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Virga Gim (Foto: Leo Feltran-Divulgação)

Virga Gim: no fundo, uma bebida brasileira

Por Manoel Agostinho Lima Novo

Nem só de cachaça vive o homem. Fui convidado pelo amigo Felipe Jannuzi, do Mapa da Cachaça, para uma degustação de gim na segunda-feira (27/04), mais exatamente o Virga Gim do Brasil, idealizado por ele e três amigos.

Aí o leitor já deve estar começando a perguntar: e o que o gim tem a ver com cachaça?

Antes de explicar a relação, vou falar um pouco sobre este destilado que foi produzido pela primeira vez no século XVII, em Leyden, na Holanda, pelo médico Francisco de La Boe, para fins medicinais.

Durante as Guerras Holandesas (1624-1654), os britânicos tomaram para si o domínio da bebida, que hoje é produzida em várias partes do mundo.

O gim original era produzido com uma base de álcool de cereais e depois passava por uma mistura com algumas ervas aromáticas e temperos. Com o passar do tempo, vários tipos de álcoois foram sendo usados como base e cada país adaptava a receita à sua própria botânica.

Isto veio parar no Brasil, e aí é que entra a nossa cachaça.

 No alambique que produz a cachaça Engenho Pequeno, em Pirassununga, interior de São Paulo, nasceu o Virga Gim Seco, que usa como base nada mais nada menos que a cachaça genuinamente brasileira. E a botânica, os adendos responsáveis pelo aromático da famosa bebida, como ficam?
Virga Gim (Foto: Leo Feltran-Divulgação)
Virga Gim (Foto: Leo Feltran-Divulgação)

 

Tinha que ser brasileira também. Os produtores usam zimbro, sementes de coentro e a semente de uma planta originária da Mata Atlântica chamada pacová, que eu experimentei no dia e posso chamar de cardamomo brasileiro.

Já ouvi alguém falando que não bebia gim puro. Pois se bebesse o Virga Gim, certamente mudaria de discurso. Puro, ou com tônica, vai muito bem. Muito aromático, porém sutil, é extremamente agradável e… já ia me esquecendo, traz aquela deliciosa sombra da cachaça. E esse talvez seja o seu grande diferencial.

Recomendo a degustação. Os devotos da cachaça irão se deliciar. E aí, tem ou não tem a ver com a nossa branquinha?

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