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Brasileiros e holandeses em busca de melhorias na produção de cachaça

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Parece uma ideia legal juntar equipes formadas por estudantes brasileiros e holandeses para trabalhar em grupo em busca da solução para um problema de algum setor da indústria? Muito, não é?

E se esse problema prático for na cadeia de produção de cachaça? Ótimo! Pois é isso que vai acontecer em outubro, numa conexão entre estudantes da terra das Alterosas e da Avans Hogeschool, que fica em Breda, na província de Brabante do Norte, sul da Holanda.

Durante o BiobasedBattle – Competição Internacional de Bioeconomia, até dez equipes de estudantes de graduação ou pós-graduação da UFMG, UEMG e Unimontes, entre outras instituições, vão trabalhar juntos em busca de resposta para uma questão bem direta: “Como reaproveitar o vinhoto no processo produtivo da cachaça?”.

(Antes de prosseguir, é preciso primeiro explicar o que é bioeconomia. Trata-se de um campo de estudos no qual o conhecimento e as ferramentas tecnológicas são utilizados para buscar soluções sustentáveis para questões de setores econômicos que lidam com seres vivos.)

As equipes – em número de dez, formadas cada uma por quatro brasileiros e quatro holandeses, misturados e se comunicando via Skipe, em inglês – trabalharão em conjunto durante uma semana para, ao final, apresentar soluções para a questão do vinhoto. A mais inovadora, aplicável, sustentável e interessante leva o prêmio. As apresentações das equipes ficam à disposição dos interessados em aplicá-las em suas empresas.

O vinhoto é um líquido malcheiroso, subproduto da destilação, o que sobra depois de uma alambicada – geralmente, é produzido sete litros de vinhoto para cada litro de cachaça. Esse produto concentra toxinas e seu descarte em rios ou lagos é vetado pela lei. Normalmente, ele é reutilizado como fertilizante, já que contém matéria orgânica, ou apenas depositado em fossas.

Vamos ver as soluções aplicáveis à produção de cachaça que mineiros e holandeses trabalhando juntos vão apresentar para melhorar o reaproveitamento desse material, que tanto pode matar peixes quanto ajudar a criar mais vida nas lavouras.

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