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Na terra das cachaças de Santa Catarina – Coluna do Agostinho

Por Manoel Agostinho Lima Novo

Quem disse que o turismo alcoológico havia acabado? Nada! Na semana passada, aliás, fui um pouco mais longe que de costume.

Soube que estava havendo em Brusque, interior de Santa Catarina, como em todos os mese de outubro, a Festa do Marreco. Aí, por que não?, arrumei a mala e fui degustar os marrequinhos barriga verde.

Mas, nem só de marreco vive o homem, principalmente um homem que sente o cheiro de uma boa pinga a quilômetros de distância. O que quero dizer com isso? O Google responde: Luiz Alves (a capital das cachaças de Santa Catarina) fica a apenas 70 quilômetros de Brusque. Partiu Luiz Alves!

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Luiz Alves, com s ou z, sabia das coisas… (O nome do município é homenagem, segundo uns, ao antigo dono de todas as terras por ali, o Luiz Alves; segundo outros, ao escravo e mensageiro dele, do mesmo nome, ambos viventes do século XIX, quando já se produzia muita cachaça por ali) Pois bem, esse cidadão deixou uma herança cachacística na região, uma espécie de Salinas catarinense ou uma Paraty dos alemães.

Se os germânicos são bons em tudo, não seriam na cachaça?

A primeira parada foi no Alambique Rech, onde o Odilson Rech e sua esposa Nina produzem a Cachaça Sacca uma homenagem à levedura e à gramínea que serve de matéria prima da bebida. Quer seja pura, no carvalho, no jequitibá rosa ou na amburana, o produto é muito bom. O alemãozinho sabe produzir pinga de primeira.

Atravessei a ponte sobre o Rio Itajaí e já estava com a taça na mão dentro do alambique da Spezia onde o Davenir me apresentava seus produtos: carvalho e amburana. Que delícia!rech

Agora, os marrecos de Brusque que esperem porque dali eu já estava vendo a loja da Cachaça Flor de Cana, onde a Aline nos recebeu muito bem, com aquela hospitalidade dos barrigas verdes, exibiu seus produtos e obviamente degustamos todos. Pena que não deu para visitar o alambique, já que era um pouco longe.

Meu estômago bateu fome e os marrequinhos bateram asas, tínhamos que voltar, deixamos para uma próxima visita os alambiques das cachaças Bylaardt e Wruck, mas na saída da cidade eis que aparece na beira da rua o alambique da Morauer. Já estavam fechando, mas a gentileza do produtor César fez ele abrir o alambique e nos oferecer o que tinha de melhor para degustar, amburana, carvalho, jequitibá e uma madeira que eu não conhecia, a tarumã. Tive que trazer uma para oferecer aos amigos.

O interessante da região é que eles produzem culturalmente, além da cachaça, a aguardente de melaço, carro chefe da produção catarinense, diga-se de passagem muito boa. Dá de dez a zero em muitos runs caribenhos.

Epa, chegamos em Brusque, na Fenarreco, depois da cachaçada do dia. Vamos embora que é hora da marrecada do dia, regado a cachaças de Santa Catarina.

Estão servidos?

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Um comentário

  1. Também pretendo conhecer Luiz Alves, vou anotar os alambiques para conhecer principalmente a madeira tarumã

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