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Pelos alambiques de Minas III: Prazer de Minas e Segredo do Patriarca

Por Manoel Agostinho Lima Novo

Carnaval acabou, é hora de trabalhar, no caso, escrever.

Bom, vamos então reembarcar no meu turismo alcoológico e reviver a terceira etapa da nossa viagem. (Quem não leu as duas etapas anteriores, pode encontrar os posts aqui.)

Partindo de Belo Vale, onde conhecemos a Rainha do Vale, seguimos para Belo Horizonte para descansar e o motorista poder beber uma daquelas preciosidades que recolhemos em nosso caminho e já ocupavam boa parte da mala do carro.

Dia seguinte, pé na estrada, digo pneu na estrada.

Pelo nosso planejamento, o próximo local a ser visitado na nossa jornada pelos alambiques mineiros seria em Ribeirão das Neves, onde o Luiz Flamarion produz a famosa Cachaça Áurea Custódio. No entanto, descobrimos que o Luiz estava reformando a estrutura do alambique, então tivemos que fazer uma ajuste de rota.

Estudando um pouco as veredas de Minas, resolvemos colocar a nossa Maria Fumaça no rumo de Esmeraldas, onde nasce a delicada Cachaça Prazer de Minas. Sempre que se fala desta cachaça, vem a lembrança do saudoso Euler Chaves, que foi para o alambique de cima há pouco mais de um ano.

Para degustar, tínhamos de tudo: jequitibá e carvalho, com envelhecimentos de 2, 3, 5 e 10 anos – esta de 10 anos, aliás, é uma joia, que vale o preço (R$ 1.350 no Rei da Cachaça). Porém, eu precisaria vender meu carro para comprá-la. Quando a vi e admirei os escorpiões que estavam no bolso se mexerem, mas é um prazer de Minas fora do alcance desse aposentado.

Barris de carvalho da Prazer de Minas
Barris de carvalho da Prazer de Minas

Cachaças degustadas, partimos rumo a Pitangui, mas antes tínhamos uma parada em Brumadinho, onde a dona Maria da Paz Arruda esperava com torresmo, linguiça frita e garrafas da Cachaça Segredo do Patriarca, uma cachaça pura, que traz aromas vegetais com notas de grama recém cortada, uma delícia.

maria da paz
Maria da Paz: Segredo do Patriarca

Dona Maria da Paz é aquela mineirinha que fala com timidez, oferece de tudo e se você recusar a provar, ela vai ficar aborrecida. Travei conhecimento com ela em Curitiba e, de lá prá cá, passei a apreciar a sua cachaça. Ela tinha a Dômina Suave, em jatobá, mas, aqui pra nós, acho que ela parou de fabricar, porque sempre que eu falava sobre o tema, ela desconversava, botando a mão na boca, como se fosse um segredo.

Feitas as honras da casa, conhecemos as instalações, tiramos fotos, um beijinho, tapinha nas costas e carro ligado… temos muito ainda pela frente. Nossa próxima parada é o Parque Ecológico Vale Verde, em Betim. Este parque é tão grande que vocês terão que esperar até semana que vem para saberem sobre ele.

Prometo voltar, volto rápido. Enquanto isso, leiam sobre as outras etapas da viagem aqui. Fuiiiii.

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