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Comunidade Amantes da Cachaça

Comunidade Amantes da Cachaça: uma aposta no conteúdo de qualidade

Se tem um lugar do país onde o interesse por cachaça vem crescendo é Brasília. A capital se tornou, no primeiro semestre de 2020 a quarta cidade com mais leitores do Devotos, depois de um crescimento de 189% na audiência, ultrapassando Curitiba e Fortaleza, onde o número de devotos também cresceu, mas em números menos bombásticos (87% e 29% respectivamente). Uma parte da adesão brasiliense à cachaça pode ir para a conta de Marcel Rates, que comanda as duas lojas da cachaçaria Eu amo Cachaça. O enamorado da cachaça bombou na pandemia com suas lives maratonísticas diárias – ele foi a Teresa Cristina da cachaça! – e não para quieto. Agora, ele lança a Comunidade Amantes da Cachaça, a primeira do gênero no país.

Enquanto isso Marel enfrenta uma queda de 60% no faturamento nas suas lojas. O empreendedor encarna o adágio tão batido quanto válido: vê na crise as oportunidades. “Com a pandemia, o setor da cachaça atentou para o profissionalismo. A crise mostrou que aqueles que não entendem a sua atividade da maneira mais profissional terão pouca chance de sobrevivência”, diz ele.

A Comunidade Amantes da Cachaça, basicamente, agrega vídeos com conteúdo produzido por um time interessante de especialistas em cachaça e áreas afins (café, gastronomia, cerveja e coquetelaria). A plataforma é bem funcional e interativa. Os vídeos iniciais estão bem caprichados.

Pelo WhatsApp, Marcel conta para os devotos o que é a Comunidade Amantes da Cachaça, fala sobre o que aprendeu na pandemia e prospecta o futuro do setor da cachaça. Confira, amante e devoto da cachaça.

Como foi o processo da criação da Comunidade Amantes da Cachaça, que aliás você gestou durante a pandemia nas poucas horas em não estava no ar nas suas lives?

Pois é. O processo começou com uma avaliação do percurso da Live Cachaceira. Após a Live 40 (em meados de junho) eu e minha esposa, Paula, avaliamos que os resultados estavam além do esperado. Mas, ao final do projeto, poderíamos não ter como aproveitar o retorno. Analisamos as demandas e feedbacks das pessoas que interagiam conosco. Tínhamos produtores agradecendo pela riqueza do conteúdo compartilhado, pessoas descobrindo o universo da cachaça, especialistas ampliando suas possibilidades ao ver a cachaça se aproximando de outros nichos…
Com a experiência de estudar marketing digital, lembrei de um formato que é o de Comunidade, um portal no qual as pessoas têm acesso
a conteúdos compilados e interativos, podendo se sentir de fato numa comunidade de aprendizagem.
Nas lives, observamos que as maiores interações e melhores feedbacks vieram quando trouxemos a cachaça em paralelo com outros nichos, inserida no conjunto de hábitos do brasileiro.
Analisando o que tínhamos no mercado
– sites e portais de conteúdo, e-commerce, lojas especializadas, sites institucionais, clubes de assinatura concluímos que havia um lapso, uma oportunidade a ser trabalhada. Por isso, estruturamos a Cachaça acompanhada da Cerveja, do Café, da Gastronomia e da Coquetelaria.

Clique aqui para conhecer a Comunidade Amantes da Cachaça.

E como você chegou nesses parceiros? O time tá bem bom (Mari Mesquita, barista, que vai abordar todas as terças-feiras café e cachaça; João Simoncini, cozinheiro, gastrônomo e geógrafo, que vai falar sobre a Gastronomia na Cachaça todas as quartas; Daiane Colla, sommelière de cervejas, que cuida das quintas-feiras, e Paulo Sagarana, o ‘cara’ do antigo bar Sagarana, que vai abordar a coquetelaria da cachaça às sextas; as segundas são do próprio Marcel).

Afinidade pessoal e o trabalho desenvolvido à frente dos seus setores. São todos líderes e formadores de opinião conceituados e fizeram sucesso na Live Cachaceira. Todos receberam a ideia da Comunidade Cachaceira com entusiasmo, frisaram que seria importante um fortalecimento cultural conjunto.

Você optou pela assinatura mensal como forma de sustentar o projeto. Como chegou a esse formato?

eu amo cachaçaObservando o hábito das pessoas do universo da Cachaça, optamos por distribuir conteúdo por uma assinatura de ticket relativamente baixo (R$ 39,90) e com degustação também. As pessoas gostam de conteúdo com constância e gastando o mínimo possível. Todo brasileiro tem contato com dois desses universos amigos pelo menos uma vez por semana. Todos nós tomamos um cafezinho, nos alimentamos, consumimos cerveja… E a coquetelaria é uma aposta de boa parte dos players do setor.

