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Rafael Welbert, do Esquina Mocotó: campeão brasileiro de Rabo de Galo

Por Dirley Fernandes

O sucesso do I Concurso Nacional de Rabo de Galo pode ser medido por várias réguas – em todas, o resultado vai longe. O concurso se encerrou na terça-feira, após dois dias, com a vitória do jovem bartender capixaba Rafael Welbert, representando o Esquina Mocotó.

A arma secreta do cabeludo de 28 anos foi o café, que ele agregou à mistura tradicional de vermute e cachaça para conquistar os jurados. A base que ele utilizou foram as cachaças Princesa Isabel Jaqueira e Carvalho. A jabuticaba completava a raceita. Não foi exatamente um drinque perfeitamente equilibrado, mas tinha potência e Rafael mostrou muita segurança no uso de suas ferramentas. Certamente, é um profissional de grande potencial.

O concurso contou com 28 participantes de vários estados – até a Bahia mandou representante. Do veteraníssimo Carlos Félix, do Senzala (SP), até jovens iniciantes na nobre profissão da coquetelaria, todos mostraram versões do coquetel brasileiro preparadas com muito esmero.

Edson Luiz Maia Júnior, bartender do Riviera conquistou o 2º lugar. Fumaça no Galo é o nome do seu drinque que foi inspirado pela cachaça Yaguara.

No terceiro lugar ficou Douglas Peres, “on trade” e barmen da Cachaça Princesa Isabel, cuja variedade jequitibá serviu de base para seu drinque, que levou também cacau.

No primeiro dia, todos os competidores passaram pelo crivo de um corpo de 16 jurados (entre eles, esse devoto que vos escreve) que analisaram tanto o sabor e originalidade da proposta como o domínio das técnicas utilizadas. No segundo dia, apenas os 10 melhores seguiram para a finalíssima, sendo novamente analisados pelos jurados.

Mais do que a competição, o evento foi um grande congraçamento das pessoas envolvidas com a coquetelaria e com a Cachaça. Um belo salão do elegante São Paulo Atlético Clube, no Centro da capital paulista, sediou o encontro, com muita gente boa circulando pelo salão para prestigiar o idealizador da festa, o decano da coquetelaria nacional, Mestre Derivan.

Em toda volta do espaço, os estandes dos apoiadores do evento apresentavam seus produtos. Leblon, Tiê, Princesa Isabel e Reserva 51, Paulista e Yaguara foram as cachaças que deram seu apoio à iniciativa, além de Brasilberg, Stock Licores e Bartender Store e do apoio institucional da Cúpula da Cachaça e do Ibrac.

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Rafael Welbert e seu drinque com cachaça, bitter e café. Imagem: Cesar Adames

O Campeonato foi mais uma etapa na luta dos bartenders brasileiros – com Derivan á frente – para levar o tradicional Rabo de Galo a figurar na carta de drinques da International Bar Association (IBA). É uma campanha longa, mas que tem tudo para ter sucesso. Afinal, o Rabo de Galo tem três handicaps que poucos coquetéis podem apresentar por aí: é fácil de fazer, é delicioso e tem em sua base uma bebida única e de alta qualidade: a Cachaça.

Leia mais sobre o concurso aqui.

Leia mais sobre a campanha para internacionalizar o Rabo de Galo aqui.

Conheça a capixaba Cachaça Princesa Isabel, base de dois dos três drinques do pódio nesse post.

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