarowska

    Parabéns ao Devotos da Cachaça pelo “Especial Mulheres Da Cachaça”, só mulheres maravilhosas, inteligentes e de elevado bom gosto, com certeza um presente aos apreciadores deste destilado.

  2. Adeylza Andrade Souza Matos

    Adorei as entrevistas, é notório o desejo de todas pela maior valorização da cachaça, o reconhecimento ao esforço do produtor é um afago, como também foi bem dito por todas a vontade que os informais se formalizem de forma a concorremos de forma igualitária, bem como o anseio da quebra de paradigmas. Continuo acreditando que a união vai viabilizando nossos desejos e que no futuro bem próximo não falaremos de tais questionamentos. Obrigado novamente Dirley Fernandes pela oportunidade de falar em seu site um pouco do meu sentimento por esse produto que produzo e amo muito, sou sua fã e muito fã do Devotos da Cachaça a muito tempo acompanho, mídias como esta contribuem para valorizar, divulgar, esclarecer e levar conteúdo para os consumidores e apreciadores deste que é o único destilado genuinamente brasileiro. Viva a Cachaça.

  3. Ah! Que delícia de matéria! Parabéns Devotos.
    Tantas mulheres incríveis foram citadas. Mulheres que são inspiração, mulheres que são referência neste universo cachaceiro – 15 nomes que representam tão bem o universo da mulheres na cachaça e por isto merecem muitos aplausos e brindes com cachaça.

  4. Dirley Fernandes

    Obrigado! Seguimos de olho no trabalho lindo de mulheres como vcs, Ana Laura e Adeylsa

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