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Cachaça Excelência e Tiziu premiadas em São Lourenço

O Devotos esteve na semana passada em um giro pelas Minas Gerais para dois compromissos. O primeiro foi a participação no Seminário Mineiro da Cachaça, em Belo Horizonte, sobre o qual falaremos em post próximo; o segundo, para participar do II Festival de Cachaça de São Lourenço, que teve como destaques a Cachaça Excelência e a Cachaça Tiziu.

Contaremos nesse post sobre o concurso realizado em São Lourenço e anunciaremos os vencedores nas três categorias. Antes, no entanto, algumas considerações sobre o evento e a cidade no sul de Minas Gerais, que se desenvolve sem perder aquele estilo mineiro interiorano que tanto agrada os que vêm da cidade grande.

O Festival de Cachaça

O Festival vale a visita. Neste ano, 39 expositores levaram as suas criações para o evento, entre eles cachaças de primeiro time, como Prosa Mineira, Tiziu, Chico Mineiro, Maria Andante, Lagos do Vale, Musa e Peladinha.

A festa acontece numa passarela diante do Parque das Águas. A entrada é franca e o público, que inclui pessoas sem qualquer familiarização com a cachaça, aflui sem parar, de forma ordeira. A programação inclui shows musicais e estandes de cervejarias da região.
Parte do público – aqueles que ali estão especificamente para o festival – se aproxima para degustar e tomar contato com os produtos. Como a recepção dos produtores e seus ajudantes é sempre simpática e bem preparada, novos corações são conquistados pela cachaça de qualidade e, especificamente, pelas marcas presentes.Afora isso, São Lourenço tem atrações para tornar ainda mais proveitosa a visita ao Festival de Cachaça e que deixam aquela vontade de voltar o mais breve possível.

O Parque das Águas, sempre lindo, está com um novo restaurante em um deque debruçado sobre o lago.  Vale caminhar à beira do lago, observando os pássaros e depois sentar às mesas ao pôr do sol.

A culinária mineira, bem representada em locais como o Restaurante do Chico e o Hotel Guanabara, segue cultuada como convém, com seus tutus e frangos com quiabos.

O passeio na Maria Fumaça do Trem das Águas, com sua locomotiva movida por uma enorme caldeira e os violeiros que animam o percurso, é uma delícia. A composição vai até Soledade, logo ao lado, e retorna.

E há ainda os cafés do Sul de Minas, entre os melhores do mundo, que podem ser degustados enquanto se observa o vai e vem no calçadão.

O concurso

Jurados e organizadores do concurso após a degustação

Trinta e uma cachaças e nove aguardentes compostas se apresentaram para o concurso. A convite da organização, esse editor era um dos jurados, ao lado de seus companheiros de Cúpula da Cachaça Manoel Agostinho Lima Novo e Milton Lima. Sérgio Wolguemuth, da Confraria de Cachaça Copo Furado, Anna Maria Silva, da Convida, o barista Gabriel Guimarães e Anunciato Carnevalli, membro de confrarias locais, completaram o painel de jurados.

Entre as brancas, categoria que abrangia inox e madeiras neutras, a qualidade das amostras estava, de modo geral, muito boa. O destaque foi para a salinense Tiziu, que levou o quarto lugar com a Tiziu Virgem – potente cachaça em inox – e o prêmio maior, com a densa e calorosa Tiziu Jequitibá.

Também foram premiadas na categoria a Ouro 1 Prata, produzida em Papagaios (MG) – 5ª colocada –, a revelação Lagos do Vale Jequitibá, de Quatis (RJ) – 3ª colocada – e a sempre excelente Prosa Mineira Clássica, que ficou em segundo lugar.

A notar que as cachaças armazenadas em jequitibá alcançaram as três primeiras colocações.

Na categoria Ouro, que incluía as cachaças armazenadas e envelhecidas em madeiras que conferem à cachaça tons palha, dourados e acobreados as primeiras colocações foram ocupadas por quatro cachaças em carvalho e uma em bálsamo.

A Cachaça Anunciada, da Musa, foi a quinta colocada. A Macena Carvalho, de São Vicente de Minas, ficou em quarto. A Tiziu Ouro, em bálsamo, alcançou a terceira colocação – com o anúncio do terceiro prêmio recebido pela marca na tarde de domingo, o produtor Tito Moraes, ao se levantar para receber os cumprimentos da prefeita de São Lourenço, Célia Shiguematsu, até esqueceu-se da bengala que usava por conta de um acidente recente, arrancando da plateia exclamações: “Milagre!”.

A Maria Andante, mineira de Passa Quatro, ficou com o vice. A campeã foi a Cachaça Excelência Carvalho, produto top de linha dessa marca com pouco tempo de mercado, mas muita qualidade de produto. A campeã, que teve a maior premiação do concurso, incluindo todas as categorias, também é de Passa Quatro (MG). O produtor é o Márcio Guilhem e o capricho da Cachaça Excelência está até no site (veja aqui).

A Tiúba Bananinha, de Santa Rita de Caldas, venceu entre as aguardentes compostas.

A prefeita Célia garantiu à reportagem do Devotos que o Festival de Cachaça de São Lourenço entrou definitivamente no calendário oficial da cidade. Em 2020, portanto, tem mais.

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Por Dirley Fernandes

Um comentário

  1. Na minha opinião, as Cachaças que passam por madeiras neutras deviam competir na Categoria Ouro (Cachaças armazenadas e envelhecidas em madeira).
    Os barris de madeiras neutras, além de passarem algumas características para a Cachaça, permitem principalmente a entrada de micro bolhas de oxigênio.
    Isto acarreta o aumento dos ésteres que são responsáveis pelo acréscimo do odor nestas Cachaças.
    O resultado deste concurso confirma que as Cachaças armazenadas em inox constituem um produto completamente diferente das Cachaças armazenadas/envelhecidas em madeiras ditas neutras.

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