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Cachaça da Tulha parte para a conquista da África

Antes de se dedicar à marca de cachaça da família, Luiz Eduardo Quintella trabalhava na área de construção civil e, exercendo a suas atividades profissionais, passou longas temporadas no continente africano. Por lá, desenvolveu alguns contatos que, mais tarde, levariam a Cachaça da Tulha a iniciar a sua atuação internacional por um mercado pouquíssimo explorado pelo destilado brasileiro: a África do Sul.

A Cachaça da Tulha chega à África do Sul levada pela Covert Distribution, empresa que segue o conceito de trabalhar com destilados especiais, para “consumidores exigentes”, como se apresentam.

“Eles (os dois sócios da empresa) estavam começando uma operação e vieram ao Brasil para prospectar cachaças para o portfólio”, conta Quintella. “Fui apresentado por um amigo em comum e tivemos uma conversa longa. Eles não precisaram me explicar o que era a África e isso já facilitou bastante. A gente se dispôs a uma parceria de longo prazo”.

Após mais de um ano de trâmites, os primeiros embarques chegaram a Cape Town no final de 2018. E as garrafas da Tulha africana acabam de ganhar uma nova roupagem para o verão. Curiosamente, o rótulo cita a denominação “rum”, na qual a cachaça está legalmente enquadrada no país.

Cachaça da Tulha não é rum

Como no Brasil, mandar a cachaça para o distribuidor é só o início do processo para o produtor que quer ser relevante. Quintella tem ido duas vezes ao ano à África do Sul para participar de workshops e palestras, ajudando o pessoal da Covert a estabelecer um mercado para a cachaça no país. “O trabalho preconiza a caipirinha, inclusive desenvolvemos uma receita com gelo moído, sumo de limão e xarope de açúcar, que se adapta mais ao limão que eles têm e ao gosto local”, conta.

Como em quase todos os países, quem ouviu falar em cachaça na África do Sul, confunde nosso destilado com seu primo mais moço e famoso, o rum. “Os meninos da Covert procuram diferenciar a cachaça, dizendo que é um produto com riqueza maior e mais natural, por não envolver uma matéria-prima queimada, que é o melaço. Aos poucos, essa diferenciação está se estabelecendo”.

Antes da Cachaça da Tulha chegar à África do Sul, poucas marcas se aventuravam por lá. Pitu e Germana eram as exceções. Não é por falta de potencial. O país com 11 línguas oficiais tem 57 milhões de habitantes e é a 25ª maior economia do mundo (segundo o Banco Mundial, por paridade do poder de compra).

A economia urbana das grandes cidades, voltada para os serviços, em especial o turismo, gera consumidores potenciais numerosos para os spirits.

“O sul-africano gosta da mixologia, de misturar bebidas não-alcoólicas ao destilado… whisky com coca, com refrigerante de maçã. A bebida fica com pouco álcool. E nos bares, já há diversas criações de coquetéis autorais dos bartenders locais”, conta Quintella.

O próximo foco da Cachaça da Tulha no exterior será Moçambique, país de 28 milhões de habitantes no sudeste africano onde Quintella tem contatos. “Não acredito muito nos mercados principais. Gosto muito do trabalho que é feito na África do Sul, com base em treinamento, em apresentar a cachaça e mostrar a diferença entre nosso destilado e o rum”.

Na Índia

E por falar em mercados emergentes, a cachaça Taverna de Minas também começa a explorar uma nova fronteira: está prestes a começar a embarcar cachaça para a Índia, país com população de 1,28 bilhão de almas e o maior consumidor de whisky e de rum do planeta.

Os indianos bebem uma de cada cinco doses de aguardentes consumidas no planeta. Arnaldo Ribeiro, produtor da Taverna, diz que está há quatro anos em negociação com um distribuidor local e que agora só faltam detalhes.

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Por Dirley Fernandes

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