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Adoniran Barbosa: cachaça e malandragem

Série de TV Bendita Marvada enquadra o malandro e a cachaça

Da Redação

“O malandromalandro

Na dureza

Senta à mesa

Do café

Bebe um gole

De cachaça

Acha graça

E dá no pé”

 

Assim começa a letra de “O malandro”, na qual Chico Buarque, com a habitual maestria, descreve uma sucessão de malandragens – do mal – que ocorrem todos os dias na cadeia produtiva da cachaça. A peça é parte da Ópera do Malandro (adaptada de Brecht-Weil) e apenas uma das muitas canções em que a figura do malandro e a da cachaça se encontram. Pois o malandro – do bem – chega de mansinho, como convém, e toma conta do episódio dessa sexta-feira (às 21 horas) da série Bendita Marvada, no canal Mais Globosat.

O apresentador Arthur Veríssimo vai atrás daquela tal malandragem que, claro, não existe mais. A premissa é que o “malandro” foi a alma da cachaça por muito tempo. A premissa tem sua propriedade. Afinal, o malandro é, em essência, o sujeito do povo que sabe se livrar das pernadas que a vida dá em quem não goza do poder e do dinheiro, como os tais “malandros com contrato, com gravata e capital” de outra canção de Chico Buarque. E Câmara Cascudo já dizia sobre o segredo da cachaça ter resistido a mais de um século de desprezo por parte da elite brasileira: “A banalização da cachaça foi o que garantiu sua sobrevivência. Ficou com o povo e essa força obscura garantiu-lhe a contemporaneidade funcional”.

Para saber sobre malandragem e como a cachaça entra nessa história, a produção do Bendita Marvada conversou com três malandros da maior responsabilidade: o compositor Toninho Geraes – aquele que já teve mulheres de todas as cores –; o também compositor Moacyr Luz – malandro diplomado no Méier que bebe cachaça desde que o chão dos botequins era coberto com serragem –; e Sérgio Rabello, xerife da boêmia carioca, o homem que, do balcão do Galeto Sat´s, saca com olhar de puta velha o malandro e o mané.

São Paulo também marca presença, com a malandragem representada pela Velha Guarda da Rosas de Ouro e pela lembrança da malandragem ítalo-caipira de Adoniram Barbosa, autor do clássico Patrão, mulher e cachaça.

A série, que é dividida em 13 episódios, tem direção de John Porciúncula e consultoria de conteúdo de Isadora Bello Fornari. Mais sobre a série, aqui.

O Mais Globosat pode ser visto nos canais 44 e 544 na NET, Sky e Claro TV; 57 e 357 da Vivo TV, além do 67 e 535 da Oi TV, entre outros serviços. Quem não puder ver na sexta-feira, pode ficar atento às reprises ao longo da semana. Ou ainda assistir ao episódio pelo Globosat Play.

Adoniran Barbosa: cachaça e malandragem
Adoniran Barbosa: cachaça e malandragem

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2 Comentários

  1. Grande Dirley
    Assisti ao episódio e faço aqui algumas observações:
    1. Falar de Cachaça e malandragem e não citar “Sr Zé” ou “Zé Pilintra” é quase uma heresia. Digo heresia pois o programa abordou o Orixá EXU ao citar Jorge Amado e até falou da Umbanda, mas em momento algum aludiu à entidade da Umbanda, religião tão brasileira quanto nossa cachaça. Poderiam citar nem que fosse subliminarmente ou…malandramente, você vai me entender.
    2. Na verdade me pareceu que “…o Rio também marca presença…” pois o protagonismo do episódio foi de São paulo. Sem bairrismos, só uma observação ao seu texto.
    3. Sabiamente Moacir Luz fala de Madame Satã (junto do apresentador), Moreira da Silva (Kid Morengueira). Senti muita falta de nomes como Zeca Pagodinho, Dicró, Bezerra da Silva ou mesmo Noel Rosa. Me incomodei, na verdade. Não vou nem falar de Carlos Cachaça por questões óbvias. Pensei, é possível, por exemplo falar de futebol e cachaça e não falar de Garrincha? Tipo isso.

    4. Como “malandro demais se atrapalha” ou “vira bicho” faço aqui meu breque.
    Parabéns pela cobertura que têm feito semanalmente. Sempre têm novidade e sei que isso dá trabalho e não é fácil. Muito bom devoto!

    • Dirley Fernandes

      Seu Zé vai cobrar! Teve um moço de São Paulo que foi bem repetitivo. Malandragem e cachaça é tema para ser desenvolvido por quem anda mais pelas esquinas e quebradas. Quem sabe a gente, Thiago? E salve o gênio da raça Carlos Cachaça!

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