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Cachaça Princesa Isabel: crescimento de 30%. Foto: Folha de Vitória

Setor de cachaça puxa alta de 19% da indústria de bebidas em junho

Não é o caso de soltar fogos, mas os números da economia seguem surpreendendo positivamente e indicam que o estrago vai ser grande, mas menor do que muitos vinham prevendo. E mais: que a indústria de bebidas é um dos motores para a retomada e o setor de cachaça é um dos destaques. Não será nada surpreendente se a cachaça fechar o ano sem perdas em relação a 2019, como confirmam alguns produtores – de diferentes portes – consultadas pelo Devotos.

Por Dirley Fernandes

Nessa terça-feira, o IBGE divulgou os dados da produção industrial de junho. Foi o segundo mês consecutivo de alta expressiva: 8,9% em relação a maio, intensificando a expansão vista no mês anterior (8,2%). A alta acumulada nesses dois meses é de 17,9% e os indicadores antecedentes do mês de julho registram mais números positivos.

É claro que isso não significa que já saímos do buraco. Afinal, a produção industrial já vinha em marcha lenta antes da pandemia e apenas em março e abril acumulou um recuo de 26,6%.

A comparação com junho do ano passado mostra o tamanho do recuo da indústria em um quadro mais amplo. A queda é de 9%. No entanto, em abril, o tombo na mesma comparação era de 19%.

Bebidas em alta

Entre os 26 setores industrias pesquisados pelo IBGE, um dos que mais colaborou para o resultado positivo em junho foi o de bebidas, com alta de 19,3% frente a maio.

E, ao contrário do conjunto da indústria, o setor de bebidas está no campo positivo também na comparação entre junho de 2020 e igual mês do ano passado. E o avanço é considerável: 7,8%.

O IBGE não divulga os números do setor separados por segmentos. Nessa alta estão englobados vinhos, cervejas, destilados, refrigerantes etc… Mas os sinais para o setor de cachaça são bem positivos.

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Setor de cachaça

Na Cia. Miller, que produz a Cachaça 51, a reação começou em maio, após uma queda de 15% nas vendas em abril. “Voltamos aos trilhos com bons meses de junho e julho, indicando que é possível, no fechamento do ano, nos mantermos em linha com o ano anterior”, informou a companhia.

Na Natique Osborne, das marcas Santo Grau, Espírito de Minas e Saliníssima, o baque em março e abril foi forte. Mas em maio, a reação já estava em marcha, movimento que se acentuou em junho. “Fechamos o semestre com alta de 5% nas vendas de cachaça em relação ao ano passado. E julho foi melhor ainda”, adianta Livia Teixeira, gerente de Marketing da empresa.

O produtor Adão Celia, da Cachaça Princesa Isabel, de Linhares (ES), já dizia em maio que não haveria recuo para a sua marca em 2020. Tanto que ele vai encerrar sua safra com aumento de 33% na produção. As vendas estão maiores do que as de 2019 e ele estima que vá encerrar o ano com alta de 30%.

Para ele, os tempos de pandemia foram um momento de aumento de interesse pela cachaça – o que se comprova também com o aumento da audiência do Devotos (38% em junho, frente a igual mês de 2019). “Estamos vendo muita procura espontânea, que é coisa que nunca tivemos. Quem puxa esse movimento são os consumidores finais, as casas especializadas em bebidas e os supermercados. Até os pedidos de visitação ao alambique cresceram, mas estamos segurando”, diz o produtor, que também é médico.

Os órgãos setoriais também já perceberam a retomada em curso. Falando ao jornal Hoje em Dia, o presidente do Sindbebidas-MG, Mario Moraes Marques, destacou a performance do setor de cachaça. “Quando começou o isolamento social, sentimos uma queda brusca no segmento, sobretudo porque bares e restaurantes pararam de funcionar. Depois, veio o crescimento do delivery e do consumo em casa, o que promoveu um reequilíbrio na indústria, especialmente relativo aos destilados, como a cachaça”.

Marques também já fala, com a devida cautela, em números positivos para o fechamento do ano. “Com a possível volta dos restaurantes e bares, esperamos nos aproximar de expectativas que tínhamos até fevereiro, de crescer 1,5% este ano”, completa.

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