google-site-verification: googlea7d345fe9e2e3355.html
Inicio / Destaques / Leszek Wedzicha, um cachaceiro europeu entre nós: ‘falta investir na promoção’

Leszek Wedzicha, um cachaceiro europeu entre nós: ‘falta investir na promoção’

O release chegou na caixa postal do Devotos anunciando: “cachaça capixaba recebe visita de degustador europeu”. O texto dizia: “A cachaça Santa Terezinha, localizado nas Montanhas Capixabas, está entre os roteiros selecionados para visitação pelo renomado organizador dos Festivais de Rum e Cachaça de Londres, Leszek Wedzicha”.

Ah, então é o Leszek! Leszek Wedzicha, polonês de nascença, baseado em Londres, é um velho amigo da cachaça e profundo conhecedor dos destilados de cana e outros spirits, já tendo organizado diversos eventos no continente europeu, em especial os Cachaça Festivals UK que, em 2018, levaram a cachaça a três cidades britânicas (leia aqui)

Pesquisador incansável, Leszek Wedzicha está no Brasil cumprindo uma ampla agenda de aprofundamento nos segredos do nosso destilado. A viagem estava programada para o primeiro semestre, mas havia sido adiada por conta da pandemia. Agora, Leszek está entre nós e conversou com o Devotos.

Por onde vai passar seu tour, Leszek Wedzicha?

No meu roteiro planejei visitar a coleção de cachaças do Pedro de Alcântara (maior coleção de Havanas do Brasil), Alambique JP, Alambique Fazenda Velha (Nova Odessa-SP), Duque Cachaça (produzida pela Fazenda Velha), HOF Microdestilaria, Cachaça Campanari (eles estão na terceira etapa para registra a marca na Mapa),Pardin, Mato Dentro, Musa Cervejaria e Destilaria (cachaça Anunciada e aguardentes de frutas), Prosa Mineira, Cachaça Da Tulha, Fazenda Barra Grande (Santo Grau Itirapuã), Sebastiana, a Cachaçaria Macauva, do Milton Lima, Cachaça 51. Se der, vou passar ainda na Batista e na Sapucaia.

Decidir visitar produtores principalmente de São Paulo por causa do Covid 19. Ainda tem muitos voos cancelados. Então, o transporte interno é um problema. Vou na Santa Terezinha, no Espírito Santo. Mas tanto a ida quanto a volta já foram cancelados e precisei fazer uma nova reserva. Então tive que ficar mais perto de São Paulo.

Compre aqui a excelente Cachaça Santa Terezinha.

E qual é o objetivo dessas visitas?
O objetivo de viagem é conhecer os alambiques por dentro, me aprofundar nos métodos de produção utilizados. Também trouxe algumas amostras de destilados feitos a partir da cana em outros países do mundo para incentivar inovações e melhoramento de produtos. Por fim, estou sempre procurando cachacas que podem agradar mais os paladares europeus.

Explica o seu interesse pela cachaça… Como começou? Foi culpa de alguém?

Sim, estou casado com uma brasileira há mais de 20 anos e morei sete anos no Brasil. E é verdade: foi minha mulher, Francisca, que me apresentou a cachaça.😁 Como acontece com muitos especialistas, no início era um hobby, mas fui me aprofundando. E, novamente, foi a minha esposa que me incentivou para compartilhar meu conhecimento e percepção da cachaça com as outras pessoas. Aí comecei com os eventos e encontros e não parei mais.

Leszek Wedzicha: nova geração

E como está o mercado para a cachaça na Europa?

O mercado ainda é pequeno. Acredito que precisamos melhorar a apresentação das cachaças e tentar criar cachaças que agradem paladares europeus. Acredito também que os alambiques no Brasil precisam continuar a diversificar, fazendo outros destilados, como whiskey, rum e gim. Apresentar produtos de excelência nesses destilados vai ajudar a categoria cachaça.

Agora, o que percebo é que temos uma outra geração de produtores entrando no mercado da cachaça, com um visual diferente, abertos para novas ideias, experimentos… Isso é um caminho positivo, acredito. Tem muito espaço para a categoria crescer na Europa, se fizer o dever de casa. A cachaça faz sucesso quando chega ao público.

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as novidades do Devotos no seu e-mail. Clique aqui

O empresariado brasileiro, como um todo, é tradicionalmente avesso ao mercado externo. Temos um número relativamente pequeno de empresas competindo internacionalmente. Como você vê o setor de cachaça se inserindo na competição dos destilados globais?

Na minha opinião, muitos produtores pensam em exportar mais não são preparados para isso. Na verdade, eles querem somente vender e esse não é caminho. Importadores europeus querem uma parceria na qual os dois lados se arriscam. A cachaça ainda é um produto novo no mercado. Produtos novos requerem um trabalho para consolidação mais elaborado do que apenas mandar a cachaça para lá.

Que erros você vê as marcas de cachaça cometendo lá fora?

O erro da maior parte dos produtores é a falta de investimento na promoção da sua marca de cachaça e na categoria junto aos distribuidores na Europa. Vejo acontecer inclusive problemas de disponibilidade de produtos. O importador faz uma encomenda inicial, começa a inserir a cachaça nos pontos de venda, obtém resposta e faz um segundo pedido. Aí, por vários motivos, a próxima remessa chega atrasada. O distribuidor local não pode esperar e correr o risco de perder espaço para a concorrência. Então, o que ele faz é encher prateleiras com outros destilados.

Por Dirley Fernandes

Leia mais notícias e informações sobre o setor de cachaça clicando aqui.

Curtiu? Então, vista a camisa do Devotos

Vá a nossa loja e encomende a sua camiseta do Devotos da Cachaça. Assim, você vai estar nos ajudando a levar mais informação sobre cachaça para o Brasil e o mundo. Clique no link.

 

Um comentário

  1. Bacana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Devotos em seu e-mail

Pular para a barra de ferramentas Sair