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Cachaças boas e baratas? Sim… A Bola de Ouro e a Bola de Prata

Todos sabemos que os tempos andam bicudos. Esse devoto aqui, em qualquer tempo, é consultado dia sim, dia não, por algum amigo não iniciado nos segredos de marcas, madeiras e origens sobre qual cachaça comprar para beber, fazer caipirinha para uma festa ou dar de presente pro sogro ou pro amigo alemão… A palavra-chave dessas consultas é “cachaça boa”, mas nessa fase a palavra-chave está mais complexa: a rapaziada quer saber de cachaças boas e baratas. E desde o seu lançamento, no ano passado, a Cachaça Bola de Ouro e a Cachaça Bola de Prata tiveram a intenção de se inscrever nesse time. E lhes garanto: têm futebol para isso.

Aliás, para quem está lendo esse post em junho de 2020: o momento não poderia ser mais adequado para a prateleira das cachaças boas e baratas. Daqui para os próximos meses teremos ainda consumidores com pouca confiança para gastar, diante de um cenário de crise sanitária, econômica e política no qual patinaremos por um bom tempo.

As duas cachaças a que o post se refere são marcas de propriedade da Conterrâneo Representações, empreendimento do paraibano Carlos Lira, que já teve cachaçaria em João Pessoa e ajudou a espalhar a Cachaça Matuta pelo país. É um veterano do mercado, hoje radicado em Brasília, que sabe o que é cachaça boa e sabe melhor ainda do que o povo gosta.

Sua intenção com o projeto foi criar cachaças que pudessem agradar a clientes de todas as classes – com qualidade para agradar à turma mais prevenida e preço para entrar em botequins populares que consigam vender uma dose por R$ 5 ou R$ 6.

O tempo vai dizer se a estratégia deu certo – as cachaças entraram em campo em dezembro do ano passado e o campeonato ainda está no primeiro turno –, mas se já eram marcas com grande potencial antes da pandemia, na lenta retomada que temos pela frente são candidatas a artilheiras.

Cachaças boas e baratas: Bola de Ouro

Mas, vamos às cachaças propriamente ditas. São ambas produzidas em São Sebastião, nas Alagoas, pela turma da Gogó da Ema – gente que sabe bastante do riscado, como comprovam os vários prêmios na algibeira.

As garrafas usadas por ambas as bebidas são a tradicionalíssima âmbar, de 600 ml, mas com rolha de plástico, coerente com a proposta de não encarecer o produto.

Os rótulos são bacanas. Unindo futebol e cachaça, com design engenhoso, são populares sem serem popularescos ou apelarem para o kitsch ou o jocoso. Golaço!

A Cachaça Bola de Ouro é um blend de cachaças de umburana, jequitibá rosa e bálsamo. Com essa composição muito bem pensada, ela cai no copo com uma cor palha clara simpática e deixa lágrimas consistentes nas paredes.

No aroma, a umburana predomina, dando um ar doce de engenho, de fruta madura – banana, cajá carambola… O herbal desponta na sequência, por artes do bálsamo, em um registro muito confortável e bastante intenso.

Na boca, a dulçor é a marca mais forte, especialmente ao primeiro gole. A preocupação de ser uma bebida com boa drinkability – a capacidade de se fazer apreciável por um público amplo – é perceptível. O álcool é bem leve (40%). Mas há um bom equilíbrio: a acidez é pouca, mas está ali; o picante marca presença no final. E à medida que os tragos vão se sucedendo, os encantos do blend ficam mais aparentes, com a presença das especiarias temperando a experiência.

É uma bebida com sotaque levemente agreste, com reminiscências da origem nordestina. E sem sombra de dúvida uma boa cachaça, ao nível de rótulos com duas ou mais vezes o seu preço. A Bola de Ouro está saindo por R$ 39 na Cachaçaria Nacional.

Cachaça Bola de Prata: versátil

A Bola de Ouro é a campeã, mas a Cachaça Bola de Prata também tem vaga no time, com atrativos bem explícitos.

O aroma, por exemplo: fresco, herbal… daqueles que dominam o ambiente. Trata-se de um blend de cachaças armazenadas em inox e em jequitibá. Na boca, poderia ser um pouco menos doce. Mas é uma cachaça que se presta, sobretudo, a ser fácil de beber. E bate um bolão nessa função, com um toque mineral interessante. É cachaça que pode atingir o coração de quem tem sensibilidade exacerbada para teores alcoólicos mais fortes e por isso comete o desatino de enjeitar nosso destilado quando lhe é oferecido.

Após os primeiros goles, os sabores de canela, louro, cravo, pimenta… começam a aparecer, dando um toque mais divertido à degustação. E é certamente uma cachaça capaz de compor bem drinques e batidas que ficarão leves e aromáticos. Aqui na redação, fez sucesso com gelo, xarope de gengibre, uma fatia adicional de gengibre macerado, limão e umas gotinhas de bitter. Parecia verão!

O preço? Simpáticos R$ 34 na Cachaçaria Nacional.

Conheça mais cachaças boas e baratas – e mais caras também -, na seção Cachaças de A a Z, a mais lida do Devotos.

Por Dirley Fernandes

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