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Sobre os primeiros números do Ranking Cúpula da Cachaça

O III Ranking Cúpula da Cachaça, cuja primeira fase começou em 7 de setembro, tem promovido uma mobilização poucas vezes vista em torno do destilado nacional brasileiro. Em 22 dias, o número de participantes na Votação Aberta, a primeira fase do certame, já chegou a 18 mil devotos, que apontaram centenas de cachaças diferentes como as suas favoritas.

Como a Votação Aberta segue até 7 de novembro, o número de votantes até agora indica que a participação do público deverá ser a maior da história do concurso. A primeira edição (2013/2014) teve pouco mais de 4 mil votantes; na segunda, foram mais de 23 mil.ranking cúpula da cachaça

Os números indicam alguns fatores que trabalham em conjunto. O primeiro é o alto nível de credibilidade alcançado pelo Ranking Cúpula da Cachaça, que se tornou referência importante no mercado. Obter um lugar entre os 50 rótulos que participam da Degustação às Cegas é uma aspiração de muitas marcas, que, dessa forma, conseguem um aval que abre muitas portas, no Brasil e, eventualmente, até no exterior, como já foi testemunhado por inúmeros produtores.

O segundo fator – de alguma forma, consequência do primeiro – é o engajamento dos produtores com o Ranking, em especial nas redes sociais, que têm sido tomadas por posts e artes especiais de campanha das marcas, num esforço que envolve desde marcas líderes e produzidas por multinacionais até cachaças de alcance regional. O efeito colateral – que, na verdade, ao cabo, será o mais importante – é o aumento da visibilidade da cachaça como um todo, um benefício que é maximizado pela ligação com um evento que celebra e trabalha o conceito da alta qualidade e do aprimoramento da produção.

O terceiro fator que explica a participação expressiva no Ranking Cúpula da Cachaça é o aumento de um interesse ativo do público em geral com a cachaça. A multiplicação de grupos de apreciadores, clubes, confrarias etc…, o trabalho de bartenders criativos e o aparecimento de novos players no mercado que fazem esforço para ampliar o número de devotos do destilado nacional se refletem no aumento do número de marcas de cachaça nas prateleiras de bares, restaurantes e supermercados, assim como no número de pessoas que se dispõem a votar num ranking de cachaças.

A ação desses novos players, à frente de marcas que chegam ao mercado mostrando qualidade e criatividade, muitas vezes, é direcionada para o rejuvenescimento do público da cachaça e o foco principal, então, recai sobre a coquetelaria, que vive uma efervescência no país, em disputa com bebidas mistas e destilados ‘neutros’.

Em outros casos, a busca é por um público mais elitizado, em embate com outros destilados, em especial o whisky. Ainda há marcas que têm por estratégia oferecer um produto de qualidade a preço interessante, tornando seu produto acessível a uma larga faixa da população (e aí é dar acesso mesmo a quem simplesmente deixaria de beber uma dose de destilado decente se o preço fosse mais alto).

São todas estratégias válidas e complementares que estão transformando o mercado da cachaça e criando um ambiente desafiador para marcas mais tradicionais que, normalmente, se garantem extremamente bem da porteira para dentro, mas, não raro, se revelam tímidas e, eventualmente, até amadoras da porteira para fora. Como dizia Bob Dylan, the times they are a-changin’.

Mais sobre o III Ranking Cúpula da Cachaça, leia aqui.

 

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