As marcas parceiras receberam bem o projeto (Caraçuípe, Matriarca, Sebastiana, Sanhaçu, Princesa Isabel e Magnífica)?

Os elos comerciais com essas marcas é fortalecido através dos colaboradores conteudistas. Todas as marcas acreditaram no projeto de imediato e se dispuseram a participar.

Acesso gratuito seria inviável?

Temos a responsabilidade de produzir conteúdo de qualidade, produzido com profissionalismo. Os conteudistas mentores precisam ser remunerados, assim como o editor de vídeo. Marketing, distribuição… tudo isso gera custos. A empresa assumiu os riscos da iniciativa e chegamos no menor valor possível para entregar conteúdo interessante e de acordo com a realidade financeira do público alvo.

Uma parte da resposta você já deu… é um projeto calcado na qualidade do conteúdo oferecido. Mas complete a frase: Vale a pena fazer parte da Comunidade dos Amantes da Cachaça porque…

Porque o assinante terá a possibilidade de consumir a Cachaça entremeada com cerveja, com gastronomia, com coquetéis, harmonizada com café, chocolate, queijo… ampliando o universo, mas se mantendo em contato com o que são nossos hábitos diários. É a experiência de uma cachaça cultural. Aliás, os conteúdos são interessantes para todos os públicos, do iniciante ao expert. Vamos falar tecnicamente sobre produção, envelhecimento, compras. É a Cachaça sentida por todos os poros. O assinante ainda tem 10% de desconto nas lojas Eu Amo Cachaça físicas e no e-commerce. E a possibilidade de interação no grupo exclusivo no Telegram, que vai ser uma experiência de diversidade, juntando produtor e consumidor; formador de opinião e ouvinte tudo rápido e interativo.

Tem uma meta de número de assinantes?

A expectativa é que o projeto seja bem aceito pelo universo da Cachaça, que as pessoas degustem, experimentem. A degustação de 15 dias, aliás, é grátis. A meta é chegar a 300 assinantes até o final de 2020 e 1.000 ao final de 2021.

Falta conteúdo no mundo da cachaça?

O que percebemos é que falta falar de uma Cachaça mais diária, mais comum. A experiência das lojas, de produzir uma feira e das lives nos mostrou que falávamos muito de Cachaça, consumíamos muito conteúdo sobre Cachaça, mas sempre aquilo que foi feito para nós mesmos do setor, e de maneira que nós entendíamos. Precisamos ampliar esse alcance e conquistar mais amantes para a cachaça.

As lives dos Amantes da Cachaça

Você se dedicou muito às lives durante a pandemia. Foram 60 sessões. Só parou nesse mês. Qual foi o papel das suas lives nesse período?

Inicialmente, era entretenimento para mim e para os que dormem mais tarde. Depois, acredito que as lives foram um espaço de amizade, de encontros e reencontros. Na “resenha” das lives os amigos se encontravam, outros faziam amigos, e isso gerava oportunidade de estar mais próximo, de se conectar. Era como se quebrasse a barreira da quarentena. Também serviu para mostrar a natureza humana dos ídolos da cachaça. Não só a Live Cachaceira, mas todas as lives do universo da Cachaça estão sendo bastante interessantes para mostrar a cara da nossa Cachaça e nos aproximarmos uns dos outros e de outros públicos.

Como está a ‘Eu Amo Cachaça’ nesse início de reabertura?

Nas lojas físicas, ainda estamos com queda de 60% do faturamento. Temos uma loja no Aeroporto de Brasília, o qual praticamente não tem voos, e outra num shopping. A confiança do consumidor de estar nesses espaços ainda é pequena. Mas temos reinventado, investido mais em alcance de marca, em maneiras de entregar o produto para o cliente, em atendimento personalizado…

O início da reabertura tá confirmando o q a gente já imaginava. Que o retorno às ruas e aos bares vai ser aos poucos e a economia vai seguir em marcha lenta o resto do ano. Como você vê o setor de cachaça nesse cenário?

O setor atentou para o profissionalismo. A crise mostrou que aqueles que não entendem a sua atividade da maneira mais profissional possível terão pouca chance de sobrevivência. E abriu oportunidades, principalmente de comunicação e marketing. Podemos citar o caso da Cachaça Cabaré que, com um bom trabalho de distribuição e marketing, tomou conta do país.
Para atravessar esse período, é importante ter cautela, respeitar as orientações sanitárias e acreditar na evolução do setor. Acreditar e trabalhar por isso. Tomar cachaça com responsabilidade, estar com a família e/ou amigos do jeito que for possível e seguro e participar da Comunidade Amantes da Cachaça.

Leia mais notícias e informações sobre o setor de cachaça clicando aqui.

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