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Vendas de cachaça: queda prevista é de 21%, mas setor pode surpreender

O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) divulgou na quinta-feira (02/07) que espera uma queda de 21,7% no volume geral de vendas de cachaça em 2020. A expectativa é baseada em estudo da empresa de pesquisa Euromonitor International. No entanto, a pesquisa foi realizada no fim de abril, momento em que a pandemia do Covid 19 estava no auge em boa parte das capitais. Os números hoje indicam uma perspectiva mais positiva.

Por Dirley Fernandes

“Trabalhamos com um cenário de dois meses e meio de quarentena. Não há como saber se fomos otimistas ou pessimistas ainda”, diz Rodrigo Mattos, analista de Alcoholic Drinks da Euromonitor. “Nesse momento já estamos vendo números que indicam um recuo do PIB menor do que se estimava lá atrás”.

Rodrigo se refere aos números da produção industrial, divulgados também na quinta-feira, que mostram um avanço de 7% em maio, em relação ao mês anterior. Um dos destaques de alta foi justamente o setor de bebidas, com avanço de 65,6%.

Apesar de o recuo em relação a maio do ano passado ser d abissais 21,9%, os números fermentaram esperanças de uma recuperação mais rápida no segundo semestre e enfraqueceram as previsões mais catastróficas de queda do PIB para o ano fechado (o FMI, por exemplo, previu na semana passada um tombo de 9,1%). O Itaú já trabalha com um cenário de recuo de 4,5%, enquanto a média do mercado apontava na segunda-feira em 6,5%.

Na nossa pesquisa, a queda no varejo foi medida em 17% enquanto no segmento de bares e restaurantes somou 23%’, diz Rodrigo. Nos momentos posteriores à pesquisa, no entanto, houve aumentos expressivos nas vendas de bebidas em supermercados. Segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), esse movimento já se acomodou e a alta está em 5% em relação ao ano passado, com destaque para os vinhos.

Vendas de cachaça em alta no ES

Produtores de cachaça tem relatado um início de recuperação nas vendas. O produtor da Cachaça Princesa Isabel, de Linhares (ES), por exemplo, acredita que o setor pode fechar o ano com um surpreendente zero a zero. “O impacto foi muito forte em março e abril. Em maio as vendas começaram a se recuperar e em junho agora cresceu bastante, de forma impressionante”, disse ele ao ESHoje.

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Tem muito consumo em casa, in natura. Tem relatos de alguns produtores do Espírito Santo que tiveram, inclusive, crescimento de vendas”, conta o produtor, que estima estar trabalhando com 85% de sua capacidade normal.

De toda forma, além do vinho, outras categorias mantiveram mais força que a cachaça na pandemia. “Entre os destilados, o gim mostrou resiliência”, avalia Rodrigo, apesar de a Euromonitor ter detectado uma certa acomodação desde o ano passado, após a explosão de vendas nos anos anteriores. “A variedade de produto e de embalagem foi favorável à categoria”, diz.

Para o pós-pandemia, a Euromonitor vê os canais locais como possíveis vetores de recuperação. “As redes locais terão ainda mais preferência. As pessoas vão continuar a evitar os deslocamentos e isso desfavorece, por exemplo, as redes de atacarejo”.

O e-commerce – que na pandemia, teve crescimento vertiginoso – vai seguir ganhando espaço, diz Rodrigo. “Os e-commerces próprios, administrados pelas marcas, são uma tendência de todo o setor de destilados”, diz. Mas ele adverte que, pelo menos nos próximos anos, o digital não vai sobrepujar o papel das lojas físicas. “O que a pandemia mostrou é que há uma fragilidade nas redes de escoamento. Então, reforçar as vendas pelo digital pode funcionar como uma proteção em momentos como esse”.

Diretor executivo do Ibrac, Carlos Lima lembra que os bares e restaurantes representam 70% das vendas de cachaça. “O crescimento previsto já era ínfimo – da ordem de 1,5%antes da pandemia para um setor que gera cerca de 600 mil empregos diretos e indiretos. Além de todo contexto econômico que o Brasil enfrenta, o fechamento dessas casas agrava muito a situação”.

Carlos destaca o peso do setor de cachaça no conjunto da indústria de bebidas. Representa 72% do mercado de destilados. O trabalho conjunto da iniciativa privada e do governo será de suma importância para assegurar a sustentabilidade de toda a cadeia de valor no cenário pós-Covid”, salienta.

Rodrigo lembra que uma das dificuldades para a retomada do setor de cachaça vai ser a fragilidade da ação setorial. “Falta trabalhar como setor, como fazem outros destilados, como a tequila”, diz.

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