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Cachaça e turismo: 5 destinos de feriado para agradar ao devoto e à família

Na caixa de correios, veio a questão:

Prezados devotos da cachaça. Com a proximidade do feriado (12 de outubro), estou pensando em viajar com minha mulher e dois filhos. Vocês indicariam um lugar para onde eu pudesse ir e visitar um alambique ou coisa parecida. Sou um devoto morador do sul de Minas.  Parabéns pelo site. Arnaldo”

Caro Arnaldo, cachaça e turismo combinam, sim. Considerando a sua geolocalização, o Devotos sugere cinco destinos com potencial para agradar as crianças, contentar a patroa e fazer carinhos na sua alma devota. Poderíamos sugerir alguns outros, mas o post ficaria interminável, tal é a variedade de alambiques, paisagens e atrações dos rincões desse país. Então, escolha um desses e seja feliz, com a graça de Nossa Senhora Aparecida.

Tiradentes (MG)

seculo xviii

Provavelmente, esse é o destino mais perto de sua casa. A cidade é um tesouro da arquitetura colonial brasileira, com seus prédios e igrejas – em especial, a joia barroca que é a Matriz de Santo Antônio –, e uma testemunha da história da luta pela liberdade do povo das Minas de fins do século XVIII. A criançada vai aprender muito andando pelas ruas e se divertir brincando nas muitas pousadas da região.

Já você poderá apreciar ótimas cachaças nos bares no Largo das Forras e cumprir, na cidade ao lado, Coronel Xavier Chaves, um ritual iniciático para todo devoto de alto coturno: visitar a Fazenda Boa Vista, onde os Chaves produzem a cachaça Século XVIII.

Os Chaves descendem do alferes Joaquim José da Silva Xavier e consta que o engenho da Boa Vista faz fogo desde o tempo em que o Tiradentes galopava por essas bandas sonhando com um país livre. Pergunte ao Nando Chaves. É visita imperdível. Ah, e se não falei, a cachaça Século XVIII é uma das melhores bebidas produzidas nesse planeta.

Conservatória (RJ)

Cidade romântica, das serestas e das praças, da paz e dos pássaros, no coração do Vale do Paraíba. Cheia de fazendas históricas e pousadas com grandes áreas de lazer, é destino bom para a criançada aprender história e se esbaldar no contato com a natureza. E você, Arnaldo, poderá juntar cachaça e turismo aproveitando para visitar o alambique da cachaça Vilarejo. Se tiver um pouco mais de disposição, pode esticar a Rio das Flores (50 quilômetros, passando por Valença, que também merece uma visitinha). Ali está o alambique dos Werneck, onde se produz cachaça com os requintes da melhor artesania. Ah, e na volta, no município de Valença, com sorte, poderá visitar a Fazenda Santa Rosa, onde se produz a finíssima cachaça Santa Rosa.

Paraty (RJ)zabe

Se for falar de Paraty, o post acaba sem dar conta da descrição das maravilhas do lugar. O mar recortado com capricho pelo grande arquiteto do universo, o Centro Histórico guardando mistérios de piratas, escravos, sinhazinhas e contrabandistas desde o século XVII, as igrejas… Mas o coração do devoto bate forte diante do tesouro que fez a fama e perpetuou a cidade no imaginário e no léxico brasileiro: a cachaça.

Todos os alambiques da cidade são de fácil visitação, pela proximidade do Centro e pela hospitalidade. A família Melo, que gurda uma tradição de 200 anos na produção da mais fina cachaça, recebe com fidalguia na Coqueiro; a Pedra Branca oferece uma visão privilegiada da baía de Paraty; a Engenho d’Ouro tem um restaurante típico de roça delicioso e fica ao lado de uma cachoeira em plena Mata Atlântica e a Cachaça Maria Izabel é produzida simplesmente no mais belo alambique do Brasil. Leia sobre ele aqui.

Betim

A cachaça Vale Verde não é produzida só num alambique. Em verdade, ela está inserida num grande parque ecológico, um complexo de lazer extremamente bem estruturado. Numa área ricamente ajardinada, tem tirolesa, pedalinho, macacos e muitos, muitos pássaros. Além disso, o restaurante é ótimo e o alambique, onde se produzem os lotes limitados das variedades das cachaças Vale Verde e Minha Deusa, é aberto à visitação.vale verde

Fortaleza

Ok, Arnaldo, você quer ir um pouco mais longe no feriado para cumprir a missão de aliar cachaça e turismo. Que tal Fortaleza? Muita praia, sol e humoristas para a criançada, com peixes e lagostas no cardápio. O destino para o apreciador da cachaça é Maranguape. Ali, fica a mais antiga fábrica da Ypioca. Mas a atração para agradar crianças e adultos é o Ipark, uma grande área de lazer montada pela produtora, que tem espetáculos de circo e atrações de aventura. Para os marmanjos, há o Museu da Cachaça, contando a história do destilado e, sobretudo, da família Telles, que criou a marca no século XIX, além do famoso ‘maior tonel do mundo’.

É isso aí, Arnaldo. Boa viagem e divirta-se!

Você pode ler sobre a cachaça Werneck e a Engenho d’Ouro na seção  Cachaças de A a Z.

2 Comentários

  1. Excelentes escolhas! Eu acrescentaria a visita a Bichinho, colada em Tiradentes, para visitar os alambiques da Tabaroa e da Mazuma, além da incomparável Século XVIII, mencionada na matéria. Abraços.

    • Dirley Fernandes
      Dirley Fernandes

      Rapaz! Eu ia citar, mas na hora acabei esquecendo de Bichinho, da Tabaroa e do Tempero da Ângela. Obrigadíssimo pelo adendo. Abraço!

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