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Anpaq lança campanha por ‘cachaça de alambique’ no rótulo

Por Dirley Fernandes

A Anpaq ( Associação Nacional dos Produtores e Integrantes da Cadeia Produtiva e de Valor da Cachaça de Alambique) lançou nessa terça-feira (19/05) uma campanha para que seja explicitada na legislação sobre cachaça a permissão do uso do termo “cachaça de alambique”.

A campanha inclui uma série de vídeos distribuídos por redes sociais e grupos de WhatsApp reivindicando a mudança.

Explicando o contexto: o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) resolveu dar continuidade ao processo de mudanças na legislação que rege os padrões de identidade e qualidade da cachaça, mesmo diante da epidemia – decisão mais do que acertada.

A ideia é alterar a Instrução Normativa 13 (o ‘Novo Testamento’ do setor) até meados do ano que vem. A fase agora é de envio de sugestões de alterações, o que pode ser feito por qualquer cidadão ou associação.

Leia mais sobre esse processo aqui e saiba como enviar sugestões.

No processo de mudança da IN13, a Anpaq prioriza a questão da “cachaça de alambique” no rótulo, apesar de reivindicar outras mudanças, assim como as demais entidades do setor.

A Anpaq, como muitos produtores pertencentes ou não à associação, acredita que isso facilitará a compreensão dos consumidores em relação às diferenças entre cachaças produzidas em colunas de destilação – característica presente sobretudo em cachaças de escala industrial, como Ypióca e 51 – e aquelas processadas com o uso de alambiques, na chamada destilação por batelada.

O produtor da Cachaça Bem me Quer, José Otávio de Carvalho Lopes, que preside a Anpaq, declara em um dos vídeos da campanha que “é um momento muito importante para a cachaça” e que, caso a mudança se concretize, “os produtos serão fortalecidos, cada um com suas especificações”.

Em defesa da alteração, José Otávio diz: “São processos de fabricação diferentes, portanto produtos diferentes. Entendemos que será importante para o produtor e um direito para o consumidor ter essa diferenciação incluída na Instrução Normativa 13”, diz ele.

O presidente da Anpaq solicita ainda que os produtores enviem as sugestões de mudança da IN13 para a associação.

Veja o vídeo da campanha (o post continua abaixo do vídeo)

Parâmetros defendidos pela Anpaq

A Anpaq sugere que a diferenciação entre as cachaças produzidas em colunas e aquelas destiladas em alambiques seja feita por meio de parâmetros químicos relacionados à quantidade de ésteres – esses maravilhosos compostos que, em pequenas quantidades em meio ao etanol e à água da cachaça, dão aroma, sabor e cores à bebida.

A associação propõe que a permissão do uso do termo “cachaça de alambique” no rótulo seja reservada às cachaças que atendam a dois parâmetros:

a) relação entre lactato de etila/acetato de etila maior que 0,20; 

b) teor de ésteres superiores maior ou igual a 1000 μg a cada 100 ml de etanol.

Para a quantificação dos ésteres nas amostras de cachaça, a Anpaq propõe a medição de sete compostos, entre os quais o caprato de etila, responsável por aromas amendoados, e o laurato de etila, que deixa olores de coco na cachaça.

A proposta é baseada em pesquisas da engenheira química Amazile Biagione Maia, do laboratório LABM, de Belo Horizonte (MG), que também gravou um vídeo defendendo a mudança. “(As especificidades da cachaça de alambique) já são reconhecidas há muito tempo, mas não existe critério na legislação para que se possa fazer uma diferenciação, por exemplo, na rotulagem do produto”, diz ela.

Para a pesquisadora, faltavam parâmetros para estabelecer uma diferenciação segura. Por isso, ela propôs os dois citados acima. “Eles estão relacionados aos processos de produção. A análise química da cachaça de alambique vai evidenciar substâncias que permitem atestar as características do processo, principalmente o lactato de etila e outros ésteres que são referência de qualidade sensorial”.

A mudança proposta e, sobretudo, os parâmetros de diferenciação defendidos pela Anpaq não são consenso no setor. O que não se discute é a necessidade de alterar a IN 13 para tornar a legislação mais adequada às condições da produção e do mercado nos dias atuais. O debate está aberto. E é hora de todos darem a sua colaboração.

Leia mais sobre as mudanças na legislação da cachaça aqui.

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Um comentário

  1. Somos favoráveis que a melhor informação chegue ao consumidor.
    Só o consumidor pode dizer o que bom e o que não é.
    Cada produto com suas características sensoriais, com o seu lugar ao sol.
    Neste caso, com o seu lugar na prateleiras, na cultura e na preferência do consumidor.
    Viva a Cachaça de Alambique é a sua rica tradição!

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