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Alexandre Bertin, da Cachaça Sapucaia
Alexandre Bertin, da Cachaça Sapucaia

Produtores questionam ‘mitos’ sobre a cachaça clandestina

O post que noticiou um estudo da empresa de pesquisa Euromonitor para o Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça), o qual estimou em R$ 1,2 bilhão os prejuízos para os cofres do Estado da produção e comercialização de cachaça clandestina – aquelas produzidas sem registro legal, sem acompanhamento de fiscalização sanitária e sem recolhimento de impostos – provocou manifestações interessantes nas redes sociais do Devotos.

Leia o post original aqui.

Uma parte dessas manifestações argumentava sobre as dificuldades da legalização, defendendo os produtores de cachaça clandestina e até dando à questão um tom de luta de Davis contra Golias da cachaça – o que não faz qualquer sentido, já que esse modo de produção prejudica a sociedade como um todo, pela via da sonegação, e produtores de todos os portes, pela via da concorrência desleal.

Essas manifestações são fruto de pouca informação e uma noção tradicional – já de muito ultrapassada pela realidade do mercado, mas que ainda subsiste entre muitos devotos – de que “cachaça boa é aquela lá do alambique da fazenda do cunhado do meu tio, que nem rótulo tem”.

Qual de nós não ouviu variantes dessa frase por aí?

A maior parte das manifestações nas redes, no entanto, foi no sentido de apontar os problemas advindos da presença da cachaça clandestina – que, segundo os dados da Euromonitor, correspondia a cerca de 20% do mercado em 2017, o que é uma estimativa conservadora – e apontar a fragilidade dos argumentos em favor da produção “artesanal”, à margem da lei.

A cachaça clandestina é um problema que precisa ser combatido com políticas públicas de incentivo à formalização, que vão beneficiar os produtores que querem dar um passo adiante e se enquadrar no marco legal, e rigor na fiscalização, que vai punir aqueles que preferem os benefícios da atuação fora dos marcos legais.

Mas esse post voltando ao assunto é para dar a palavra a dois produtores: Alexandre Bertin, da Cachaça Sapucaia (Pirassununga-SP), e Elber Salles, da Cachaça Bandarra (Salinas-MG). O primeiro, mais analítico, postou um ‘textão’ no Facebook com pontos de vista muito interessantes para compreender melhor a questão. O segundo, mais sintético, distribuiu um vídeo pelas redes sociais e grupos de WhatsApp. Vamos a eles:

“É realmente desanimador ver alguns comentários nesse tipo de publicação. Afirmações categóricas com pontos de vista claramente emocionais e que, como tal, infelizmente, não há como contra argumentar. É uma repetição de um discurso antigo. Há décadas esse discurso de ‘vamos esperar que se adequem’, pois são pequenos, etc… já existe. Tem que ser entendido que os produtores de cachaça legalizados SÃO PEQUENOS e não grandes. Muitos ilegais, chamados de ‘artesanais’ tem produções maiores que os legalizados atuais.

Me parece que IBRAC só esta usando um enfoque que mais sensibiliza e chama a atenção, que é a perda de arrecadação, mas essa questão não se resume só a arrecadação, mas também à concorrência desleal. Se for fazer ‘palestra’ dizendo que existe concorrência desleal não sensibiliza ninguém, então, que se fale sobre a perda de arrecadação para gerar o debate.

São mitos:

1 – legalizar alambique é difícil (isso pode ser feito pelo próprio interessado – nem vou discutir, pois ja fiz duas vezes, basta ler um pouco)

2 – o custo é elevado (qualquer negócio, seja uma padaria, uma loja em shopping, farmácia , uma bicicletaria exigirão investimentos do interessado, e muitas vezes é maior. Isso faz parte e o Mapa e órgãos fiscais não exigem que seu alambique seja grande. Faça pequeno. Aliás, quem é pequeno produtor e que já produz cachaça já tem os equipamentos, basta ajustes. Existe ainda a possibilidade de terceirizar, como fazem os cervejeiros.

3 – A carga tributária é elevada (com o enquadramento no Simples isso ficou muito mais razoável. Certamente é elevada em comparação àquele que não paga nada, claro.

4 – Aqueles produtores que querem fiscalização nos ilegais são GRANDES produtores (errado, pois os GRANDES produtores não estão nem um pouco preocupados com isso. Os pequenos produtores que seguem a lei que são os maiores prejudicados) . Encerro por aqui. Abraço a todos!”

Elber fez um convite a uma campanha: “Não à cachaça informal”.

Leia mais sobre a questão da cachaça ilegal clicando aqui.

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