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mapa de exportação
Os países representados em tons mais esverdeados compraram mais; aqueles em tons avermelhados reduziram as compras

Exportações de cachaça têm queda; produtos de maior valor ganham espaço

O Brasil exportou menos cachaça em 2019, acumulando dois anos de queda nas vendas. O valor total das exportações de cachaça somou US$ 14,6 milhões, uma queda de 6,4% em relação ao ano anterior. Em dois anos, o recuo é de 7,6%. Em valores absolutos, trata-se de US$ 1,21 milhão a menos em relação a 2017.

O recuo ficou relativamente em linha com o total das exportações brasileiras entre 2019 e 2018, que se retraíram em 7,5%. O ano passado teve o menor superávit em nossa balança comercial desde 2015 (US$ 46,6 bilhões), apesar de o ano ter registrado desvalorização da moeda brasileira.

Os números do Ministério da Economia mostram alguns movimentos interessantes, que revelam mudanças na dinâmica das exportações de cachaça.

O preço da cachaça exportada teve uma alta de 5,3% (medido por quilo embarcado). O movimento segue uma tendência que vem desde 2016. Em três anos, o indicador acumulou alta de 11,2%. Isso significa que estamos mandando cachaça com maior valor agregado para o mercado externo, refletindo o esforço de investidores brasileiros e estrangeiros de levar produtos do segmento premium para o exterior. Marcas como Avuá, Fogo Novo e Abelha são parte desse esforço, ao lado de outras já atuantes no exterior desde o início da década passada, como a Leblon e a Magnífica. Claramente, há espaços para novos players e demanda em potencial para cachaças premium. A busca por produtos de qualidade e inovadores, marca dos millenials, é o principal drive de crescimento do mercado de destilados global atualmente.

Exportações de cachaça: destinos

Outra mudança que se consolidou no ano passado foi o destino principal dos embarques de cachaça. Se até 2017 o nosso principal mercado no exterior era a Alemanha, agora os Estados Unidos estão em uma liderança isolada. Os americanos são responsáveis por um quarto das compras internacionais de cachaça (25%). O Paraguai vem em segundo (12%), enquanto Portugal, Itália e Alemanha dividem o terceiro lugar, com cerca de 9% cada.

O recuo das compras alemãs é notável. Nos últimos dois anos, em valor, os alemães compraram US$ 1,5 milhão a menos em cachaça. As exportações de cachaça para a Alemanha, em grande parte, são realizadas a granel, com o engarrafamento sendo feito no país, o que barateia bastante o preço para os importadores e reduz o lucro do exportador.

Em compensação, os americanos compraram 20% a mais, em valor, entre 2018 e 2019, superando a marca de US$ 3,6 milhões.

O aumento do interesse dos americanos por cachaça também se comprova pelos dados de audiência do Devotos. O número de moradores dos EUA que visitaram o site cresceu 190% entre 2018 e 2019.

Portugal, Itália e Uruguai também são mercados em ascensão para a cachaça brasileira. As vendas para nosso vizinho do sul quase dobraram desde 2017. China e Japão, ainda com volumes bastante modestos, começam a aparecer no mapa das exportações de cachaça.

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Por Dirley Fernandes

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