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Ranking Cúpula da Cachaça: conheça os detalhes da degustação às cegas

Por Dirley Fernandes

Na próxima quinta-feira este editor embarca para participar do oitavo encontro anual da Cúpula da Cachaça, no qual será realizada a Degustação às Cegas, fase final do IV Ranking Cúpula da Cachaça.

Vamos falar nesse post sobre o que vai acontecer no próximo fim de semana e contar alguns detalhes sobre o trabalho da Cúpula e o Ranking, o maior concurso de bebidas do país, que acontece a cada dois anos.

Esse erá o oitavo encontro desde o distante 25 de janeiro de 2013 quando eu e os outros fundadores da Cúpula nos reunimos na grande mesa da Cachaçaria Macaúva, em Analândia (SP), e começamos uma jornada de três dias de debates sobre os mais diferentes temas que envolvem o universo da Cachaça.

A ideia era começar e terminar tudo por ali mesmo. Seria só um encontro – o qual batizamos, com certa ironia, de Cúpula da Cachaça – de especialistas que se esbarravam nos eventos cachaceiros Brasil afora, A ideia era comemorar o aniversário de um ano do Chalé Macaúva, a casa do cúpulo Milton Lima, dividindo umas garrafas e trocando ideias sobre a cachaça.

Os cúpulos se sucederam em exposições que levaram a debates de altíssimo nível. Ao fim daquele encontro, cada um de nós tinha aprendido muito com os demais. A troca de conhecimento fora além do que prevíamos e percebemos que os conhecimentos dos cúpulos se complementavam.

Achamos então que poderia ser importante levar para o mundo da cachaça o que havíamos debatido ali. E que poderíamos passar a atuar de forma coordenada com iniciativas para apoiar a profissionalização do setor e o desenvolvimento do mercado, com a ampliação do público consumidor por meio da disseminação do conhecimento.

Assim nos tornamos um grupo permanente cujo nome acabou sendo o mesmo que já ficara conhecido: Cúpula da Cachaça.

Imagem do primeiro encontro da Cúpula, em 2013, com a logo criada após o evento

Da ata daquele primeiro encontro, surgiu a primeira edição da Cachaça em Revista, que terá sua oitava edição lançada em junho próximo. Tenho a honra de editar essa publicação que conta com uma coleção de artigos brilhantes dos cúpulos – inclusive do saudoso Erwin Weimman, que nos deixou no ano passado. Leia e baixe aqui as edições da revista. 

Na época do lançamento da revista, surgiu a ideia de realizar um concurso de cachaças tendo os cúpulos como jurados. Isso fazia todo o sentido pelo fato de, naquele momento, os cúpulos não serem funcionários ou proprietários de marcas de cachaça. Éramos profissionais de diversas áreas apaixonados e conhecedores de cachaça e que se relacionavam com produtores os mais diversos.

Levamos alguns meses – e milhares de e-mails, centenas de votações e dezenas de tretas para elaborar o que viria a ser a fórmula campeã do Ranking Cúpula da Cachaça, com suas três fases. O formato do concurso não mudou, em seus pilares, até hoje.

Em novembro daquele ano, lançamos a primeira edição do Ranking Cúpula da Cachaça. A Votação Popular contou com mais de 3 mil votos, o que consideramos um enorme sucesso, já que nossa meta era que chegasse a mil. Esse número se multiplicaria nas edições seguintes, chegando aos 33 mil votantes da edição atual.

Para a segunda fase, recrutamos em torno de 15 especialistas para ajudar na seleção das 50 cachaças finalistas. Não era tão fácil encontrar profissionais não vinculados a marcas de cachaça para essa tarefa em 2013. No IV Ranking, foram 52 jurados de altíssimo nível, após uma seleção em que muitos bons profissionais acabaram ficando de fora. Esse é um dado que demonstra como o conhecimento sobre Cachaça se disseminou nos últimos oito anos. Os cúpulos, pela primeira vez, se abstiveram em sua totalidade de participar dessa fase. 

