Inicio / Destaques / Uma cachaça de jambu 100% paraense: Indiazinha Jambu

Uma cachaça de jambu 100% paraense: Indiazinha Jambu

A cachaça de jambu tem muitos fãs e alguns detratores. Inegavelmente, é um sucesso de vendas, com várias marcas apostando na fórmula que une a planta paraense ao destilado nacional. Agora, chega ao mercado a Indiazinha Jambu, com o diferencial de ser a primeira cachaça de jambu que é 100% paraense, já que tanto a erva quanto a cana, bases da bebida, são plantadas e colhidas naquele mundo de rios e matas do Grão-Pará. Como dizem os locais: Égua!

A Indiazinha segue o rumo que até a paulista 51, com a sua ‘Assinatura 51 Jambu’, já percorreu, diante da popularidade sempre crescente da bebida. No entanto, a primazia de tornar a cachaça de jambu popular é de Léo Porto, do Boteco Meu Garoto, na região central de Belém (PA). Ele preparou sua receita e atraiu elogios dos clientes há vinte anos, a ponto de tornar a bebida o carro chefe da casa, com fábrica própria e tudo.

O jambu é planta fundamental na culinária paraense, estando presente nos dois mais clássicos pratos da culinária local: o pato no tucupi e o tacacá. Para além da culinária, a erva é usada também nas garrafadas do Ver-o-Peso e faz parte do arsenal na medicina dos ribeirinhos amazônicos. Sensorialmente, seu charme especial é a sensação de dormência e formigamento que provoca na boca.  A paraense Dona Onete já explicou em um de seus sucessos, Jamburana, o efeito da planta: “A boca fica muito louca com o tremor do jambú!”.

A rigor, “cachaça de jambu” é termo errôneo. O produto que tanto sucesso faz é, tecnicamente, uma ‘bebida alcoólica composta’ e é preparada por meio da infusão do jambu na cachaça pronta. A Indiazinha Jambu é a única empresa paraense a produzir a cachaça de jambu com cachaça de produção própria – aliás, ótima cachaça. Paraense 100%. A receita ainda tem ainda uma outra joia amazônica: o guaraná.

“A Indiazinha Jambu harmoniza as propriedades sensoriais do jambu e do guaraná, que é um energético natural, com a qualidade de uma premiada cachaça fina de alambique”, anuncia Omilton Quaresma, proprietário da marca.

Omilton surpreendeu os conterrâneos ao topar o desafio de produzir cachaça de alambique de qualidade sob o regime intenso de chuvas amazônicas de sua Abaetetuba (PA). A cidade, a 125 quilômetros da capital, é historicamente considerada a “terra da cachaça paraense”. Mas a tradição vinha sendo esquecida. “É um enorme e prazeroso desafio. O excesso de chuva é um obstáculo. Aqui temos duas estações do ano bem definidas, mais chuvosa e menos chuvosa. Mas estamos resgatando com qualidade a cultura da nossa cidade”, diz o entusiasmado produtor.

Omilton conseguiu que sua Indiazinha Flecha de Ouro, equilibrado blend de castanheira e umburana, ficasse na 19ª posição no III Ranking Cúpula da Cachaça, no ano passado, surpreendendo muita gente. A Indiazinha Flecha de Prata (inox) é outro produto de alto nível. O portfólio se completa com a Flecha de Rubi (carvalho e castanheira). “Em menos de dois anos, acho que conseguimos conquistar o coração dos paraenses e de muita gente de outros estados com uma cachaça saborosa e produzida no coração da Amazônia”, diz.

Agora, a Indiazinha Jambu, que tem 30% de teor alcoólico, se prepara para, com seu efeito “anestésico e vibrante” conquistar os paladares mais arredios. E quem duvida dos poderes da floresta?

Saiba mais sobre o Ranking Cúpula da Cachaça , cuja quarta edição começa em setembro próximo.

6 Comentários

  1. Matéria muito completa e certeira. Obrigado amigo.

  2. Onde achamos a Indiazinha prata para comprar no Rio de Janeiro? Como faço?

  3. Núbia Helena Lobato

    Indiazinha a melhor cachaça do Brasil. Quem prova aprova.

  4. Luis Afonso Gomes Sousa

    Show, Omiton parabéns não conheço ainda a mas nova da família indizinha mas sei vai ser um sucesso.

  5. PETER ARMSTRONG

    Muito interessante, mas ainda bem que no decorrer do artigo você corrigiu o título “Cachaça de Jambu”. Trata-se de um coquetel à base de cachaça, assim como exitem marcas de coquetéis “Margarita” a base de tequila, pois o teor alcoólico de 30% desqualifica o uso da palavra “cachaça.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Devotos em seu e-mail

Pular para a barra de ferramentas Sair