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Na Cachaça Santo Pecado – confesso que pecamos

Amigos, melhor dizendo, cachaçamigos, meu turismo alcoológico não terminou como vocês, seguidores dessa coluna, andam pensando. Ele segue acontecendo e a cachaça Santo Pecado foi o destino da vez.

É que tive muitos outros afazeres etílicos e, assim, só agora posso compartilhar com vocês.

Depois deste post, só festas e confraternizações – com cachaça obviamente.

O fechamento do turismo alcoológico de 2018 (em 2019 continua, tá?) foi há algumas semanas, na cidade de Bananal, no Vale do Paraíba.

Para quem não conhece, Bananal é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas, isto sem o povo de lá ter ouvido falar até agora do Turismo Alcoológico, claro.

Trata-se de uma pequena e bela cidade de São Paulo, que detém o título de possuidora da mais antiga farmácia do Brasil, funcionando até hoje. Inaugurada em 1830,  com o nome de Pharmacia Popular, ainda vende Engov e Eparema para aqueles que enfiam o pé na jaca (dica importante).

Bananal é pequena, mas tem prefeito. Uma curiosidade da cidade é que na eleição para prefeito em 2012, Peleco e Mírian, os dois finalistas ao Poder Executivo do lugar tiveram o mesmo número de votos (1.849). Entrou Mírian por ter mais idade. Prioridade! É, a Constituição tem dessas coisas, vantajosas para nós, os mais experientes.

Parando de falar da cidade, vamos ao que interessa: o que temos de cachaça na cidade da Mírian Bruno?

Há alguns anos fechou por lá um alambique que visitei. E até gostei muito. Pertencia ao meu estressado amigo Engel Maciel,  e estava instalado no Sítio Santa Inês, lar da Cachaça Minuca, uma homenagem à Dona Minuca, sua cara metade. Uma vez fechado, as atenções se voltaram para a Fazenda Aurora. santo pecado

A Aurora tem este nome porque fica no alto e bem longe, de lá se veem duas coisas:  a aurora boreal e a abóbora do areal. Uma fazenda que tem horta orgânica, um fantástico restaurante de comida caseira (e que comida!) e …. um alambique que produz nada mais nada menos que a boa Cachaça Santo Pecado. Mas convenhamos, seja na versão jequitibá, no carvalho ou nos blends, é sacanagem chamar a degustação dessa bela moça de pecado. Pecado, de fato, é comer como nós comemos, tendo comparecido como convidados do Clube Carioca da Cachaça em visitação à fazenda.

Fácil de chegar e difícil de sair, o alambique fica numa região privilegiada pela natureza.

O povo do ônibus que visitou comeu tanto que, na volta, o ônibus, de tanto peso, atolou na estrada, de onde só saímos porque um trator foi nos resgatar.

Isso sem falar nos frutos da horta. Para se ter uma ideia o ônibus voltou com uma mistura de aromas de manjericão, arruda, alfavaca, hortelã, etc… cada um que entrava passava com uma árvore  na mão. Teve um que trouxe mesmo um arbusto de louro,, Vai usar em feijoadas até 2040.

santo pecado 1Importante é dizer que o Odilon, o produtor, é um grande anfitrião. A recepção foi nota 10  e, na saída nem reclamou por termos depenado sua horta.

Parabéns e sucesso ao engenheiro aposentado e cachaceiro Odilon, pela acolhida em seu alambique centenário e pela cachaça Santo Pecado.

Voltaremos, porém mais comedidos.

Sempre com cachaça, com ou sem louro, manjericão, etc, fecho 2018 com um brinde a todos os devotos, apreciadores da branquinha, aficionados e cachacistas de plantão.

Boas Festas e um 2019 de sucesso e etilicamente promissor.

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