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A viagem de Max Sanhaçu pelo mundo da cachaça – Parte I

Por Max Sanhaçu

No dia 18 de abril deste ano iniciei uma viagem que venho planejando há muito tempo: coloquei minha Land Rover Defender na balsa em Manaus (AM) para pegá-la em Belém (PA) e descer rumo a Ushuaia, na Patagônia argentina.

“Sem Destino Certo” foi o nome com que batizei esta expedição, por considerar que uma viagem boa é aquela que fazemos sem muita programação, deixando a vida nos levar por caminhos, pessoas, experiências e aventuras nunca antes vividas.

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Embarque na balsa, em Manaus

E assim, entre a visita a um amigo e outro, entre a exploração de ruelas de uma cidade histórica e outra, e entre as inúmeras paisagens, praias, rios e cachoeiras deslumbrantes desse nosso imenso Brasil comecei a trilhar também o mundo maravilhoso da cachaça de qualidade.

Não exatamente que a cachaça seja uma novidade na minha vida. Oriundo da família produtora da Cachaça Orgânica Sanhaçu, na cidade de Chã Grande, em Pernambuco, esse mundo de aromas e sabores sempre nos fascinou. Max, Oto, e Elk, os três filhos das 3 letras escolhidas a dedo pelo patriarca Seu Moá e pela matriarca Glorinha, cresceram degustando uma boa cachaça nordestina.

Comecei meu percurso etílico provando a exótica Cachaça de Jambu, ainda em Belém do Pará. Apesar de legalmente o destilado de jambu não poder ser considerado “cachaça”, foi uma experiência interessante, porém a dormência aguardada por quem já havia morado em Belém é bem menor do que a sentida ao saborear esta folha no famoso “pato no tucupi”. Outra sensação diferente na Região Norte foi provar a azulada Tiquira, à base de mandioca e que, apesar de maranhense, degustei na minha passagem pelo Mercado Municipal de Teresina – PI.

Como o tempo, neste primeiro trecho da viagem, era muito curto, passei pelo Ceará degustando somente a familiar Sanhaçu, enquanto conhecia algumas das belíssimas praias e paisagens cearenses. Assim também foi na Paraíba, onde já conhecia vários alambiques, e acompanhado pelo velho Moá nos contentamos em degustar a famosa Cachaça Serra Limpa (do Seu Inácio), enquanto almoçávamos com amigos em João Pessoa.

Enfim, no dia 04 de maio chegamos a Pernambuco. E após uma boa e relaxante estadia ao lado da família no Engenho Sanhaçu, e alguns dias de muito trabalho, dia 02 de junho retornamos a estrada, desta vez acompanhado dos meus pais rumo à EXPOCACHAÇA – BH.

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Seu Moá conhecendo o alambique da Caraçuipe, em Alagoas

Depois de dirigir cerca de 290 km em uma rodovia que insiste em não ter sua duplicação concluída, finalmente chegamos ao primeiro alambique da nossa viagem: Cachaça Caraçuípe, uma estrutura muito moderna ep reparada para receber visitantes. Conhecemos toda a destilaria localizada na beira da BR 101, no município de Campo Alegre (AL). Se você pretende visitá-los um dia, não tem como errar!

Já conhecia o Engenho da premiada Cachaça Gogó da Ema. Esse não é tão fácil de chegar. Fomos acompanhados do amigo Henrique Tenório na primeira vez e, agora, como tínhamos dia certo para chegar a BH, seguimos visitando amigose familiares no interior da Bahia, bebendo muita cachaça, relembrando muitas histórias e vivenciando outras…

Enfim, minha primeira EXPOCACHAÇA. Simplesmente inesquecível! Minha esposa Ana Ramos e minha irmã Elk Barreto – ou Elk Sanhaçu, como é carinhosamente chamada – juntaram-se a nós e, como a Elk já conhecia muita gente neste mundo maravilhoso, as rodas de “devotos da cachaça” e degustações fluíam fácil entre stands muito bem estruturados e outros bastante simples e rústicos como ainda são a maioria dos engenhos de cana brasileiros – todos proporcionando uma imensa variedade de sabores e aromas das cachaças de norte a sul do Brasil. Impossível nomear todas as cachaças e todas as pessoasque conheci: produtores, confrades, cúpulos, professores, enfim, todos apreciadores da nossa querida cachaça.

A EXPOCACHAÇA surpreendeu por sua grandeza, pelas novidades tecnológicas, pela grande variedade de cachaças, pela diversidade de palestras técnicas e pela alegria contagiante dos visitantes e expositores. Parabéns a todos que fizeram deste evento um sucesso!

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Max (à esq.), Elk (de camisa preta) e Seu Moá (à dir.) com outros devotos, em BH

E como a exposição começava somente à tarde, em um dos dias pela manhã aproveitamos para conhecer mais um alambique: Vale Verde foi a escolhida. Localizada próximo da capital mineira, não podemos chamar aquele espaço simplesmente de Engenho, pois é um complexo turístico imenso, com uma diversidade enorme de aves e répteis.

Por sorte chegamos no primeiro dia de moagem da safra 2016, acompanhamos o caminhão descarregando a cana de açúcar e ainda tomamos um caldinho de cana saindo diretamente do segundo terno da moenda da Vale Verde… Um museu de cachaça complementa este lugar de visitação imperdível para quem está em Belo Horizonte.

Para fechar a estadia em BH com “chave de ouro”, um almoço – tipicamente mineiro regado a muita cachaça de qualidade com os anfitriões Eduardo e Lorenzo, da Garrafaria Serra Negra.

Com o fim da EXPOCACHAÇA, que deixará saudades, era hora de pegar novamente a estrada, pois o tour entre alambiques em Minas é interminável… (continua…)

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Elk Sanhaçu encara a cobra na Vale Verde, em Betim (MG)

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