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Catarinenses criam a Rota da Cachaça de Luiz Alves

E os ‘catarinas’ seguem criando novos movimentos para recolocar o estado como um dos principais polos da cachaça no país, como já foi em tempos de antanho, quando a produção local abastecia barcos na rota para a região do Prata. Agora, os produtores de Luiz Alves, maior produtor do nosso destilado no estado, criaram uma associação, a Apcala, e estabeleceram um roteiro, a Rota da Cachaça de Luiz Alves.

Luiz Alves é um município cerca de 100 quilômetros ao norte de Florianópolis e relativamente próximo de cidades como Blumenau, Joinville, Penha e Balneário Camboriú. Seus ‘cachaceiros’ estendem seus canaviais por regiões lindíssimas e repletas de atrações, tanto naturais quanto advindas da mão dos imigrantes – açorianos, alemães, italianos, entre outros… – que colonizaram a região.

A Rota da Cachaça tem dez pontos, com relativa proximidade, numa concentração de cachaça por km² que supera a de municípios como Paraty (RJ) e Salinas (MG). Talvez seja mesmo a maior do mundo! Mas ainda é pouco perto do passado, quando o município já teve cerca de 100 engenhos, engenhocas e alambiques fazendo fogo.
Quem quiser percorrer todos os alambiques da cidade em um dia – o que, claro, seria um excesso, mas… -, consegue. Entre a Destilaria Rech, perto do portal da cidade, e o alambique da Wruck, já perto da saída para Blumenau, a distância é de menos de 25 quilômetros.rota da cachaça luiz alves

Os alambiques estão, claro, abertos á visitação. Entre os produtores da rota está a Bylaardt, que fez bonito no ano passado no Concurso Nacional de Vinhos e Destilados CMB Brasil 2018, levando duas medalhas Grande Ouro, reservadas para as bebidas de pontuação mais alta. Os dois rótulos da Bylaardt, da família Van Den Bylaardt – que produz desde a década de 1942, foram a Bylaardt Cachaça Premium Envelhecida em Barris de Carvalho e a Bylaardt Cachaça Extra Premium Envelhecida em Barris de Carvalho. Ou seja, a casa vale uma visita, sem dúvida.

Mas, em todos os alambiques, os visitantes poderão entrar em contato com os produtores, conhecer os detalhes da transformação da cana em néctar dos deuses, degustar as cachaças e fazer compras. As cachaças participantes da Rota da Cachaça de Luiz Alves são Rech, Spézia, Bompani, Morauer, Rossi, Bylaardt, Wruck e Flor da Cana.

Se quiser agendar, o contato é (47) 99181-4102. Mais detalhes também estão disponíveis na página do Facebook da Apcala. “Criamos agora a Rota da Cachaça de Luiz Alves e a resposta já está aparecendo. Já vemos um aumento da vinda de turisstas”, diz o secretário de Turismo, Vandrigo Wust, que lembra que opções de hospedagem, inclusive rural, fazem parte da rota.

“Fomos reconhecidos por lei como a terra da cachaça. E temos a nossa festa (Fenaca). Desde então, estamos retomando e só vem crescendo a produção. Os produtores estão reunidos para exportar para a União Europeia, via Luxemburgo”, diz Wust.

O projeto da Rota da Cachaça de Luiz Alves teve parceria do Sebrae-SC. O prefeito de Luiz Alves, Marcos Pedro Veber, é entusiasta da cachaça e conta com a iniciativa da Rota da Cachaça para trazer mais visitantes para o município, que, aliás, será palco, em julho, da 30ª edição da Festa Nacional da Cachaça (Fenaca).

Nosso colunista Manoel Agostinho Lima Novo já andou pelos alambiques de Luiz Alves. Veja o que ele achou.

2 Comentários

  1. Cada vez que leio um artigo da minha pequenina cidade mais orgulho tenho de ser Luizalvense

  2. A Cachaça Schoepping também é participante da Rota da Cachaça de Luiz Alves.

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