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Festival Mundial da Cachaça: 65 marcas para fazer a festa do devoto em Salinas

Por Dirley Fernandes

“Foi uma correria doida, mas está tudo pronto”, garante Eilton Santiago, presidente da Associação de Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (MG), responsável por tocar o 17º Festival Mundial da Cachaça de Salinas, que acontece no próximo fim de semana (de 20 a 22 de julho).

Apesar das dificuldades (“o dinheiro está mais curto, foi tudo em cima da hora”), Eilton comemora – com razão – a presença de 65 expositores nos pavilhões da festa. Imaginando cada um desses produtores apresentando três variedades de cachaça o devoto terá à sua disposição cerca de 200 cachaças para degustação.

Se lembrarmos que grande parte dessas moças é da região de Salinas, território sagrado da cachaça de alta qualidade, percebemos que, no próximo fim de semana, o paraíso sobre a Terra estará lá naquela cidade que tem o título oficial de “capital nacional da cachaça” (leia aqui).
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O Festival Mundial da Cachaça, em sua 17ª edição, sem dúvida, vale a longa viagem para esse município do Norte de Minas (a 640 km de Belo Horizonte). A confraternização e troca de ideias com os produtores tradicionais, icônicos, que escreveram desde a década de 1940 a história de qualidade daquela terra abençoada não tem preço.

E as cachaças, com a marca da terra seca e quente no aroma e no sabor, são únicas. Indaiazinha, Canarinha, Anísio Santiago, Sabiá, Tiziu, Tabua… são mais que poemas, são as coisas mais lindas que se pode saborear. Há cachaças de fora da região também, que não deixam a dever às locais, a exemplo da gaúcha Weber Haus, que participa pela primeira vez do evento com stand próprio.

Além da programação no pavilhão – que inclui shows do grupo Falamansa, entre outros, e gastronomia, com a Cozinha Show do chef Penninha. –, os eventos em torno do festival abrangem ainda visitas a alambiques, inclusive ao da Anísio Santiago/Havana, ao Mercado Municipal, com a vasta oferta dos produtos típicos do norte de Minas, e ao excelente Museu da Cachaça.

Uma boa novidade do Festival Mundial da Cachaça desse ano é a participação da Cerveja Backer, de Belo Horizonte, com  variedades que combinam bem com os bálsamos da região. Nos três dias do evento, são esperadas 40 mil pessoas visitando a cidade. “Já tem gente vindo de nove estados, inclusivo do Pará”, conta Eilton, que é membro da família Santiago, do patriarca Anísio, o tropeiro que, ao começar a produzir cachaça na Fazenda Havana, deu origem à lenda de Salinas, e produtor da gloriosa Cachaça Canarinha.

Mais sobre Salinas aqui.

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