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Cachaça Porto do Vianna: nasce a irmã mais nova da Gouveia Brasil

Por Dirley Fernandes

A nova cachaça do Grupo Gouveia Brasil chega ao mercado nessa sexta-feira (22/09)  batizada com o nome Porto do Vianna. É cachaça confortável e quase perigosa de tão fácil de beber. Se guarda semelhança com a irmã mais velha e mais sofisticada – a Gouveia Brasil Extra Premium –, é pela suavidade. Porque a Porto do Vianna é moça menos misteriosa… mas é gostosa.

Já aviso que vale com folga o preço que o freguês vai pagar por ela. Mas vamos dar o quadro completo.

O nome: Porto do Vianna é a localidade entre Turvolândia e São Gonçalo do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, onde se estabeleceu a família Gouveia, lá pelos idos de 1900. Ali seria construída, na primeira década do século passado, uma ponte sobre o rio Sapucaí. Os avós de Roberto Brasil, hoje o boss da Gouveia Brasil, alimentaram os peões com comida… e cachaça.

Essa história, já contamos com detalhes aqui nesse post.

A ponte pênsil Afonso Penna, inaugurada em 1911, agora estampa o lindo rótulo azul-dourado retrô da Porto do Vianna, que completa com muito bom gosto a garrafa de tom vintage.

A cor: um belo tom dourado claro, próprio do carvalho americano no qual ela matura por três anos – desta feita, os blends do mago Armando del Bianco (responsável pelo alambique), são feitos apenas entre os líquidos envelhecidos e descansados nos barris dessa madeira.

Os aromas: não há muita complexidade; os tons são adocidados e fortemente perfumados, lembrando roupa limpa no quarto, balas de caramelo ali na sala e o café ao longe, na cozinha. O desavisado poderia confundir a Porto do Vianna, no nariz, com um bom bourbon, só que com mais equilíbrio.porto do vianna (2)

O sabor: não se encontram asperezas; a degustação é sem percalços, nada há de difícil na Porto do Vianna, que convida a um eterno retorno de mais uma taça e mais outra rio Sapucaí abaixo, levado pela correnteza. A doçura típica do carvalho americano sobressai no início, dando lugar a um tom picante algo inusitado, por sua forte expressão, no final. Acidezes passam longe.

A surpresa maior é o tom contido do carvalho, se levarmos em conta o período de três anos de envelhecimento. Isso se explica pelas artes da blendagem e pelo fato de os barris usados para o envelhecimento não serem novos, já tendo prestado serviços, antes de serem levados para Turvolândia, no descanso de uísque e, talvez, conhaque, em outras montanhas.

De toda a forma, é cachaça afinada com maestria, das mais fáceis de beber e de harmonizar (pense em carnes com molhos comedidos). Sobretudo, é cachaça que reflete em cada gole o capricho e a competência do time que a produz – sempre focado no trabalho de alto nível.

A Porto do Vianna poderá ser encontrada a partir de sexta (22/09) na loja online da Gouveia Brasil, ao preço de R$ 64,90.

Mais sobre a Gouveia Brasil, leia aqui.

Quer saber como Armando del Bianco se fez mestre dos blends? Saiba aqui.

Para conhecer a Gouveia Brasil e outras belas cachaças, visite a seção Cachaças de A a Z.

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