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Pelos alambiques de Minas IV: na casa da Cachaça Vale Verde

Por Manoel Agostinho Lima Novo

E a viagem continua… Tenham paciência. Este turismo alcoológico vai longe…

Saímos de Brumadinho (leia aqui sobre nossa passagem pela cidade) e seguimos rumo a Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Senhores passageiros, próxima parada: Parque Ecológico da Cachaça Vale Verde.

vale verde

 

Vocês, assíduos leitores, sabem o que eles produzem por lá? Conta pra ninguém não, mas é desse lindo ambiente que sai a campeã do I e do III Ranking Cúpula da Cachaça. Uma bicampeã. Tem noção do que é isto?

Bom, falando do parque, ele está temporariamente fechado. Os custos altos e a frequência menor por conta da crise afetaram o equilíbrio do empreendimento. Mas a perspectiva é que ele volte a ser aberto até o fim do ano. O local tem um minimuseu, um restaurante, uma maravilhosa cave, criadouro de pássaros e de répteis, restaurante, loja, bistrô, um lindo orquidário, um laguinho para pesca e… um alambique.

vale verde 1
Foto: Aventure-se.com

Deste alambique, continua saindo a Cachaça Vale Verde Pura, Vale Verde 3 anos em carvalho, a Vale Verde 12 anos, também em carvalho – grande campeã do Ranking – e a Minha Deusa, em cujo rótulo o produtor, Luiz Otávio Possas Gonçalves, homenageou seus três amores: a esposa, as orquídeas e a cachaça. Ficamos muito tempo por lá, almoçamos, desfrutamos do parque, papeamos com o produtor e degustamos várias cachaças.

De lá, ripa na chulipa, que tem mais alambique para visitar. Nossa intenção era conhecer a Cachaça Palato Goumert, em Onça de Pitangui, onde o Paulo Baldi, produtor, nos receberia. Mas, nesse dia, a onça deu com os burros n’água, melhor dizendo, nós demos. Por conta da chuva, a estrada de barro que nos levaria ao alambique estava interditada. Fomos pedir informação a um morador local e este nos disse que, no próximo município, tinha uma cachaça “medonha de boa”. Depois, conhecemos o prefeito da cidade, que gosta muito de cachaça, aliás, ele e os outros dezessete habitantes apreciam a branquinha.

Aliás, o prefeito nos convidou para visitar mais a cidade quando passássemos outra vez por Onça do Pitangui. Segundo ele, ninguém vai pra Onça, as pessoas vão para um lugar qualquer e passam em Onça. Fui obrigado a concordar.

Sem o retrogosto da cachaça da onça, partimos para a próxima cidade. Nem precisou ajustar a rota, pois já estávamos no caminho. Se nós não degustamos cachaça em Onça do Pitangui, então vamos para Pitangui, sem onça mesmo.

Nossa jornada em Pitangui, fica pra próxima. Prometo falar da visita a três cachaças naquela cidade, aliás todas bem assinadas pelo meu grande amigo e tão admirado Armando Del Bianco. Esperem, vai valer a pena.

Tchau Onça, até a próxima passagem por aqui.

Leia os outros capítulos do tour pelos alambiques mineiros aqui.

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