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Datafolha: Cachaça 51 é a preferida dos paulistanos

Por Dirley Fernandes

Já vamos falar da mais recente conquista da Cachaça 51, mas permitam uma introito.

O mercado paulistano é o sonho de consumo de nove entre dez produtores de cachaça do país – o que pode ser uma estratégia correta, ou completamente equivocada, dependendo de cada caso. Afinal, é melhor disputar um bolo menor com menos gente ou um enorme com uma enormidade de concorrentes, eventualmente com uma capacidade de investimento superior?

Só para citar de passagem, o interior do Estado de São Paulo tem potencial de consumo maior (53%) que a Região Metropolitana (47%), mas os consumidores gastam menos por falta de opções, segundo a IPC Marketing. São cidades com potencial reprimido de consumo, como Taubaté e São José dos Campos (800 mil habitantes, na soma).

Mas, claro, ao falarmos da Região Metropolitana de São Paulo, estamos falando de um potencial de consumo superior a R$ 450 bilhões concentrado em 39 municípios com mais de 21 milhões de habitantes. Natural que desperte a sede de qualquer produtor.

Por enquanto, a marca que manda nesse mercado é a Cachaça 51. É claro que já mandou muito mais. No fim do século passado, a 51 era onipresente e no mais das vezes a única representante da categoria cachaça em bares de todas as classes sociais na capital paulista, seja para as doses viradas no balcão, ou como insumo da caipirinha. O avanço das marcas de cachaças de alambique se deu a partir da virada do século e ainda hoje não está consolidado nem mesmo no segmento de bares mais sofisticados.

Reserva 51 cachaça carvalho americano

A pesquisa Datafolha “O melhor de São Paulo”, nas quais os consumidores mencionam os produtos que consideram referência em vários segmentos, mostrou a Cachaça 51 não apenas consolidada como líder do setor, como revelou um avanço da marca no imaginário do paulistano. No total, 29% dos paulistanos entrevistados pelo Datafolha mencionaram a marca da Companhia Miller; 21% a apontaram como a melhor cachaça. A Folha frisou que foi o melhor resultado da marca desde 2016, ano da primeira pesquisa.

É interessante atentar o público que foi entrevistado na pesquisa. Dos pouco mais de 2 mil entrevistados, 81% pertencem à classe B e 19% estão na classe A. É uma população que frequenta bares e restaurantes em que já há uma saudável variedade na oferta de cachaça. No entanto, a marca líder se mostra ainda mais consolidada na preferência e na lembrança dos entrevistados.

O diretor de Vendas e Marketing da Cachaça 51, Rodrigo Carvalho, atribui o resultado a investimentos em tecnologia e diversificação. No primeiro item, ele cita, para a Folha, a autossuficiência na produção da cana, que permite maior controle da matéria-prima.

Mas a diversificação que ele menciona certamente tem precedência nessa melhoria na percepção da marca pelo consumidor. A empresa tem investido no segmento premium, com o lançamento da linha Reserva 51, de cachaças de alto padrão, além da 51 Assinatura, de bebidas mistas.

A Reserva 51, desde o lançamento, é trabalhada em diversos segmentos da mídia e nos pontos de venda de forma muito eficiente. Recentemente, foram distribuídas máquinas de servir mecânicas para os bares que participaram do Comida di Buteco, outra inovação que certamente resultou em mais vendas.cachaça 51 exportação

A Miller, que produz meio milhão de litros de cachaça por dia, tem intenção de seguir investindo no mercado premium. Para os concorrentes, a boa notícia é que os números indicam que há espaço – e amplo como o Vale do Angangabaú – para quem esteja disposto a conquistar sua fatia no coração paulistano.

Entre os 50 produtos pesquisados pelo Datafolha, em 16 casos as marcas líderes tiveram mais de 50% da preferência, o que indica uma sólida e quase imbatível posição, pelo menos no curto prazo, aponta o instituto. Os 21% da preferência da líder, no caso da cachaça, ao contrário, revelam um amplo território para outras marcas trabalharem em busca de seu espaço no imaginário paulistano.

O problema é que qualidade não basta. É preciso trabalhar, das mais variadas formas possíveis e de acordo com as possibilidades, para se fazer lembrar pelo consumidor. Esse trabalho não será feito por distribuidor nem pelo dono do bar ou restaurante. É tarefa do produtor. Enfim, é repetir a fórmula que a líder escolheu: buscar qualificação do produto e investir recursos e criatividade no posicionamento da marca.  Espaço existe – e muito – nos corações e mentes dos consumidores atuais e potenciais do destilado nacional brasileiro. Agora, é preciso conquistá-lo.

Saiba mais sobre a linha Reserva 51 aqui.

Post publicado originalmente em 30/07 e republicado em 10/07 por conta de problemas técnicos.

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