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Rio assume vice-liderança nas exportações de cachaça e Apacerj tem novo presidente

Os números fechados das vendas externas de cachaça em 2017 mostraram o Rio de Janeiro numa posição bem favorável. Apesar de não estar entre os cinco maiores produtores do país, a cachaça fluminense é a vice-líder nas exportações entre os estados. Os produtores fluminenses venderam US$ 2,01 milhões no exterior ao longo do ano, número 23,9% maior do que o de 2016.

Com isso, o Rio de Janeiro reocupa a posição de segundo maior exportador de cachaças do país, atrás apenas de São Paulo. A vice-liderança foi ocupada em 2016 por Minas Gerais, que agora caiu para sexto, com vendas de US$ 865 milhões. Pernambuco manteve a terceira posição.

“Os produtores do Rio tem uma articulação muito boa com o Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça) e com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), entidades que têm feito um bom trabalho”, diz Carlos Alberto Mariz, novo presidente da Apacerj-Cachaças do Rio (Associação dos Produtores de Cachaça do Estado do Rio de Janeiro). “O pessoal aderiu rápido a essas iniciativas e houve uma boa interação. Hoje, quase todos os produtores da Apacerj são exportadores”.

Nova diretoria da Apacerj

“Ainda não sei direito o que fazer, mas tudo bem”, diz um bem-humorado e um pouco preocupado Mariz, que é proprietário da Cachaça Tellura, de Campos (RJ) . O advogado e empresário substitui na presidência da Apacerj-Cachaças do Rio Kátia Alves Espírito Santo, da Cachaça da Quinta, que passa a ocupar a vice-presidência da entidade. Vicente Bastos Ribeiro (Cachaça Fazenda Soledade) na secretaria-geral e Eli Werneck (Cachaça Werneck) no Financeiro completam a diretoria.

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Carlos Alberto Mariz, da Cachaça Tellura

 

A escolha de Mariz foi, até certo ponto, surpreendente, já que a Tellura é o primeiro investimento dele no setor e só chegou ao mercado em 2015. “Eu disse, no momento zero, que não era o mais indicado, exatamente por estar há pouco tempo no mercado, mas os associados insistiram”.

Mariz diz que o momento é de transição. “A Apacerj-Cachaças do Rio é uma associação que não tem um escritório, para que se possa ter um histórico de atuação. A Kátia, que agora é vice-presidente, continua tocando coisas que estava fazendo e me passando aos poucos”.

O novo presidente evita anunciar iniciativas. “Há um plano estratégico para a Apacerj. Estou marcando uma reunião, junto com o Sebrae, para, junto aos associados, rediscutir esse plano e, a partir daí, delinear ações e seguir em frente”.

Mariz diz que o principal projeto de capacitação da Apacerj, o Embaixadas da Cachaça, pode entrar em nova fase, mas só a partir de meados do ano. “A Kátia iniciou e está com o projeto todo alinhado; vai finalizar até abril ou maio. Depois, a gente vai ver o que fazer, onde é possível melhorar…”, diz. “Faltam recursos, mas contamos com a parceria do Sebrae, que eu espero conseguir manter”.

Tellura

Sobre a Tellura, Mariz diz que tem “apanhado bastante”. “Quando eu resolvi construir a fábrica, fui atrás de uma consultoria em São Paulo, porque sabia que era difícil vender cachaça. Mas me venderam uma coisa mais romântica, mais simpática do que a realidade”, diz ele. O investimento na Tellura foi de R$ 6 milhões para uma área de produção com capacidade para 500 mil litros/ano. “Eu deveria ter feito uma coisa menor”, admite, sem perder o bom humor.

“Sinto uma grande resistência nos pontos de venda por causa de grandes marcas estabelecidas que fazem uma espécie de reserva de mercado; é um sistema que a gente vai tentando minar aos poucos”, conta.

O produtor tem buscado justamente o mercado externo como alternativa para os resultados aquém do esperado. “No nosso projeto, a exportação era um segundo passo, mas estamos fazendo uma série de gestões, em contato com pessoas que já fizeram operações lá fora. O foco é Alemanha, Estados Unidos e China”, diz ele, que também anuncia que a Tellura estará no Cachaça Festivals UK 2018 (leia sobre o evento aqui).

Por Dirley Fernandes

2 Comentários

  1. Parabéns para os produtores do precioso líquido, do RJ.

  2. Parabens aos produtores de cachaça de alambique fluminenses. Temos que ser mais bairristas. Com perseverança alcançaremos a liderança.

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