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Concurso Nacional de Rabo de Galo chega à terceira edição

Por Dirley Fernandes

O Rabo de Galo, o simpático drinque das biroscas que cada vez ganha mais sabores e conquista novos adeptos entre bartenders e consumidores, vai alçar voo mais uma vez. Em agosto, acontece o III Concurso Nacional do Rabo de Galo na capital paulista.

Um grupo de 45 bartenders – mais do que nas edições anteriores – vindos de diversos estados vai apresentar, no dia 19, diante do público, suas versões para o drinque que tem como base cachaça e um bitter. Um painel de jurados vai eleger os melhores, que serão premiados ao final do evento.

Rabo de galo do paulista Riviera (Mario Rodrigues/Veja SP)

 

Por trás do concurso, está a proposta de tornar o Rabo de Galo um drinque de projeção internacional, a exemplo da Caipirinha, o único representante da coquetelaria brasileira nas principais cartas da International Bartender Association (IBA).

Além da competição em si – o público pode observar o preparo dos coquetéis – o evento tem ainda degustação das cachaças patrocinadoras, que eventualmente trazem também seus próprios bartenders, transformando o encontro em uma grande celebração da coquetelaria com cachaça.

Em tempo: entre os cariocas, o Rabo de Galo é conhecido como Traçado. Trata-se da mesmíssima coisa. O nome carioca surgiu de um copo que era distribuído aos bares pela Cinzano, quando se instalou no Brasil, na década de 1950, e que tinha um traço, marcando a dosagem correta da mistura de cachaça e vermute.

O nome de batismo – Rabo de Galo – foi dado por algum executivo da Cinzano, em momento de inspiração. Unir a bebida italiana cujas origens remontam ao século XVIII com a nossa cachaça foi uma estratégia de popularização que trouxe ótimos resultados para a empresa, como sabemos.

Em sua versão mais contemporânea, o Rabo de Galo é preparado com cachaça à qual se agrega o vermute ou algum outro amaro, como o Cynar ou o Carpano, e gelo (as proporções são variáveis; esse devoto usa algo como 40% de cachaça branca, mais um splash de envelhecida em bálsamo, e 60% de Cynar).

Laranja ou limão são usados para finalizar. Nada mais além disso é necessário, mas, desde que não descaracterizem o coquetel, não é pecado nenhum agregar outros ingredientes, como o extrato de café usado pelo campeão Rafael Welbert  no I Concurso, ou a tanajura, com seu toque de capim limão, que ajudou Paulo Leite a conquistar o troféu na segunda edição do evento. O quer virá agora?

O Concurso Nacional de Rabo de Galo tem patrocínio do Ibrac e apoio da Cúpula da Cachaça, entre outros apoiadores.

Nos nossos arquivos sobre Rabo de Galo, você pode ler mais sobre a origem do coquetel, além de conhecer os campeões dos concursos anteriores e até as receitas dos três primeiros colocados do ano passado. É só clicar aqui.

Serviço:
III Concurso Nacional de Rabo de Galo
Data: 19 de Agosto de 2019
Horário: das 13h às 20h
Local: Leques Brasil Hotel Escola – R. São Joaquim, 216 – Liberdade – São Paulo
Entrada gratuita (proibido para menores de 18 anos)

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