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Santo Grau Pirajá: novo blend celebra 20 anos da esquina mais carioca de SP

Por Dirley Fernandes

O Pirajá, rede de bares extremamente paulistanos (o atendimento é bom) que emulam uma ideia de boteco carioca, está completando 20 anos. Para marcar a data, a casa lança a cachaça Santo Grau Pirajá Blend Coletivo 2018.

O blend especial foi criado em evento no bar com a presença de grandes nomes da coquetelaria e gastronomia paulistanas (faltou carioca, né?) e a base é a variedade da Santo Grau elaborada pela família Mello, de Paraty (RJ), produtores cuja história com a cachaça vem do século XVIII e que destilam, além da Santo Grau Paraty, as (ótimas) cachaças Coqueiro.

O engenho paratiense foi escolhido para a tarefa “pela sinergia com o bar e em homenagem às tradições e raízes culturais do Rio de Janeiro e do samba”. Na Fazenda Cabral, nas proximidades da baía de Parary, se produzem já a Santo Grau Pirajá e a Santo Grau Pirajá Velha Guarda, que recebeu recentemente medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas – Edição Brasil e que fazem tanto a alegria da turma do Samba do Trabalhador, quando, sob o comando de Moacyr Luz, eles trocam as tardes do Andaraí pelas noites na “esquina mais carioca de São Paulo”.

(A parceria Pirajá e Santo Grau, diga-se passagem, é muito natural, haja vista que a Cia. Tradicional de Comércio já foi sócia da marca num passado remoto, antes que o grupo Natique assumisse o leme do barco, com o sucesso que conhecemos.)Pirajá

O blend de cachaça branca e carvalho (contido) ficou bem simpático, com personalidade. Essa Santo Grau Pirajá é uma bebida densa, com 41% de teor alcoólico. O aroma remete a capim limão, com algum dulçor. O sabor é vibrante, com toque de agradável acidez, tradicional da Santo Grau Paraty e da Coqueiro. O final, remetendo à cana, persistente, convida para novos e novos goles, no ritmo de uma tarde de sábado em um boteco carioca – ainda que esse boteco seja na Faria Lima e o atendimento seja profissional.

Jean Ponce (Guarita), Paulo Carvalho (Mocotó), Luísa Saliba (Rota do Acarajé), Leandro Batista (Butique Umas e Outras e Cúpula da Cachaça), Paulo Leite (Sagarana), Manoel Beato (Fasano) e Maurício Maia (Cúpula da Cachaça) estiveram entre os afinadores do blend, ao lado de Luis Henrique Munhoz e Glauco Mariano, da Santo Grau e o próprio produtor, o insigne Eduardo Mello.

A embalagem é, dentro da proposta, despojada e digníssima, como um boteco carioca – um Cachambier, um Bar do Momo, um Bode Cheiroso… – sabem ser. A garrafa é a âmbar, de 600 ml, com funcional rolha plástica, e o rótulo tem traços e cores modernistas.

Mais um bom motivo para visitar o Pirajá (Av. Brigadeiro Faria Lima, 64) e outros quatro endereços. Mas quem não puder, procure por aí, online e offline, que a Santo Grau Pirajá Blend Coletivo 2018 será distribuída Brasil afora. No site da Cia. Tradicional de Comércio sai a R$ 55 (clique aqui).

Mais sobre a história da Santo Grau? Leia aqui a entrevista com o presidente da Natique Osborne, Luis Henrique Munhoz.

Outras cachaças? Vá para a seção Cachaças de A a Z.

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