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E-commerce de cachaça registra alta de até 100% nas vendas

Sim, a civilização brasileira foi coinventada por um povo que saiu de um pequeno, antigo, distante e clerical país ibérico e se adaptou aos trópicos, às densidades amazônicas, aos sertões inóspitos, às divindades da natureza… Adaptação é o ofício do brasileiro. E cachaça, uma de suas paixões. Assim, após um susto inicial, os devotos do nosso destilado e os varejistas se mexeram e os resultados começam a aparecer. Os sites de e-commerce de cachaça viveram em abril um mês glorioso e reportam aumentos de vendas da ordem de até 100%, após um forte baque inicial com o início das medidas de restrição à movimentação.

Por Dirley Fernandes

O movimento de deslocamento dos canais de escoamento da produção cachaceira já tinha se anunciado com os números de vendas de destilados em supermercados, que em março registraram altas da ordem de 20% (leia sobre isso nesse post).

Outros dados comprovam que o movimento se acentuou em abril. A Horus, empresa de pesquisa de consumo, constatou, em pesquisa nas notas fiscais emitidas por clientes de varejo em diversas praças do Brasil, um aumento muito expressivo na presença da cachaça entre os itens adquiridos: 57,3% na primeira quinzena de abril, em relação à primeira quinzena de março.

É claro que esse movimento não compensa as perdas com o fechamento de bares e restaurantes, mas é um alívio para o setor e aponta tendências que continuarão a movimentar o mercado mesmo após o momento mais grave da pandemia. A grande novidade do mês, no entanto, é o avanço expressivo das vendas no e-commerce de cachaça.

Cachaça Express dobra as vendas

Rafael Sá, que está com sua bela loja – a Drink It, no Aeroporto de Confins – de portas fechadas, se mostra impressionado com o salto do braço virtual de seu negócio, o Cachaça Express. Em 25 de março, ele contara ao Devotos, pelo WhatsApp: “Desde o dia 15, as vendas na loja física vinham caindo. No dia 23, desabaram. Enquanto isso, no Cachaça Express, vem aumentando. Assim, estamos focando todos os nossos esforços para a venda online, com impulsionamento via mídias sociais!”.

Um mês depois, ele comemora os resultados da estratégia. “Já começamos abril vendendo bem mais no Cachaça Express. E estamos fechando o mês bombando, com alta de 100% em relação a março”.

Rafael, assim como Miguel Paulenak, do Rei da Cachaça, acha que as lives que se multiplicaram na quarentena, das mega, com nomes como Gustavo Lima, às menores, ajudaram a impulsionar as vendas. “Produtos como a Cachaça Cabaré, que estiveram em lives, venderam bem. Kits e produtos promocionais também”, diz ele que espera para os próximos meses um ritmo mais moderado nas vendas e um tíquete mais achatado. “O legado são os novos consumidores digitais”, diz.

E-commerce de cachaça ganha clientes

tonel e pinga
Rei da Cachaça: para viagem

“Sim, estamos conquistando novos clientes”, comemora Miguel Paulenak, sucessor de Tito Moraes à frente do Rei da Cachaça, que tem loja física em Niterói (RJ) e e-commerce. Ele se dividia entre falar com o Devotos e atender telefonemas da freguesia na manhã de terça-feira. “Quando começou a pandemia, eu vinha à loja uma vez por semana. Agora, são quatro dias e o dia inteiro é na base da correria”.

Miguel relata um aumento de vendas digitais acima de 20% em relação ao período anterior à pandemia, mas o ritmo dos últimos dias é bem mais forte. “Tive problemas técnicos e perdi mais de uma semana de vendas pelo site ou teria sido bem melhor. Nosso forte sempre foram as vendas na loja e por telefone. Agora, os pedidos no e-commerce de cachaça cresceram e vamos ter que melhorar essa parte”, diz ele, que também aderiu ao marketplace das Lojas Americanas, além de marcar em cima os clientes via WhatsApp e melhorar a comunicação da marca via redes sociais.

“O nosso esforço agora é para entregar rápido. No Rio, estamos conseguindo despachar tudo em dois dias”, diz Miguel.

A Amburana, em Campinas (SP), também está com a loja no bairro do Cambuí de portas fechadas. Mas as vendas no  e-commerce – que tem belo layout, aliás – ganharam impulso surpreendente nas últimas semanas. “Acho que o pessoal descobriu gengibre, mel e cachaça!”, diz o proprietário do site, José Oliveira Filho.

Tíquete médio maior

Oliveira corrobora a visão da Horus. A empresa constatou que, nos primeiros dias da quarentena, quando se falou até em desabastecimento, as compras das famílias foram voltadas quase exclusivamente para produtos básicos e agora começam a se diversificar.

O que se percebe é que, com a despensa devidamente abastecida e já com uma possibilidade de avaliar melhor o estrago na renda, o consumidor em abril pôde incluir nos carrinhos – virtuais ou físicos – a “amiga” cachaça, que sempre esteve do lado do brasileiro nas grandes crises de sua história. Como testemunha Oliveira e constata a Horus, as bebidas alcoólicas mistas também estão em alta: marcaram presença em 54,3% a mais de carrinhos na primeira quinzena de abril, em relação à primeira quinzena de março.

“Cachaças que vendiam pouco estão tendo boa saída. O pessoal está querendo experimentar”, diz Oliveira. “E o tíquete médio aumentou. O cara compra três, quatro cachaças”.

Com base na ampliação do número de clientes do seu site, Oliveira afirma que o novo patamar do e-commerce será definitivo. “A gente está aprendendo a viver de outra forma. O varejo tradicional vai perder espaço em relação às lojas digitais”.

Leia aqui um artigo sobre perspectivas do mercado de cachaça no pós-pandemia.

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