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Produtores de cachaça vão à terra da tequila – o que eles podem aprender por lá

Há duas décadas, a tequila invadiu o Brasil, conquistando adeptos e abocanhando uma parte do nosso mercado de destilados. A marca José Cuervo, por exemplo, vende mais de 1 milhão de litros no Brasil, o que faz do nosso país um dos cinco mais importantes globalmente para a marca.
Agora, o Brasil se prepara para um contra-ataque nas terras de Pancho Villa. Um grupo de produtores brasileiros de cachaça está de malas prontas para embarcar para o México e promover o destilado brasileiro durante o Barra México, show room de destilados premium, mixologia e debates da indústria de destilados da América Latina, que acontecerá em 23 de agosto, na Cidade do México. A comitiva foi idealizada pelo Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça), com apoio da Apex Brasil.
Um passo importante para abrir o mercado mexicano foi dado pelo acordo firmado com o governo do país no qual a cachaça foi reconhecida como bebida genuinamente brasileira, com a contrapartida do reconhecimento da tequila como produto originalmente mexicano, assinado no mês passado. É bom lembrar ainda que o México pode funcionar também como uma plataforma para atingir o mercado americano, o gigante que realmente importa para a cachaça.
Entre os produtores da comitiva, está a cachaça Middas (Pitu e Weber Haus são outras marcas confirmadas). “Estamos trabalhando na disseminação da cultura da cachaça e invadindo o território da Tequila. Queremos avançar a cada dia no caminho da sofisticação e desbancar importantes bebidas”, comemora o CEO da Middas, Leandro Dias.

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A experiência dos produtores de tequila pode ser de muito proveito para os playeres do setor brasileiro de destilados. No ano passado, o México exportou mais de 180 milhões de litros de tequila e mezcal para mais de 120 países. Já o Brasil, de acordo com o Ibrac, levou a cachaça para cerca de 60 países, num modestíssimo total de sete milhões de litros – o que equivale a cerca de 1% do total que foi produzido no período. E a maior parte das nossas exportações são de cachaça no segmento de entrada, enquanto os mexicanos levam cada vez mais tequilas premium para fora do país.
È bom lembrar que a tequila era uma completa desconhecida fora das fronteiras mexicanas até o fim do século passado. As exportações para o mercado americano começaram apenas em 1992, com a Patróns Spirits. Hoje, só em terras americanas, os produtores de tequila faturam mais de US$ 1,5 bilhão, disputando o mercado com a vodca e o uísque, entre outros destilados. Se o trabalho da cachaça for bem feito, não há motivo de nenhuma ordem para que uma fatia desse bolo não seja conquistada pelo nosso destilado.

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