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Cachaça para aquecer o inverno? Vale Verde Extra Premium e Maria Andante

Sim, o inverno está chegando. Com ele, sobem no ranking as cachaças com mais corpo, mais madeira, mais aconchego. Falaremos hoje, pois, de duas representantes dessa categoria. E são duas cachaças que estão sempre na lista de mais vendidas das melhores casas do ramo: a Cachaça Vale Verde Extra Premium e a Cachaça Maria Andante.

Ambas são orgulhosamente mineiras. A Cachaça Vale Verde é produzida em Betim (MG), bem perto de Belo Horizonte, em uma fazenda que é também um lindo parque ecológico.

A Cachaça Maria Andante vem de Passa Quatro, nas proximidades da Serra da Mantiqueira. Abramos as duas, a começar pela Vale Verde, que tem uma história das mais interessantes.

A Vale Verde nasceu da paixão de um produtor icônico para o mundo da cachaça. Luiz Otávio Pôssas Gonçalves cumpriu e cumpre uma brilhante carreira de empresário – com destaque para a criação da marca de cerveja Kaiser e a inovação de colocar água de coco em caixinha.

Em meados dos anos 1980, ele resolveu destilar, na fazenda onde foi criado e na qual seu pai produzia leite – a princípio, para ter em casa a cachacinha gelada que gosta de beber antes do almoço.

Luiz Otávio aproveitou a experiência na produção de cerveja e buscou conhecimento de destilação na Europa antes de lançar, em 1985, na Cachaça Vale Verde, lançando técnicas então pouco usuais no mundo da cachaça, como a filtragem a carvão.

Mais tarde, a Vale Verde dominaria os rankings da Playboy, que tinham uma certa importância ali por volta de 2010. Depois, a versão ultra premium Vale Verde 12 Anos – um primor! – se tornaria bicampeã do Ranking Cúpula da Cachaça (2014 e 2018).

Luiz Otávio foi um dos entrevistados do documentário Devotos da Cachaça (2010), dirigido por esse editor. Aí abaixo, há um excerto da participação dele, gravada no belo alambique de Betim.

Cachaça Vale Verde: complexidade

Mas, vamos à cachaça. A Vale Verde Extra Premium é uma espécie de elo entre as cachaças mais tradicionais e as mais inovadoras, de marcas surgidas já nesse século.

A cor é de um dourado levemente mais claro do que se esperaria em uma cachaça que passa três anos em carvalho – o que denota o uso de barris já de longo curso.

O aroma é rico e complexo, com o registro frutado sobressaindo, prevalência de tons de cereja e reminiscências de banana e anis.

Na boca, o dulçor é agradável, mas antes dele há uma certa adstringência, um traço, nada mais que isso, de madeira velha, uma certa escarpa na suavidade que é exatamente uma característica de certa produção mais tradicional.

Também é assim na percepção de álcool, um furo acima do que se vê em cachaças mais contemporâneas. Mas o teor alcoólico é tranquilo: 40%.

A Vale Verde Extra Premium é uma cachaça com corpo, daquelas que enchem a boca, que espalham seu sabor e aroma cérebro adentro, sem timidez, e com um frescor muito agradável.

Cachaça Maria Andante: suavidade

A Maria Andante, por sua vez, surgiu em 2014 com a proposta de ser uma “cachaça feminina”. Se pensarmos em características tipicamente femininas como o acolhimento, a suavidade, o cuidado… deu totalmente certo.

A Maria Andante é uma espécie de confort cachaça. Ela abraça o bebedor, sem dificultar a fruição de seus sabores doces e abaunilhados típicos do carvalho.

O aroma, mais discreto que o da Vale Verde, puxado a ameixa, se assemelha ao de um bom vinho late harvest. É doce e suave, sem percepção alcoólica… aquece o coração. E há ainda um fundo de especiarias – lembra folhas de louro e exala tons de canela.

Na boca, a Maria Andante, com 40% de teor alcoólico e envelhecimento de sete anos, revela um corpo médio e textura, extremamente sedosa, com um toque levíssimo de picância no final completando a experiência.

A Cachaça Maria Andante chega a ser perigosa de tão easy to drink. Aliás, está aí: a Maria Andante é a cachaça ideal para servir àquele amigo ou amiga que desconhece ou resiste à cachaça.

Então temos aqui duas cachaças envelhecidas em carvalho, mas com personalidades distintas e marcantes: uma mais intensa e complexa – a Vale Verde –, que exige mais atenção do bebedor; a outra –a Maria Andante – mais suave e redonda, extremamente sociável.

O melhor de tudo é poder ter as duas na adega. Elas se completam.

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Veja muitas outras indicações de cachaças de primeira na seção Cachaças de A a Z.

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