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garrafas de Sapucaia

Cachaça na Europa: empresa escocesa espalha Sapucaia pelo continente

Sim, a cachaça já pode ser encontrada nas terras onde reina o single malt e o blended scotch whisky. Em mais um marco para a entrada e difusão da cachaça na Europa, nosso destilado chegou a uma importante rede de lojas de destilados, com sede na cidade de Campbeltown, na Escócia, e filiais em Edimburgo e Londres, no Reino Unido, e mais sete lojas na Europa Continental, espalhadas por Itália, Alemanha, Áustria, Países Baixos e Escandinávia.

A empresa se chama Cadenhead’s e, para além de uma loja, é uma empresa com forte atuação no mercado de whisky e considerada a mais antiga engarrafadora independente (padronizadora) em atividade na Escócia, com origens no ano de 1842.

O diretor de Vendas da empresa, Mark Watt, foi o responsável pelo negócio do lado de lá. Do lado de cá, está Alexandre Bertin, da tradicionalíssima Cachaça Sapucaia, atualmente produzida em Pirassununga (SP), que também fornece cachaça para diversas outras marcas.

Em um negócio mediado pelo especialista em Cachaça e outros destilados belga Sitijn Hers, Bertin mandou para a warehouse da Cadenhead’s dois lotes de cachaça Sapucaia com cinco e dez anos.

Lá, as cachaças foram engarrafadas com a marca própria da empresa, em uma bela garrafa com um rótulo nem tanto. São 400 garrafas de cada tipo que foram distribuídas para as dez lojas. Há ainda uma terceira variedade, de dois anos – essa de um pequeno lote fornecido pela Magnífica, de Miguel Pereira (RJ). Além das dez lojas físicas, as cachaças podem ser compradas na loja virtual da Cadenhead´s, com a variedade envelhecida dez anos em carvalho saindo por 39 libras. Vejam aqui.

As cachaças brasileiras entraram em um catálogo da Cadenhead´s que eles chamaram de “alternative spirits”. E Watt fez questão de escrever um texto para o blog da empresa abordando as diferenças entre a cachaça e o rum. Leiam aqui.

Bertin comemora a porta aberta para a cachaça na Europa, sobretudo porque a parceria é com uma empresa de origem local e realmente especializada em destilados, não uma loja de bebidas genérica.

Agora, estamos entrando no mapa das pessoas que formam opinião na área de destilados. É um passo adiante, para além de vender caipirinha em eventos brasileiros no exterior e fazer degustações em embaixadas”, diz o produtor.

A Sapucaia também está presente na Europa com sua marca própria, em especial em Holanda, Luxemburgo, Bélgica, França e Itália.

Veja um simpático vídeo de Watt apresentando a cachaça em um very british espaço da Cadenhead´s.

A Sapucaia Extra Old, top de linha da marca de Alexandre Bertin, é uma das cachaças da seção Cachaças de A a Z. Leia aqui.

Um comentário

  1. Como dizemos: são os detalhes que fazem a diferença. Para quem esta representando a cachaça fora do país, posso dizer que somos carentes de eventos como este. Eventos que nos credenciem como este a orgulhosamente dizer: se a Escócia, país berço de uma das bebidas mais conceituadas do planeta, o Scotch whisky, além da sua tradição e influência na cultura de destilado, a sua engarrafadora independente mais antiga da Escócia decide engarrafar cachaça, e oferecer na sua rede.
    Podemos dizer aos amantes do whisky, com orgulho: você quer saber o que Escocês bebe? Essa pergunta amparada por essa estória torna-se no mínimo provocativa.
    É sem dúvida um marco importante, e parabéns ao Stjin Hers, um cachacier nato belga da cachaça, e também ao proprietário da destilaria Sapucaia, Alexandre Bertin por tal feito, e elevar a Sapucaia nesse nível. Eu tiro o meu chapéu, e humildemente parabenizo tal negociação com a Cadenhead. E também pela sensibilidade, e essa extraordinária oportunidade um agradecimento ao Mr. Mark Watt.
    Por estar aqui fora, acredito ser uma questão diplomática comercial para o setor, ser não só de importância os acordos bilaterais de reconhecimento da cachaça no mundo, mas o reconhecimento de eventos como esse. A cachaça que está se apresentando ao mundo, e por isso acredito que a Anpaq, ou Ibrac, deveriam se manifestar, e institucionalmente agir para esse reconhecimento. Publicar mais extensivamente. Se o Brasil quer aumentar exportação, não adianta ficar buscando medalha, medalha, medalha em concurso internacional.
    Mas os agentes do setor ficarem buscando reconhecimento, mas também reconhecer quem nos reconhece. Ao menos de forma educada, um “obrigado” institucional, uma carta oficial das nossas representações diplomáticas, da Apex, ou seja básico mas ao mesmo tempo somos educados, diplomáticos, sintonizados, organizados, e elevamos juntos aqueles que nos reconhecem, para ficar registrado historicamente para futuras gerações. A cachaça como símbolo nacional brasileiro e um meio de aproximação, mais que comercial, mas cultural entre nações.
    Enfim, não é mais pra inglês, escocês ou irlandês ver, mas agora apreciar, o Brazilian Spirit. Parabéns!

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