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Tour pelos alambiques VI – Cachaça Maria Izabel, em Paraty – Coluna do Agostinho

 

Rumo ao Sítio Santo Antônio
Rumo ao Sítio Santo Antônio

Por Manoel Agostinho Lima Novo

Chega de embromar, como já prometido vamos continuar nosso turismo alcoológico conhecendo a Cachaça Maria Izabel, aquela preciosidade que Paraty nos premiou.

À beira do mar, numa paradisíaca praia particular, a simplicidade da Sra. Maria Izabel nos recebe para uma visita ao Sítio Santo Antônio. Por falar neste santo, dizem que ele é casamenteiro, e é verdade, dona Izabel, o mar, o canavial e a cachaça formam um casamento perfeito.

Ela, a produtora, que, sozinha, corta e limpa a cana, mói, fermenta, destila e envasa com suas mãos de trabalhadora uma das mais interessantes cachaças fluminenses.

Mas, como costumo dizer, quando você bebe uma cachaça, degusta também uma história que há por trás do copo. Então, falaremos desta deliciosa que bebida que leva o nome de quem a produz.

Maria Izabel assumiu a produção em 1996, mas esta atividade já era uma tradição da família, começando pelo seu bisavô Francisco Lopes da Costa, que possuía na época três grandes alambiques em suas fazendas. bhvConta a históseu Francisco, presenteou o Rei Alberto I da Bélgica com uma garrafa da cachaça de suas terras.

A produção teve continuidade com o Sr. Samuel Costa, comerciante e fazendeiro, que dividia seu tempo entre a Prefeitura de Paraty e a produção da cachaça. Com tantas atividades, foi obrigado a dar uma parada na cachaça por volta de 1940. A lida com o nosso destilado, no entanto, foi retomada pela sua neta, já em 1966 (seu pai havia falecido cedo e não pôde dar continuidade ao trabalho).

Maria Izabel já havia sido pescadora, jardineira e vendedora de pães, antes de largar tudo e mergulhar de corpo na alma na produção de nossa bebida.

Até o rótulo da Cachaça Maria Izabel tem uma história. Ele foi presente de Liz Calder (a inglesa que criou a Flip, a feira literária de Paraty), que contratou seu amigo, o ilustrador americano Jeff Fischer, autor de capas como as da famosa série de livros Harry Potter.

Diz a produtora que uma vez sonhou com um rótulo, e que, quando foi apresentado ao rótulo por Jeff, que ela ainda não o conhecia, viu que o rótulo desenhado era exatamente aquele com que ela havia sonhado.

Toda esta história degustamos quando bebemos uma cachaça Maria Izabel, armazenada em jequitibá ou a envelhecida em carvalho por dois anos.

Bom, agora espere um pouco mais para que possa dar continuidade no turismo alcoológico.mariaizabel-39

Fiquem tranquilo, pegarei o volante com segurança, afinal a quantidade de cachaça que a dona Izabel nos oferece na degustação evaporou na boca e nem deu tempo de chegar no sangue. Proverbialmente, ela não é muito generosa ao servir suas provas, digo, provinhas.

Até lá…

Veja as paradas anteriores do Tour pelos alambiques realizado pelo colunista.

Leia um pouco mais sobre o alambique Maria Izabel, o mais bonito do Brasil, aqui nesse post.

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