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cachaça dom bré
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Dom Bré é a primeira cachaça kosher mineira

Na semana passada, o Alambique Guarani – que produz a Cachaça Dom Bré e a Cachaça Costa Rica, em Guarani (MG) – recebeu do Rabinatório do Rio de Janeiro, das mãos do Rabino Chefe Jacob Israel Blumenfeld, o Certificado Kosher.

O Certificado Kosher é um documento emitido para atestar que os produtos fabricados por uma determinada empresa obedecem as normas específicas que regem a dieta judaica.

Trata-se de um conjunto de regras com origem em versículos bíblicos para garantir a pureza dos alimentos consumidos pelos seguidores do judaísmo.

No caso da cachaça, a água – elemento importante da tradição judaica – que é utilizada no processamento da cachaça recebe atenção especial, bem como os equipamentos que entram em contato com o líquido.

Para obter o certificado, o processo é longo. Há uma fase inicial na qual a entidade certificadora reúne informações sobre os componentes dos produtos e processos empregados.

Depois, um rabino ortodoxo visita o local de produção e ouve os responsáveis sobre os detalhes dos produtos e dos planos da empresa.

O produto certificado segue sob vigilância da certificadora e qualquer alteração em ingredientes ou processos deverá ser comunicada. mundialmente reconhecido e atribuído como sinônimo de controle máximo de qualidade.

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“Estamos felizes e orgulhosos de mais este importante passo em nossa caminhada. Somos a primeira cachaça artesanal mineira com certificação Kosher no Brasil”, disse Renata Neves Stephani, da Dom Bré, que tem um leque de cachaças de primeira linha (Tradicional, Jequitibá, Amburana e Extra Premium).

Algumas poucas outras marcas de cachaça têm a Certificação Kosher – entre elas, a 51, a paranaense Porto Morretes e a gaúcha Weber Haus, além da bebida mista Babuxca.

A turma do Alambique Guarani ficou tão animada com a nova conquista – que abre possibilidades interessantes nos mercados interno e externo – que está participando da Kosher Fest 2019, que acontece nesta quarta e quinta-feiras (12 e 13 de novembro), no Meadowlands Exposition Center, em Nova Jersey, nos EUA – uma região de alto consumo de produtos que seguem a lei judaica.

“Além da exibição dos nossos produtos, serão feitos deliciosos drinks com a cachaça Dom Bré Tradicional”, conta Renata.

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5 Comentários

  1. Antonio Silvio Hendges

    Mas qual é a diferença? Quais métodos ou materiais são usados que na destilação normal realizada há mais de 500 anos a “dieta judaica” acha ruim? Não entendi, aliás não diz onde estão as diferenças. Dá a impressão de que um rabino fica benzendo o alambique…

    • Dirley Fernandes

      Antonio, obrigado pelo comentário. Não creio que a questão seja “diferenças” na produção. São normas de sentido religioso que precisam ser seguidas para a obtenção da certificação. Normas q a produção da cachaça, de modo geral, já segue. Entre elas, as citadas no texto com relação ao cuidado com a água e com os equipamentos. São normas que fazem sentido dentro de uma lógica da ritualística própria da religião. Respeitar essa ritualística é decisão do produtor.

  2. Ótima matéria pessoal, com certeza algo que muita gente nem imaginava que existia, um padrão de certificação para o público judeu, bem interessante.

    Parabéns pelo trabalho!

  3. Washington F Londres

    O método Kosher ou Kasher, não quer dizer se o produto é bom ou ruim, se é saudável ou não!
    Kasher na lingua hebraica quer dizer “apropriado” e é um conceito que passa desde do processo de confecção do produto, estocagem e até mesmo a distribuição.
    Um produto Kasher por exemplo deve ser livre da presença de qualquer resquício de sangue, como ocorre em algumas gemas de ovos, deve também ser livre de vermes como pode ocorrer em algumas folhas ou leguminosas, e quanto as carnes, existem técnicas de abate que procuram respeitar ao máximo o sofrimento animal.
    Quinhentos anos de produção de cachaça são menos de cinco minutos históricos quando se comparado a tradição Kasher dos judeus, e há também entre os muçulmanos, budistas e hindus regras alimentares bem específicas das quais os produtores se beneficiariam muito ao conhecer.
    A Coca Cola mesmo sabendo do grande consumo do seu produto por comunidades judaicas do mundo todo, no período da páscoa hebraica, produz o refrigerante Kasher e nos podemos ter acesso fácil a ele, é só lembrar da Coca Cola de tampinha amarela Kasherzissima.

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