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Festival de Cachaça de Salinas é em julho e terá workshop

festival mundial da cachaça
Foto: Cesar Adames

No início de junho foi a Expocachaça, em Belo Horizonte, e, em setembro, teremos o Salão e Congresso Brasileiro da Cachaça. Entre esses dois acontece a 18ª edição do Festival Mundial da Cachaça, também conhecido como Festival de Cachaça de Salinas, festa anual que agita a capital nacional do nosso destilado – Salinas, é claro – no norte de Minas Gerais.

A festa acontece nos dias 12, 13 e 14 de julho, no Parque de Exposições do município e é promovida pela Apacs (Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas). Em paralelo, o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais realiza o V Workshop da Cachaça de Alambique do IFNMG.

A cidade mineira de clima quente foi oficializada em 2018 como a “Capital Brasileira da Cachaça”. A região faz por merecer, com suas mais de 70 marcas de cachaças, inclusive a icônica Havana/ Anísio Santiago, que deu origem á tradição de excelência da produção local, no fim da década de 1940.

No Festival de Cachaça de Salinas, o devoto que enfrentar a longa distância para chegar à cidade, se sentirá certamente recompensado. Ele terá a oportunidade de degustar nos estandes essas maravilhas e trocar um dedo de prosa com grandes mestres da produção local. São marcas gloriosas da produção brasileira, como Canarinha, Indaiazinha, Havaninha, Tabúa e tantas outras.

Como ocorre nesses eventos, para a parte da noite são programadas atrações musicais – no caso de Salinas, os sertanejos Teodoro e Sampaio encabeçam o elenco.

O Workshop da Cachaça de Alambique terá três dias de duração, com a participação de pesquisadores de diversas instituições. O primeiro dia será dedicado ao tema “Plantio, colheita da cana-de-açúcar, mosto, propagaçãp, fermentação e análises de rotina”, com diversas palestras e atividades.  O dia 11 terá como tema Segurança no trabalho, aproveitamento de resíduos, destilação e importância da análise sensorial na produção de cachaça.
O workshop se encerra debruçando-se sobre o tema “Produção de cachaça e novas propostas para a bebida”, com a participação do produtor José Lucas Mendes Oliveira e visita à Cachaça Tabúa. A coordenação do Workshop da Cachaça de Alambique é do professor Alexandre Santos de Souza, coordenador do curso de tecnólogo em Cachaça do IFNMG.

Selo “Região de Salinas”: contra a pirataria

A capital do destilado nacional fica a 640 quilômetros de Belo Horizonte. Para quem quiser ir ao Festival de Cachaça de Salinas de avião, a opção são os voos para Montes Claros, a 200 quilômetros da capital da cachaça. A distância pode assustar, mas vale a pena. A cidade abriga ainda um museu da cachaça e um mercado municipal bem pitoresco. Durante o festival, com sorte algumas visitas aos alambiques do entorno podem ser agendadas.

Salinas tem uma produção com características bem marcantes. São cachaças generosas, encorpadas e de sabor e aroma marcantes. Os produtores locais, no entanto, sofrem com as falsificações. Muitos alambiques clandestinos vendem cachaças que não têm a produção controlada como “cachaça de Salinas”, inclusive em vasilhames impróprios.

Leia mais sobre a falsificação criminosa de cachaças nesse post.

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