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Adega da Velha, no Rio, está de cara nova e com muito mais cachaça boa

Como se sabe, Botafogo é o bairro em voga no momento, com casas maneiras que abrem e se juntam a outras tradicionais para formar o cenário de boemia mais vital da Cidade do Rio. Por ali o grande devoto da cachaça Sérgio Rabello e família já haviam aportado com uma filial do Galeto Sat´s, levando da matriz, no Leme, uma boa centena de marcas de cachaça, além do chopp gelado. Agora, a família finca de vez o pé no bairro ao reabrir a Adega da Velha (rua Paulo Barreto, 25), boteco com quatro décadas de história na boêmia botafoguense – além da tricolor, vascaína, rubro-negra e, por que não dizer?, alvirrubra e banguense. É casa tão presente no coração do carioca daquela região entre a Lagoa e a Glória que ganhou o título oficial de “Patrimônio cultural carioca”.

A casa ressurge com muita cachaça para oferecer e mantendo o forte sotaque nordestino. O cardápio traz lindas especialidades regionais, como um caldo de feijão pernambucano ( com feijão vermelho e mais temperado que a versão clássica) que cai extremamente bem com uma das branquinhas da casa, como a Colombina Cristal, ou a carne de sol com aipim, em porção generosa, que pode contracenar com uma Magnífica Envelhecida. Isso sem falar em um lindo lombinho, que chega com bastante cebola refogada, à moda tradicional, com a suculência garantida pelo bom manejo da chapa e que faz belo par com uma Germana.

No cardápio consta ainda picanha de sol, baião de dois e, às sextas-feiras, a tradicional feijoada completa. Para terminar a covardia, a Adega da Velha tem pudim de tapioca na sobremesa, que casa lindamente com uma Bem Me Quer Umburana. A casa abre 8h e fecha lá pelas 2h, todos os dias.

As dezenas de marcas de cachaça da casa (preços de R$ 12 a R$ 36 por dose) – incluindo as que estão no cardápio e as que ornam as estantes, mas, se você pedir com jeito, a turma da casa serve para você – promovem aquela bela viagem Brasil afora: as baianas Abaíra e Matriarca, as paraibanas Serra Preta e Volúpia, a catarinense Armazém Vieira, as mineiras Tiziu, Providência e Chico Mineiro. Há até raridades, como a Âmbar, de Virgem da Lapa (MG), cuja produção foi descontinuada. Os drinques também são muito bem feitos.

A qualidade da Adega da Velha é garantida pela filosofia do Serjão Rabello, que é, antes de tudo, um cliente do seu próprio bar, onde ele se diverte trabalhando e trabalha se divertindo. Como velho frequentador dos melhores balcões, Serjão faz questão, mais do que de ganhar dinheiro – e ele ganha, claro –, de servir, comer e beber do bom e do melhor.

Ele flana pela nova casa testando o chopp, dando atenção a todos os seus muitos amigos e fãs, indo de mesa em mesa e chamando a atenção dos garçons, para que tudo saia nos conformes. Porque ir a um legítimo boteco carioca não é ir a um estabelecimento comercial, é ir à casa de um amigo. E a Velha, assim como o Sat´s, é isso aí: a casa do Serjão e da Elaine – sem falar na prole, que vai pelo mesmo bom caminho.

Em tempo: ao lado da Adega da Velha, Serjão promete abrir uma birosca – quase só balcão – cheia de cachaças, com torresmo, linguiça e tremoços… “Vai se chamar Quinta Categoria; então vai ser a sua cara, muquirana”, avisa ele ao repórter, que mal pode esperar a inauguração.

Por Dirley Fernandes

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3 Comentários

  1. Salve salve, meu nome é Denis Oliveira, sou Master Blender e Gerente da Cachaça Santa Rosa, gostaria muito de fazer parte deste cardápio de maravilhosas cachaças!

  2. A boemia Carioca com estilo único e muito bem preservado. A cachaça de alambique caiu de vez no gosto dos públicos mais exigentes. Viva a cultura Brasileira! Viva a nossa cachaça!

  3. Excelente texto Dirley, você retratou com requinte alcoólico, o desenrolar da família Rabelo pelos bares por eles adquiridos, agora 3 e em breve 4. Como diz o Serjão, “meu compromisso é com quem bebe” e nós que apreciamos a boemia, aguardamos o “Quinta categoria” surgir na Paulo Barros para conferir mais este sucesso, com certeza.

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