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CANAVIAL INCENDIO

Cachaça Vale do Cedro busca superar incêndio no canavial

O domingo, 16 de agosto, amanheceu muito quente, apesar do vento forte. Era o primeiro dia de uma semana que se esperava que fosse melhor que a anterior na Fazenda Vale do Cedro, no município de Palestina de Goiás, onde se produz a tradicional Cachaça Vale do Cedro.

A fazenda é de grande porte e muito movimentada, com uma produção bem diversa, que compreende extensas áreas de produção de soja e gado de leite e de corte.

Os canaviais ocupam uma área de cerca de cinco alqueires, fornecendo matéria-prima para a produção de açúcar mascavo e rapadura, além da menina dos olhos do fundador da empresa, Heitor Morais: a cachaça.

Durante alguns dias, na semana anterior àquele domingo, a equipe da fazenda havia combatido um incêndio, que se iniciara na palhada do milharal durante a colheita. Até avião fora usado no combate às chamas que, enfim, tinham sido controladas na quinta-feira.

O fogo, no entanto, reapareceu no domingo e, dessa vez, o foco era o canavial. “Tentamos combater, mas o vento forte não nos deu a menor chance”, conta Gabriel Morais, filho do fundador que, desde o ano passado, está à frente da administração da fazenda.

Em poucas horas, o fogo tinha dado conta de destruir mais de quatro alqueires do canavial. Apenas um pequeno trecho se salvou. Nos dias seguintes, o fogo se espalhou por pastagens na área vizinha à fazenda, aumentando os prejuízos.

Com o incêndio, a produção da Cachaça Vale do Cedro este ano ficou completamente comprometida.

“Começamos a safra em julho. Até agora, tínhamos alambicado pouco mais de 10 mil litros. Nossa expectativa era chegar a algo em torno de 60 mil”, conta Gabriel. Ou seja, até 50 mil litros de cachaça deverão deixar de ser produzidos pela empresa apenas este ano.

O alambique está praticamente parado agora. Os administradores ainda tentam identificar de que forma podem dar continuidade à atividade. Nesse primeiro momento, isso não vai afetar o fornecimento da Cacaçha Vale do Cedro. “Por enquanto, ainda conseguiremos atender com o que temos em estoque, mas em algum momento, nos próximos meses, poderemos ter dificuldades”, diz Gabriel.

Cachaça Vale do Cedro é bidestilada

A Cachaça Vale do Cedro foi fundada por Heitor Morais, contador hoje aposentado, em 1996. A produção busca seguir as práticas mais atuais, como o aproveitamento do bagaço e da vinhaça e a produção paralela de álcool combustível.

As três cachaças principais da casa são a Prata Bidestilada, a Jequitibá Bidestilada e a Ouro, em Carvalho, que é envelhecida por cinco anos.

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A cachaça é quase toda comercializada no próprio Estado de Goiás, mas segue também para Minas Gerais, entre outras unidades da Federação.

“Como um dos maiores empregadores do Município de Palestina de Goiás, exercemos importante função social na região, e trabalharemos para manter boa parte da mão de obra, na recuperação e melhoramento do canavial, para que no próximo ano, possamos aumentar a produtividade e qualidade da matéria prima e dos nossos produtos”, anunciou a empresa, em nota, nessa segunda-feira.

Gabriel, apesar do abatimento, mantém o foco no trabalho: “Ninguém se feriu, o que é o mais importante. Já estamos cuidando da recuperação do canavial”.

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