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Festival da Cachaça de Paraty é nesse fim de semana. Confira cinco dicas

Alambique Engenho d'Ouro
Alambique Engenho d’Ouro

E lá se vão 35 anos desde o primeiro Festival da Pinga de Paraty. De 1983 para cá, o panorama da cachaça mudou completamente – para melhor –, a cidade que é um dos maiores tesouros da arquitetura colonial brasileira se expandiu, mas uma tradição segue inalterada: pelas ruas tortuosas e pelos caminhos do sertão nesse recanto onde a Serra do Mar se debruça sobre o oceano, outrora esconderijo de piratas e palco do tráfico de escravos, jorra cachaça boa de todos os lados.

Pedra Branca, Corisco, Engenho d’Ouro, Coqueiro, Paratiana… esses alambiques maravilhosos, herdeiros de uma tradição de mais de quatro séculos de produção de cachaça se juntam no hoje chamado Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, que acontece no próximo fim de semana, começando na quinta-feira (17/08) e se encerrando no domingo (21/08).

]Esse ano há a promessa de uma festa mais tranquila. Ainda há inclusive vagas nas pousadas da cidade. O público do ano passado (40 mil pessoas) não deve se repetir, o que, se não é bom para o comércio local, garante um fruir mais ameno para quem se entregar às delícias caiçaras, sobretudo para quem quer curtir aquilo que nós devotos temos em mente ao nos dirigirmos a essa terra que, no século XVIII, chegou a ter mais engenhos do orgulho local: a cachaça.

paraty 1Os cinco expositores estarão, mais uma vez, em uma grande tenda montada no Pontal. Ali, se pode degustar as variedades dessas marcas de cachaça – todas premiadíssimas e de alto padrão de qualidades – e derivados como licores de fabricação local e a azuladinha – a cachaça destilada com folhas de tangerina, tradição local. Também na tenda, há opções de alimentos e o palco para shows (a programação musical é bem modesta). Na quinta-feira, os trabalhos se abrem às 19h. A partir de sexta, às 12h, se estendendo até 22h. A produção é da  Secretaria de Turismo e da Associação dos Produtores de Cachaça de Paraty – Apacap.

 

Seguem cinco dicas para o devoto curtir o fim de semana:

1 – Durante o Festival da Cachaça de Paraty, todos os alambiques da cidade estarão abertos, recebendo os visitantes. E recebem sempre com fidalguia. Os alambiques da Pedra Branca e da Paratiana, por exemplo, são próximos um do outro e de uma bela cachoeira e a menos de 4 quilômetros do trevo de Paraty. Dá para dar um mergulho e depois aquecer a alma com, por exemplo, a excelente Pedra Branca Prata, descansada em amendoim, curtindo o visual do local.

2- Vá à Penha visitar o Engenho d’Ouro e fique para o almoço. A região é na subida da Serra do Mar, a 6,5 km do trevo. Além da cachoeira do Tobogã, a fazenda é uma joia de família, com sua casa de farinha, cuidada com carinho pelo gerente Adriano e por Norival Carneiro, herdeiro do fundador. E a cachaça ali produzida é de se beber chorando, sobretudo abrindo e fechando o almoço no restaurante delicioso, tipicamente de roça, com vista para o mato. Uma paz só! Leia aqui sobre a Engenho d’Ouro.

3- De perder o fôlego. Isso resume uma visita ao mais belo alambique do Brasil: a Maria Isabel. Ali, um dos personagens icônicos da cachaça brasileira produz, apresenta a produção, faz degustações e vende aos interessados a sua cachaça, produzida de forma genuinamente artesanal. É uma excelente cachaça, apesar das amplas variações de acordo com o ano, o barril etc… e o alambique fica numa encosta que mergulha sobre a baía de Paraty. Um troço de louco! Leia mais aqui.

4 – Para comprar cachaça no Centro, vá às lojas do Empório da Cachaça. Tem variedade, gente que sabe das coisas e até atendente bilingue. E um ‘museu’ extraoficial, que volta e meia permite visitação. Combine uma cachaça com uma cerveja Caborê, de produção local.

5- Chegue cedo à tenda. Assim, você poderá degustar as variedades de cada marca, sem atropelos, e ter um dedo de prosa com a turma que produz as belezuras. Quando encher, vá dar um rolé na Praça da Matriz.

Leia aqui sobre a visita do nosso colunista, Manoel Agostinho Lima Novo, à Coqueiro, da família Mello, que produz cachaça desde o fim do século XVIII, em Paraty.

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