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Cachaça Dama da Noite celebra 170 anos e resgata rótulo original

Cachaça que passa de pai para filho, com aquela ligação com a terra e a tradição de qualidade, é uma das coisas bonitas que existem no universo do destilado brasileiro. Mas nem chega a ser novidade. Agora, cachaças que passam de pai para filho, do filho para o neto, do neto para o bisneto e do bisneto para o trineto sem interromper o fogo no alambique são muito poucas. Uma delas é a Cachaça Dama da Noite, que em 2020 está completando nada menos que 170 anos de existência, tendo duas gerações dos descendentes do Capitão Barroso, o homem que iniciou a saga, no comando.

Antônio Quintiliano Barroso foi um pioneiro que deixou a região onde hoje está Teófilo Otoni em 1840 e se embrenhou no rumo noroeste, atravessando o rio Araçuaí e se fixando no Vale do Jequitinhonha. Ali, com a esposa Joana Alves Pereira, construiu sua casa nas terras às quais deu o nome de Fazenda São Luiz. Dez anos depois, os escravos do capitão já faziam jorrar cachaça guardada em paróis de jatobá que ainda hoje estão na fazenda.

A cachaça vendida em quartilho e canada ganhou fama na região e ajudou a sustentar a família Barroso geração após geração. Em meados do século passado, um neto do capitão, Geraldo Barroso, resolveu dar nome à cachaça. Para isso, foi à cidade de Minas Novas a fim de proceder ao “batizado” em uma repartição.

Não se tem muita certeza dos motivos, mas Seu Geraldo decidiu no meio da viagem que a cachaça se chamaria Dama da Noite. Segundo o próprio contava, a inspiração foram os cantadores que ele ouviu na praça de Minas Novas. Mas há controvérsias. “O vô era discreto…”, disfarça Thiago Barroso, que segue a saga da família cuidando da parte de vendas da Dama da Noite, enquanto o pai, Afonso Barroso, se encarrega da produção.

Cachaça Dama da Noite: comemoração

rótulo da Cachaça Dama da NOiteSeu Geraldo viveu muito para contar as histórias da família Barroso. Morreu aos 104 anos no ano passado, depois de uma vida passada nas terras da Fazenda São Luiz.

Afonso e Thiago tocam o barco e para celebrar os 170 anos da marca da família relançaram o primeiro rótulo que estampou a Cachaça Dama da Noite, nos anos de 1950. A edição retrô é limitada. “Isso foi a primeira coisa que a gente pensou para marcar essa data: resgatar esse rótulo”, diz Thiago.

A Cachaça Dama da Noite chega aos 170 anos em ótima forma. A produção anual cresceu 100% desde 2017 e atingiu os 50 mil litros no ano passado. Em paróis centenários e tonéis e barris bem mais modernos, Afonso armazena cachaças em inox, carvalho, umburana, jatobá e bálsamo, além de um blend (Select) e a top Edição Especial. Também há bebidas mistas no portfólio.

A Cachaça Dama da Noite tem uma loja própria no Mercado Central de Belo Horizonte, a 490 quilômetros do alambique. “Abrimos há cinco anos. Foi uma boa decisão. O Mercado é um ponto turístico e isso ajuda a propagar o nome da Dama da Noite. O resultado tem sido sensacional”, diz Thiago, que envia a Dama da Noite para estabelecimentos do tipo empório até para Roraima, além de Rio e São Paulo, entre outras praças.

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Por Dirley Fernandes

4 Comentários

  1. Como consigo esta cachaça, Dama da Noite, com este rotulo e, o custo.

  2. Bom dia!! Gostaria de contato para compra da cachaça.
    Muito obrigado!!
    Paulo Assis
    99770-1334

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