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Conheça a Mineiriana: é cachaça, mas bem poderia ser um poema

Por Dirley Fernandes

No meio do caminho, sempre há uma cachaça. E na memória das minhas narinas fatigadas poucas terão aromas tão intensos, que enchem o ambiente de doces perfumes como a Mineiriana, poema em forma de cachaça que sai do solo de Itabira (MG), terra, como todos sabem, de Drummond, o poeta que tinha apenas duas mãos e o sentimento do mundo.

O tom acobreado do líquido, que remete tanto ao solo ferroso daquele canto de Minas quanto à “natureza mítica das coisas” de que nos fala o poeta, e as lágrimas escorrendo com a placidez de “casas entre bananeiras/ mulheres entre laranjeiras”, são o início perfeito da experiência.

Mas o aroma… Ah… “Bota a gente comovido como o diabo”. É bala de coco queimado, caramelo da venda, jogo de amarelinha, comida de fogão de lenha… É um buquê desabrido – intenso, doce e floral. Sai da janela do escritório para ganhar o mundo, vasto mundo.

A Mineiriana é cachaça a um tempo maternal, logo confortável, e complexa, logo desafiadora o que não espanta sendo cachaça produzida por uma mulher, Ana Marta Sátyro, com tudo o que isso significa de maternitude e complexidade.

Seu blend é composto com doses carinhosamente balanceadas de cachaças descansadas em tonéis de carvalho europeu e em tonéis de carvalho americano – ambas com estágio inicial no jequitibá. Em aromas e sabores, é a porção carvalho americano, provavelmente advinda de tonéis de menos usos, que predominam.

Cachaça MineirianaNo sabor, comecemos pelo final. Porque é especialmente interessante: alongado, doce e depois picante, como se provássemos um improvável doce de casca de laranja temperado com um toque firme de pimenta-do-reino ofertado pelo jequitibá.

Antes, a cachaça passa pela boca refrescante, despida de acidez, porém vivaz… densa e aveludada, remetendo a aniz e fruta madura.

A riqueza de aromas e paladares, aliada a um toque de adstringência, sugere uma cachaça com teor alcoólico mais alto, mas a Mineiriana tem apenas 40%, o que ajuda a que tenha tanta drinkability – ou, em bom português, que desça tão fácil. O jequitibá está ali de prontidão para não deixar que a cachaça seja excessivamente plácida. Mas a Mineiriana será sempre uma das cachaças mais tranquilas para bebedores de todas as litragens em qualquer prateleira.

A vontade, às vezes, é de nem beber a Mineiriana para não correr o risco de ver o último gole indo  embora cedo demais. E agora, José?, me perguntaria “sozinho no escuro qual bicho do mato”. Melhor será talvez, apenas sentir esse buquê e lembrar de Itabira – aonde esse devoto do poeta e da cachaça nunca foi – até que o futuro e a velhice cheguem.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

A Mineiriana não é cachaça das mais encontradiças. Essa é a página da marca.

Conheça outras belas cachaças na seção Cachaças de A a Z. 

6 Comentários

  1. Nélio Jaider Lage

    Realmente a Mineiriana tem um sabor diferenciado!

  2. Carlos Alberto Xavier

    Essa Mineiriana e realmente fantástica. um brinde

  3. É uma das melhores cachaças que já tomei e feita por uma das melhores pessoas que já conheci. Garantia de qualidade e sucesso.

  4. LUCIANA TOMAZ PEREIRA

    Adooooooooro. Cachaça só se for Mineiriana.

  5. Ana Carolina Leles Tomaz

    Parabéns Ana Marta pelo sucesso… Deus abençoe… E viva a MineiriANA…

  6. Desejo conhecer e degustar produtos, na condição de apreciador, idolatria e comercialização.

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