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No alambique da jovem e premiada cachaça Lagos do Vale

O colunista Manoel Agostinho Lima Novo visita a Cachaça Lagos do Vale, que foi destaque na mais recente Expocachaça

Destilaria da Cachaça Lagos do Vale
Destilaria da Cachaça Lagos do Vale

E o turismo alcoológico continua…

Desta vez, voltando de minhas andanças de São Paulo,  senti o carro puxar para a direita. Não era problema de alinhamento. Era uma placa, indicando um retorno. Na placa lia-se: Quatis (pequeno município do Estado do Rio de Janeiro).

Obedeci o veículo e acessei o tal retorno. Desde esse momento, fui sendo levado por um aroma que vinha de algum lugar após a ponte sobre o rio Paraíba do Sul.

Passado o bairro de Floriano, ultrapassada a ponte e, em seguida, uma bifurcação, surge a dúvida: direita ou esquerda. Segui meu olfato e logo estava entrando no Hotel Fazenda Lagos do Vale.

Olhando para um lado e para o outro, procurando os tais lagos,  vi um alambique, uma lojinha e um sujeito moendo cana. Estava explicado de onde vinha aquele aroma agradável que me tinha atraído até ali.

Na porta uma placa dizia  CACHAÇA LAGOS DO VALE. Bom, não resisti. Entrei e fui recebido pelo Otávio Xavier, sua irmã Fabiana, e pelo Alex, que orgulhosamente mostraram desde a moenda até os tonéis. Equipamentos novos, tudo limpo e brilhando, uma destilaria que já nasceu projetada como alambique desde a primeira pedra. 

Alex, o alambiqueiro, que, além de cunhado de Otávio, é o comandante das dornas, trata a elaboração da cachaça com tanto carinho que cada levedura tem nome e CPF; só não manda flores para elas porque sua esposa, Luciana, também produtora, não deixa.

Agora imagina o que pode sair de um alambique bem montado, asseado, onde as leveduras são tratadas com carinho e que ainda conta com a assessoria do alquimista Ricardo Zarattini? 

Claro, cachaça de qualidade. E estas joias foram por mim degustadas uma a uma: inox,  bálsamo, umburana, carvalho e os blends… cada um melhor que o outro. Não foi por acaso que a cachaça dos Xavier foi premiada na Expocachaça, apenas dois anos depois do início da produção (leia sobre isso clicando aqui).

Fiquei tanto tempo degustando as preciosidades que esqueci de ver os lagos do vale que deram nome à cachaça.

Agora vou ser obrigado a voltar em Quatis só para ver os lagos. Existe algum caminho para os lagos sem passar pelo alambique? Só assim…

No próximo post vou voar longe. Visitei a Cachaça Maria Boa, lá do Engenho Mucambo, em terras potiguares. Vem muita coisa boa por aí, mas vocês vão ter que esperar um pouco. Prometo não demorar.

Enquanto isso, leia mais colunas do Agostinho clicando aqui.

Saiba mais sobre a premiação da Lagos do Vale na Expocachaça aqui.

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