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Tour pelos alambiques mineiros VI – Coronel Xavier Chaves

Por Manoel Agostinho Lima Novo

Bom, dando continuidade ao nosso turismo alcoológico pelos alambiques mineiros…

Saindo de Pitangui (MG), onde degustamos excelentes cachaças (leia nesse post aqui), retomamos a rodovia, sacudimos a poeira e fomos parar em Divinópolis.

Depois de visitar a fábrica de alambiques daquela cidade – lembrando que lá só tinha equipamentos e nós não degustamos equipamentos –, estava faltando o quê? CACHAÇA.

Uai, onde tem cachaça boa por aqui? Resposta: bem pertim daqui sô… Mas tínhamos que continuar viagem.

Já sabíamos que a Chico Valim, em Oliveiras, não estava produzindo naquele ano. O alambique estava parado, conforme me falou o responsável pela marca, Tadeu Moreno. Ficamos triste e preocupados: será que ela volta a ser produzida? Tomara.

Nosso jeito foi ajustar a rota, como convém a um velho marinheiro. Próxima parada na jornada pelos alambiques mineiros: Coronel Xavier Chaves. Assim seguimos viagem. Vamos em frente que atrás vem gente, e gente sóbria demais, que é pior de nos entender.

Ao chegar à cidade, ainda na entrada a nossa bússola, que é movida a etanol, nos apontou à direita o alambique da conhecidíssima Cachaça Jacuba.

Jacubando pra lá, jacubando pra cá,  fomos recebidos pelo seu misterioso produtor e seu experiente alambiqueiro Josafá, que nos fez visitar toda a instalação, num sobe e desce terrível. E nós, em verdade, só queríamos experimentar uma dose pequena da cachaça envelhecida em carvalho 3 anos. Parece que o Josafá percebeu isto e deixou a degustação para o final… Fazer o quê? Esperar.  

Josafá (o da Bíblia) foi rei de Judá e seu povo esperou 25 anos para vê-lo fora do governo; não nos custava esperar não 25 anos, mas uma hora para degustar a preciosidade da qual ele tanto se orgulhava de falar.

De lá, partimos para a Fazenda Boa Vista onde a família Chaves nos recebeu no seu alambique, aliás um alambique construído pelo irmão de Tiradentes e até hoje produzindo, nas mãos da oitava geração, as famosas e deliciosas Século XVIII e Santo Grau Cel. Xavier Chaves.nando chaves

É um alambique pitoresco, com estrutura histórica, e seus produtores recebem com a típica simpatia dos mineiros. Dá gosto ouvir  as estórias do Nando Chaves falando de cachaça com muito amor e empolgação naquele sotaque bem carregado.

Ah, não dá para esquecer a linguiça flambada que servem na degustação. Ainda de quebra, tem as folhas de peixinho (uma planta cujas folhas fritas transmitem gosto e cheiro de sardinha frita), que depois seriam furtadas pelas meninas da excursão.

Chegou a noite e partimos para Tiradentes, cidade histórica e turísticas que fica bem próxima a Coronel Xavier Chaves. Lá, pernoitamos depois do jantar regado às boas cachaças colhidas pelo trajeto.

Dia seguinte… bom dia seguinte fica para a próxima. Na próxima etapa do tour pelos alambiques mineiros, iremos a Prado, mais precisamente em Bichinho, onde visitaremos a Mazuma Mineira e a Tabaroa. Esperem mais aventuras mineiras, antes de voltarmos à Cidade  Ainda Maravilhosa.

Quer ler os episódios anteriores dessa viagem do colunista por Minas? Clique aqui.

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