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Uma Cachaça Havana raríssima está à venda. O preço? R$ 10 mil

Não há cachaça mais icônica, mais representativa do engenho brasileiro nas artes da alambicagem do que a Cachaça Havana. Portanto, não é de se estranhar que a marca que deu início à fama da cachaça de Salinas (MG) seja o objeto do desejo de todo colecionador do nosso destilado. Mas e se a Havana vier em uma embalagem raríssima, tão especial e exclusiva que mesmo devotos de longa data nunca puseram o olho? Não tem preço, né? Pois uma desse naipe está à venda para quem tiver como desembolsar a módica quantia de R$ 10 mil.

Por Dirley Fernandes

O vendedor é o colecionador de cachaças Márcio Guarabira Moreira, de Tatuí (SP), que publicou um anúncio no Mercado Livre. Mas ele parece nem fazer tanta questão de vender. Se não vender ótimo. Ela fica aqui comigo, me fazendo companhia”, disse em seu Facebook.

A Havana que Márcio tem em casa está em uma embalagem em forma de ânfora e empalhada, com alguma semelhança com a garrafa tradicional dos vinhos Chianti. O rótulo está desgastado pelo tempo, mas é o mesmo que era usado antes que a cachaça fosse obrigada a suspender o uso do nome ‘Havana’ e adotasse o nome ‘Anísio Santiago’.

Roberto Santiago, neto do mitológico Anísio Santiago, que criou a Havana nos anos 1940, e filho de Oswaldo, conta que era uma embalagem tão especial que nem era vendida. “Era só para os amigos”, diz o produtor da Cachaça Havaninha. “Normalmente, o amigo chegava na fazenda com a garrafa e meu avô enchia com a a bebida”.

A Cachaça Havana de Márcio está lacrada e, até onde se sabe, a bebida é original. Assim, é provável que tenha sido destilada por Anísio ali por volta da metade dos anos 1960 e tenha saído dos barris de bálsamo da Fazenda Havana para a garrafa no início dos anos 1970.

Cléber Santiago, neto de Anísio que atualmente toca a produção da Havana/ Anísio Santiago, tem uma dessas garrafas guardadas na mítica Fazenda Havana e confirma. “Tem todo o jeito de ser legítima; é do tempo do meu avô; foram feitas pouquíssimas. Rapaz, tem colecionador atrás disso, viu?”.

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Em busca da Cachaça Havana

E como essa cachaça foi parar na mão de Márcio? Como costuma acontecer nesses casos, foi uma mistura de sorte com esforço. Acostumado a comprar coleções inteiras de cachaça, o colecionador pernambucano soube que um senhor de 88 anos estava vendendo uma coleção de 700 cachaças em Sete Lagoas (MG).

“Comecei a negociar para comprar toda a coleção. No meio do caminho, o filho desse senhor disse que havia uma Havana no meio do lote todo. Achei que era uma com rótulo novo. Tudo bem! Fechamos um preço e fui buscar. O rapaz ainda exigiu que eu pagasse em dinheiro vivo”, conta Márcio. De Tatuí (SP), o colecionador percorreu 770 quilômetros imaginando o que de fato iria encontrar em Sete Lagoas.

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“Cheguei lá e logo começamos a embarcar as garrafas. Tinha muita coisa legal, mas quando faltavam umas 100 para terminar, perguntei para o rapaz. ‘Você não disse que tinha uma Havana?’ E ele respondeu, meio contrariado: ‘Sim, tem, nós temos palavra, somos muito corretos’. Mas o rapaz não sabia onde estaria a tal Havana”.

Quando já tinha embarcado quase todas as cachaças espalhadas na prateleira da garagem do vendedor, Márcio viu um embrulho de plástico no fundo de uma prateleira e foi ver o que era. Ele abria uma sacola e tinha outra e mais outra, como uma matrioska. “Comecei a sentir um negócio estranho”, diz.

Depois de desembrulhar umas sete camadas, finalmente, surgiu a tal Havana… empalhada. “Meu coração quase parou”, conta o colecionador, que naquele momento era um Indiana Jones diante da Arca da Aliança, um Rei Artur avistando o Santo Graal. “Eu fiquei desesperado, eu babei”, confessa Márcio.

Márcio puxou o fio da meada e soube que a cachaça havia sido presenteada ao senhor de Sete Lagoas pelo filho, que, por sua vez, a teria recebido de presente de um filho de Anísio.

“Os dois trabalhavam juntos numa repartição. Um dia, conversando, um dos amigos disse: ‘Meu pai produz cachaça’. O outro disse: ‘E meu pai coleciona’. No outro dia, o primeiro amigo apareceu com a cachaça, presenteou o colega, mas disse: ‘Acho que você deveria dar para o seu pai’”, conta Márcio.

O filho de Anísio que presenteou o amigo é Geraldo, o Gera, tio de Cléber e Roberto. O amigo presenteado não sabemos o nome, mas é certo que trabalhou com Geraldo no IBGE no início dos anos 1970.

Nascida do solo sagrado de Salinas, a cachaça viajou para Sete Lagoas (MG) e agora está em Tatuí (SP). Repousa na garrafa por quase 50 anos. E poderá seguir um novo rumo caso alguém se disponha a desembolsar o valor pedido.

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