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Leblon leva bartenders de todo o mundo aonde a cachaça está

Chegou ao fim no domingo a jornada da Leblon Road Trip to Rio, um périplo de 20 bartenders brasileiros e estrangeiros até a Cidade Maravilhosa, promovido pela cachaça Leblon com o objetivo de divulgar a cachaça e a marca Leblon junto a esse público fundamental para o avanço do destilado brasileiro tanto aqui quanto lá fora.

As kombis da marca percorreram ao longo de três meses cidades na Europa, Estados Unidos e Brasil. Por aqui, o ponto de partida foi Fortaleza (CE), com passagens por cidades como Brasília, Santos e, claro, Patos de Minas, onde está o canavial e a produção da Leblon. Um  bartender alemão, uma hiperativa barwoman do Idaho, um casal à frente de um bar na Costa da Caparica (Portugal) e o proprietário de uma grande rede de clubs na Espanha, entre outros, estavam na trupe. Milton Lima, da Cúpula da Cachaça, e Marco de La Roche, mixologista global da Leblon, estavam entre os brasileiros que faziam as vezes de anfitriões.

Pelo caminho, muitos coquetéis criados e e bebidos, descobertas e um viés social interessante: ao longo do percurso, doações foram recolhidas e direcionadas para a organização Developing Minds, que, no Brasil, apoia projetos na Rocinha e Cidade de Deus. No sábado, diante dos coquetéis de Roger Bastos, do Meza Bar, o CEO da Leblon, Steve Luttmann, se queixava da saudade da família, que está na Filadélfia, para onde ele retornou no domingo, mas se mostrava especialmente empolgado com a visita que fez aos projetos, na semana passada. “O que essas pessoas fazem com tão pouco recursos é impressionante”, dizia ele. Apesar de conhecer bem o Brasil, ele estava visivelmente entusiasmado com o resultado dos Jogos. “Essas multidões todas celebrando. Tudo deu muito certo!”, dizia.

Na Rocinha, a Developing Minds apoia um projeto de reforço educacional (União de Mulheres) organizado por pessoas da própria comunidade; na Cidade de Deus, uma escola de computação comandada pelo pessoal do excelente CDI.  A Leblon Road Trip vai render cerca de R$ 200 mil para os projetos.

 

Não é a Santa Ceia; o Jesus no meio é um sósia. Bartenders na Maison Leblon (Patos-MG)
Não é a Santa Ceia; o Jesus no meio é um sósia. Bartenders na Maison Leblon (Patos-MG)

 

Para além do viés social, a Road Trip é apenas mais uma das muitas iniciativas da Leblon voltadas para a conquista de espaço no exterior para a cachaça brasileira e, particularmente, para a marca. Casado com uma brasileira, Luttman abriu a Leblon – com produção em Patos (MG) e sede em Nova York – em 2005, com investimento de US$ 3 milhões. Começou imediatamente a garimpar o mercado europeu e, sobretudo, americano. Sua aposta sempre foi nas possibilidades da coquetelaria com cachaça e a marca surfou no recente boom dos bons drinques e na valorização das bebidas do segmento premium.

Hoje, a Leblon tem 500 pontos de venda de cachaça nos Estados Unidos. A empresa foi adquirida pela multinacional Bacardi em julho de 2015 e vive uma fase de transição. Já Luttmann pensa no seu próximo passo. “Tem a ver com o Brasil. Eu gosto mesmo da energia das pessoas daqui”, diz ele, sem revelar detalhes de um projeto que pode ter a ver com outro símbolo do país tão fundamental quanto a caipirinha: a feijoada.

 

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