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Coluna do Agostinho: uma viagem pelos alambique mineiros I

Por Manoel Agostinho Lima Novo

Pessoal, voltei, e vim com bateria nova e muita disposição para mais postagens aqui no Devotos.

De nova, tenho para contar a vocês que, um pouco antes do Natal, dei continuidade ao meu turismo alcoológico, visitando alambiques pelas terras mineiras.

A bordo do meu calhambeque, eu, minha equipe do Clube Carioca da Cachaça, GPS, Waze e bloco de relatórios nas mãos, partimos.

Separei dois alambiques por artigo para que vocês possam também se deliciar um pouco com a viagem, como nós, com certeza, fizemos.

A primeira parada, para esticar as pernas, foi no Salvaterra, na entrada de Juiz de Fora, onde, diga-se de passagem, há a venda de boas cachaças. Mas nós não gostamos de cachaça, não é mesmo?

Logo depois, seguindo na direção do bairro São Pedro, ainda em Juiz de Fora, chegamos ao alambique da Cachaça Tradição Mineira, comandado pela Dona Marlene. Visitamos todas as instalações, conversamos bastante sobre os detalhes da produção com ela. E, já ia me esquecendo, minha equipe degustou boas cachaças.

Marlene é aquela mineira que faz tudim caprichadim demais da conta. E a danada é, de fato, boa produtora sô! A muié capricha no trem mermo, uai!

O colunista e Dona Marlene, da Tradição Mineira (Juiz de Fora-MG)
O colunista e Dona Marlene, da Tradição Mineira (Juiz de Fora-MG)

Em atividade desde 1982, o alambique produz cachaça pura, carvalho dois anos e a top, uma carvalho envelhecida por oito anos.

Beijinho no rosto, aperto de mão, calhambeque na estrada. Nossos planos era visitar a Cachaça Cavalo de Ouro, em Barbacena, produzida pelo grande Jurandir, mas o alambique está em reforma e tivemos que abortar o plano inicial. Logo, o próximo passo foi eleger a próxima candidata.

Mais alguns quilômetros e estávamos em Conselheiro Lafaiete, mais ainda não é ali. Tem que rodar mais um pouco pra chegar em Itaverava, onde o Arnaldo Ribeiro, e seu pai, o conhecidíssimo Zé Carlos, além de produzir a Cipó da Serra e a Taverna da Minas, entre outras, ainda tem uma escola de formar alambiqueiros.

Os caras estão mesmo envolvidos com a cachaça. Implantaram um sistema de automação para a produção da nossa branquinha, o conhecido Cachaça Gestor, e tem curso pra tudo que envolva cachaça, além de um alambique de botar inveja em muitos produtores. “Já que a gente vai ensinar alguém, vamos ensinar direito.” Este é o mote deles.

Eles produzem a jequitibá, carvalho, amburana e castanheira.

Tavena de Minas:alambique e escola
Tavena de Minas: alambique e escola

Agora, vamos buscar um hotel com estacionamento, já que todos degustaram cachaça e ainda estou aqui só bebendo água. Fazer o quê? Fui o encarregado do volante. Carro parado, traga todas daquelas que trouxemos do caminho para este pobre coitado do motorista fazer a sua degustação.

Para nós, amanhã tem mais; para vocês, só semana que vem. Uai, sabe perar não, sô?

Um comentário

  1. Venham visitar a gente em Barra longa MG. O alambique da Tiara na fazenda Jurumirim. 75 anos de história..
    Ficamos pertinho de ouro preto e adoramos receber. Grande abraço. Gabriela

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