Já na primeira edição do Ranking, conquistamos o apoio do Paladar Estadão – apoio esse que se repetiu nas demais edições. Foram três capas do melhor caderno de gastronomia da imprensa brasileira divulgando o resultado do Ranking, com direito a chamada na capa do jornal.

Os repórteres e os fotógrafos do jornal funcionaram sempre como fiadores da lisura dos procedimentos da degustação às cegas, a etapa final do Ranking. Ao término de cada edição, eles levam consigo o arquivo com o resultado, recebido diretamente da mão do responsável pelo processamento das notas. O conjunto dos cúpulos só toma conhecimento desse resultado pelas páginas do jornal.

O Chalé Macaúva sempre nos apoiou com a hospedagem. A pousada fica fechada para hóspedes externos nos dias de realização da Cúpula. Apenas a cachaçaria funciona. 

A distribuidora Solution Comercial é a fornecedora das cachaças, garantindo que aquilo que degustamos às cegas é o mesmo produto que chega ao varejista na ponta da venda. Não recebemos produtos para o Ranking diretamente dos produtores.

O processo da degustação às cegas

ranking cúpula da cachaça
Degustação em andamento, em 2018

Na noite anterior ao início da degustação, começa o trabalho, mas sem a participação dos cúpulos. As 50 cachaças finalistas são transferidas de suas garrafas originais para 50 garrafas padronizadas e identificadas com um número de 1 a 50.

Esse processo é realizado pelo representante da Solution – Illan Oliveira, que dirige a empresa – com auxílio de uma ou duas pessoas do staff da Macaúva, sob as vistas do repórter do Estadão e de outros jornalistas que estejam cobrindo o evento. Os cúpulos se mantêm distantes do recinto onde o processo é realizado.

A degustação em si é realizada em baterias com cinco a sete cachaças cada, que duram entre 20 a 25 minutos.

Cada cachaça é servida em amostras de cerca de 20 ml em uma taça ISO. O pessoal de apoio “canta” o número da amostra e os cúpulos (somos doze, atualmente) começam o processo de analisar o visual, o olfativo e o paladar das cachaças, distribuindo as notas entre os quesitos e descartando a sobra das bebidas.

Toda a análise é feita em silêncio. Uma nova amostra só é servida quando o último dos cúpulos termina de assinalar as suas notas – esse editor, aliás, costuma ser esse último.

Após cada bateria, há um intervalo de 10 a 15 minutos, no qual os cúpulos descansam, bebem mais água, atendem os profissionais de imprensa etc… até que o silêncio volta e uma nova bateria tem início.

Começamos o processo na sexta pela manhã. No sábado à tarde, depois de 9 ou 10 baterias, o trabalho está entregue ao encarregado do tratamento estatístico.

O tratamento estatístico é realizado, com o descarte de notas discrepantes acima ou abaixo da média geral, e o resultado é entregue ao jornalista do Estadão.

As cachaças esse ano serão ranqueadas em três diferentes categorias (armazenadas em inox, armazenadas/envelhecidas, premium/extra premium). O resultado do Ranking será publicado pelo Paladar Estadão nos dias seguintes à realização da Cúpula.

Depois disso, a Degustação às Cegas é encerrada oficialmente e podemos beber uma cachacinha à vontade, com o sabor do dever cumprido.

O Ranking é um momento de mobilização do setor e traz muita visibilidade para a cachaça. O resultado é replicado em mais de uma centena de veículos no Brasil e no exterior e é usado como referência para a montagem de cartas de cachaças e coleções particulares em todo o país. Mais do que isso, sinaliza para quem não tem proximidade com a cachaça o quão alto pode atingir o padrão de qualidade do nosso destilado.

Por isso, a gente já sabe de antemão o vencedor do maior concurso de bebidas realizado no país: é todo o setor, é a Cachaça.

Clique aqui para conhecer as 50 cachaças que vão para a Degustação às Cegas.

Para ler mais notícias sobre cachaça, clique aqui.

 

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