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No alambique da Cachaça Tiê, onde tudo brilha

Por Manoel Agostinho Lima Novo

Continuando minha viagem no turismo alcoológico…

Estava eu no Google Maps programando minha ida no Festival de Caxambu, quando li que perto do meu destino havia uma cidade de nome engraçado: Aiuruoca.

Este nome me lembrava de alguma coisa e, com certeza, não seria o seu significado etmológico: “casa de papagaio”, no idioma tupi.

Não, o nome me remeteu rapidamente a um pássaro, que o Google chama de Ramphocelus, mas eu quero chamar mesmo é de tiê. Poxa, mas que papo intelectual é esse? Ora, dei um tempinho para você, leitor bem informado do Devotos, lembrar da Cachaça Tiê.

Partiu Aiuruoca! (Ainda está difícil falar este nome.) Vamos visitar o alambique da Cachaça Tiê. A princípio, é uma aventura pelas estradas de barro da cidade até chegar na localidade de Grotão, no distrito de Guapiara.

O trajeto foi, como dizem os baianos, massa! Na minha mente, em meio a toda aquela natureza, iria surgir um índio com uma garrafa de Tiê na mão dando as boas-vindas.

Na realidade, quem deu as boas-vindas foi o Tobias, grande alambiqueiro, que os produtores Cris Amin e Arnaldo Ramoska (espera aí: tiê, índio, moska, tem algo em comum?) contrataram para deixar um brinco o alambique.

E, de fato, eu estava diante de uns dos mais asseados e bem organizados que conheci nas minhas andanças. E olha que já visitei centenas de instalações Brasil adentro.

Tudo no seu lugar! Parecia que aquilo era só para enfeitar e que o trabalho do Tobias era somente lustrar o alambique com Kaol e passar cera no piso. Mas não era isso. Havia uma sala escondida onde ele produz coisa muito boa.

Já que tem coisa boa, ‘vambora’ degustá-la. Degustá-las, já que tinha muita coisa boa. Tinha a Tiê Ouro – com 3 anos em carvalho –, a Tiê Prata, vindo do Inox, e o blend que o Tobias me ofereceu de primeira mão e que ele mesma estava fazendo.

Tirei o chapéu para o garoto, bom no que faz. Agora o parabéns tem que ser dividido para os três – Cris, Arnaldo e Tobias, que tenho que incluir nesta lista. Tobias, aliás, é filho do Otacílio, também alambiqueiro da Tiê.

Bom, após a visita ao alambique da Cachaça Tiê o turismo alcoológico continuou. Na próxima, vou contar da minha visita, na volta da viagem, ao alambique da Lagos do Vale, outra preciosidade. Mas espere a próxima para saber mais.

Ah, ia me esquecendo: depois de visitar a Tiê aprendi a falar o nome da cidade. É so lembrar que papagaio em tupi é Aiuru e casa é oka = Aiuruoca.

Fácil né?

A Tiê Prata está na seção Cachaças de A a Z do Devotos. Clique para ler.

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