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Um breve circuito por alambiques de São Paulo – Coluna do Agostinho

Por Manoel Agostinho Lima Novo

No final de semana retrasado fui visitar três alambiques de São Paulo, mais precisamente no Circuito das Frutas e no Circuito das Águas – aliás, isto sugere a possibilidade da criação de um Circuito da Cachaça.

A primeira parada foi na cidade de Amparo e, como não podia ser diferente, fui amparado (que trocadilho sem graça!) por um tonel de jequitibá, dentro do alambique da Cachaça da Torre.

Renê Barreto, o homem do alambique, começou a produzir cachaça há 20 anos, mas tem pouco tempo que a tornou comercial. O nome vem de uma cidade da Itália onde a família nasceu, chamada Torre de Annunziata, daí os nomes da cachaça e da fazenda que fica ali em Areia Branca – que melhor estaria representada se fosse chamada de Poeira Branca, porque areia não tem nenhuma.
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Embora o Renê seja o produtor, quem segura a batuta mesmo é  a Viviane Baldim, não confunda o nome dela com baldim de cachaça (outra piada sem graça, estou piorando). Ela apresentou-me a branca armazenada em jequitibá e uma série de blends de jequitibá e carvalho.

Após a calorosa recepção da Viviane, parti, seguindo o faro dos cães, da fazenda até a estrada, ganhei o asfalto e dei sequência ao caminho em  busca dos alambiques de São Paulo, chegando em outra instalação, indicada por uma amiga que fazia parte do passeio.

Fui cair num alambique clandestino, o da Cachaça da Moenda, uma verdadeira

água sanitária que, se pingar num móvel, fura a madeira. Óbvio que fiquei apenas no cheiro da mesma. Sorte que retornei ao asfalto e peguei o caminho para Bragança Paulista, que, além do Bragantino e de dona carolinalinguiça, também tem cachaça.  

Lá, no Hotel Fazenda Dona Carolina, que, em verdade, fica em Itatiba, vizinha de Bragança, ponto histórico ligado, em séculos passados,  à cafeicultura, encontrei um local digno de um belo passeio, com direito a um brilhante almoço. mas, antes do dito passeio cercado pelos canaviais, foi momento de degustar num espaço bastante pitoresco quatro deliciosas variedades da Cachaça Dona Carolina: a branca, em jequitibá, e as envelhecidas em carvalho americano de 3, 5 e 8 anos, verdadeira relíquia etílica.

E o mais interessante: perto do restaurante tem um redário, isto mesmo, local onde há várias redes presas nas árvores. Será que preciso dizer para que servem estas redes? Será também necessário falar para vocês o que fiz no redário, depois da degustação e do almoço?

Olho aberto, disposição a postos, carro já na posição de saída, foi a hora de voltar dessa pequena aventura pelos alambiques de São Paulo. Belo passeio, belas companhias, excelentes cachaças… Quero voltar!

Um comentário

  1. Helio Cesar Gomes

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